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Dicas

Classes de Palavras

By 18 de julho de 2018 No Comments

Morfologia

Classes de Palavras

As palavras da Língua Portuguesa são distribuídas, por natureza, a DEZ diferentes classes gramaticais, cada uma delas apresenta características próprias, divididas entre variáveis e invariáveis.

As classes gramaticais variáveis são:

  • Substantivos: nomeiam seres, coisas e ideias. Exemplo: João, fogo, amor, beleza.
  • Verbo: indica ação, estado ou fenômeno da natureza. Exemplo: Anoitece, cresceu, vive.
  • Artigo: precede o substantivo, ao mesmo tempo determina-o ou generaliza-o. Exemplo: o amor, uma saudade.
  • Adjetivo: modifica o substantivo; atribuindo-lhe um estado ou qualidade. Exemplo: Cachorro livre.
  • Numeral: indica a quantidade de seres, coisas, ideias.Exemplo: Três coisas.
  • Pronome: substitui ou acompanha o substantivo, limitando sua significação. Exemplo: Aquela casa.

As classes gramaticais invariáveis são:

  • Advérbio: modifica o verbo, o adjetivo ou outro advérbio, exprimindo uma circunstância (que pode ser de tempo, de lugar, de modo, etc.) Exemplo: Levanto tarde.
  • Preposição: liga termos de uma oração, estabelecendo variadas relações entre eles. Exemplo: Filme de ação.
  • Conjunção: liga termos de mesma função ou orações. Exemplo: Pare e pense.
  • Interjeição: exprime emoções ou sentimentos. Exemplo: Nossa!

1. Substantivo

É a palavra que usamos para nomear os seres em geral e que pode ser sempre precedida por um artigo. Nomeia seres reais ou fictícios, coisas, ideias.

Os substantivos são classificados como: comuns, próprios, simples, composto, concretos, abstratos, coletivos.

Substantivos Comuns: designam uma espécie. Exemplo: aluno, cidade, rio.

Substantivos Próprios: individualizam os seres, especificam. Exemplo: André, Recife, Amazonas.

Substantivo Simples: Os substantivos simples são formados por apenas uma palavra. Exemplo: casa, carro, camiseta.

Substantivo Composto: O substantivo composto é formado por mais de uma palavra. Exemplo: guarda-chuva, guarda-roupa.

Substantivos Concretos: designam seres reais ou fictícios, materiais ou espirituais que tenham existência independente. Exemplo: livro, Deus, criança, fada.

Substantivos Abstratos: designam qualidades, ações, estados, sensações e sentimentos. Exemplo: beleza, viagem, morte, frio, amor.

Substantivos Primitivos: são aqueles que não derivam de outras palavras, por exemplo, casa, folha.

Substantivos Derivados: são aquelas palavras que derivam de outras, por exemplo, casarão (derivado de casa) e folhagem (derivado de folha).

Substantivos Coletivos: exprimem coleção de seres. Mesmo na forma singular, traduzem idéia de pluralidade. Exemplo: bando, elenco, dúzia, batalhão, atlas, alcateia.

 

Substantivo Comum e Substantivo Próprio

  • A mulher não entrou no banco porque esqueceu o cartão.
  • Carol não entrou no banco porque esqueceu o cartão.

Note que nos exemplos acima, há duas palavras que representam “mulher”, porém o que as distingue é justamente a particularização de uma delas (fato que ocorre com a nomeação). No primeiro exemplo temos um substantivo comum, de forma que a palavra “mulher” designa seres da mesma espécie, ou seja, não está especificada. No segundo exemplo, a mulher é a Carol, portanto é um substantivo próprio, grafado com letra maiúscula.

  • A cidade amanheceu cinza.
  • São Paulo amanheceu cinza.

Nos exemplos acima temos substantivos comuns e substantivos próprios. São Paulo é a especificação da cidade, logo, é um substantivo próprio e seu termo genérico, “cidade”, um substantivo comum. Ou seja, quando se especifica, o substantivo comum torna-se próprio e passa a ser grafado  com letra maiúscula.

 

Substantivos Simples e Substantivos Compostos

Os substantivos compostos, ao contrário dos substantivos simples, são aqueles formados por duas ou mais palavras, por exemplo: guarda-sol, guarda-roupa, etc.

-Flexão dos Substantivos Simples

É importante destacar que os substantivos são classes gramaticais flexionadas em gênero (feminino e masculino), número (singular e plural) e grau (aumentativo e diminutivo)-

-Flexão de Gênero

     a) Substantivos Biformes: apresentam duas formas, ou seja, uma feminina e outra masculina, por exemplo: menino – menina

     b) Substantivos Heterônimos: apresentam formas para ambos os gêneros, porém com radicais distintos, por exemplo: mulher – homem

     c) Substantivos Uniformes: apresentam somente uma forma para ambos os gêneros e são classificados em:

     d) Comum de dois: apresenta uma forma para ambos os gêneros, diferenciada somente pelo artigo feminino “a” e o masculino “o”, por exemplo: o estudante – a estudante.

     e) Sobrecomum: apresenta uma forma e um artigo (masculino ou feminino) para ambos os gêneros, por exemplo: a criança; o indivíduo; a pessoa; o gênio.

     f) Epiceno: utilizado para distinguir os animais (macho ou fêmea), os epicenos apresentam uma forma e um artigo (masculino ou feminino) para ambos os gêneros, por exemplo: a piranha (macho ou fêmea)

-Flexão de Número

     a) Singular: indica um ser, coisa, objeto, por exemplo: casa, criança, voz.

     b) Plural: indica dois ou mais seres, coisas, objetos, por exemplo: casas, crianças, vozes.

Note que alguns substantivos são empregados somente no plural, por exemplo: costas, férias, óculos, trevas, núpcias, dentre outros.

A formação do plural para os substantivos simples é baseada nas seguintes regras gramaticais, quando:

     -Terminados em vogal e ditongo oral, há acréscimo de s, por exemplo: chapéu – chapéus; sofá – sofás; bola – bolas.

     -Terminados em n, há acréscimo de s ou es, por exemplo: cânon – cânones; hífen – hifens ou hífenes; pólen – polens ou pólenes.

     -Terminados em m, há acréscimo de ns, por exemplo: álbum – álbuns; homem – homens; item – itens.

     -Terminados em r e z, há acréscimo de es, por exemplo: sonar – sonares; raiz – raízes; sênior – seniores.

     -Terminados em al, el, ol, ul​, troca-se o l por is (há exceções, por exemplo: mal e males, cônsul e cônsules). Alguns exemplos: quintal – quintais; hotel – hotéis; farol – faróis.

     -Terminados em il fazem o plural de duas maneiras:

  1. Oxítonos em is, por exemplo: canil – canis; barril – barris;
  2. Paroxítonos em eis, por exemplo: míssil – mísseis; fóssil – fósseis.

Terminados em s fazem o plural de duas maneiras:

  1. Monossilábicos ou Oxítonos mediante o acréscimo de es, por exemplo: ás – ases; retrós – retroses;
  2. Paroxítonos ou Proparoxítonos permanecem invariáveis, por exemplo: o ônibus – os ônibus; o lápis – os lápis.

Terminados em ão fazem o plural de três maneiras:

  1. substituindo o -ão por -ões, por exemplo: falcão – falcões;
  2. substituindo o -ão por -ães, por exemplo: escrivão – escrivães;
  3. substituindo o -ão por -ãos, por exemplo: cidadãos – cidadãos.

Terminados em x ficam invariáveis, por exemplo: o látex – os látex; o tórax – os tórax.

-Flexão de Grau

O Grau está relacionado ao tamanho das coisas e dos seres sendo classificados em grau aumentativo e grau diminutivo, de forma que são constituídos através de dois processos:

  1. Analítico: acréscimo de outra palavra, por exemplo: menino grande, menino pequeno.
  2. Sintético: acréscimo de sufixo, por exemplo: menino – menininho (diminutivo); meninão (aumentativo).

Substantivo Concreto e Substantivo Abstrato

Ao contrário dos substantivos concretos, o substantivo abstrato é um tipo de substantivo que depende de outro para se manifestar. São termos que nomeiam ações, estados e qualidades, os quais necessitam estar atribuídos à outros, por exemplo felicidade e beleza.

É importante ressaltar que, segundo o contexto em que são empregadas as palavras, o mesmo substantivo pode ser concreto ou abstrato.

Exemplos:

  1. A venda de roupas está aumentando com a chegada do Natal.
  2. Na venda do seu Joaquim tem frutas, legumes e verduras.

Note que no primeiro exemplo, a palavra “venda” depende da palavra “roupas” para existir, por isso trata-se de um substantivo abstrato. Por outro lado, no segundo exemplo, a palavra “venda” representa uma loja, uma mercearia e, portanto, nesse caso, designa um substantivo concreto.

  1. A aliança entre as nações favoreceu a adesão aos acordos internacionais.
  2. Ganhou uma aliança de ouro branco da namorada.

O exemplo acima apresenta a mesma palavra em contextos distintos. No primeiro exemplo, a “aliança” depende das “nações” para existir, portanto designa um substantivo abstrato. Já no segundo exemplo, a palavra “aliança” designa um objeto e, portanto, não depende de outra coisa para existir. Assim, trata-se de um substantivo concreto.

  • Coisas Fictícias

Também são substantivos concretos as palavras que designam seres fictícios. São aqueles termos que possuem uma representação ou um conceito conhecido por todos, por exemplo: fadas, duendes, papai noel, bruxas, vampiros, dentre outros.

 

Exemplos de Substantivos Primitivos e Derivados

  • A casa da Mariana ficou pronta este ano. Mário viveu durante dez anos num casarão.
  • O livro de Tomás ficou molhado com a chuva. A livraria do centro é a mais conhecida da cidade.
  • A folha da árvore ressecou com o inseticida. A folhagem dessa planta está cada dia maior.
  • Resolveu colocar pedras no jardim. Aquele pedreiro construiu grande parte da nossa casa.
  • Recebeu a carta do pai na noite de natal. O carteiro não passou naquele dia.

A partir dos exemplos acima podemos distinguir dois tipos de substantivos: os primitivos e os derivados. As palavras que não são originárias de outras são consideradas substantivos primitivos, nesses casos: “casa”, “livro”, “folha”, “pedra”, “carta”.

Por sua vez, as palavras “casarão”, “livraria”, “folhagem”, “pedreiro”, “carteiro”, derivam de outras e, portanto, são chamadas de substantivos derivados.

2.Verbo

O verbo é a classe de palavras que exprime ação, estado, mudança de estado, fenômeno da natureza e possui inúmeras flexões, de modo que a sua conjugação é feita mediante as variações de pessoa, número, tempo, modo, voz.

Estrutura do Verbo

O verbo é formado por três elementos: radical, vogal temática e desinências.

  1. Radical

O radical é a base. Nele está expresso o significado do verbo. Exemplos: DISSERT- (dissert-ar), ESCLAREC- (esclarec-er), CONTRIBU- (contribu-ir).

  1. Vogal Temática

A vogal temática se une ao radical para receber as desinências e, assim, conjugar os verbos. O resultado dessa união chama-se tema.

Tema = radical + vogal temática.

Exemplos: DISSERTA- (disserta-r), ESCLARECE- (esclarece-r), CONTRIBUI- (contribui-r).

A vogal temática indica a qual conjugação o verbo pertence:

1.ª conjugação abrange os verbos cuja vogal temática é A: argumentar, dançar, sambar.

2.ª conjugação abrange os verbos cuja vogal temática é E e O: escrever, ter, supor.

3.ª conjugação abrange os verbos cuja vogal temática é I: emitir, evoluir, ir.

  1. Desinências

As desinências são os elementos que junto com o radical promovem as conjugações. Elas podem ser:

  • Desinências modo-temporais quando indicam os modos e os tempos.
  • Desinências número-pessoais quando indicam as pessoas.

Exemplos:

  • Dissertávamos (va– desinência de tempo pretérito do modo indicativo), (mos– desinência de 1.ª pessoa do plural)
  • Esclarecerei (re– desinência de tempo futuro do modo indicativo), (i– desinência de 1.ª pessoa do singular)
  • Contribuamos (a– desinência de modo presente do modo subjuntivo), (mos– desinência de 1.ª pessoa do plural)

 

Flexões do Verbo

Para conjugarmos os verbos, é necessário levar em conta as  flexões de Pessoa, Número, Tempo, Modo, Voz.

  • Pessoa:  Indica as três pessoas relacionadas ao discurso, representadas tanto no modo singular, quanto no plural. 1.ª (eu, nós); 2.ª (tu, vós) e 3.ª (ele, eles)
  • Número:  Representa a forma pela qual o verbo se refere a essas pessoas gramaticais. Singular (eu, tu, ele) e Plural (nós, vós, eles)

Exemplos (Singular): Eu quero estudar; Tu andas muito apressada; Ele é empático.

Exemplos (Plural): Nós chegamos tarde; Vós  estais com sede; Eles são educados.

Os verbos são devidamente flexionados de acordo com a pessoa do discurso.

  • Tempo:  Relaciona-se ao momento expresso pela ação verbal, denotando a ideia de um processo ora concluído, em fase de conclusão ou que ainda está para concluir, representado pelo tempo presente, pretérito e futuro.
  • Modo: Revela a circunstância em que o fato verbal ocorre. Assim expresso:

               -Modo indicativo – exprime um fato certo, concreto.

               -Modo subjuntivo – exprime um fato hipotético, duvidoso.

               -Modo imperativo – exprime uma ordem, expressa um pedido.

  • Voz:  A voz verbal caracteriza a ação expressa pelo verbo em relação ao sujeito, classificada em Voz Ativa, Voz Passiva e Voz Reflexiva.

               -Voz ativa – o sujeito é o agente da ação verbal. Exemplo: Os professores aplicaram as provas.

               -Voz passiva – o sujeito sofre a ação expressa pelo verbo. Exemplo: As provas foram aplicadas pelos professores.

               -Voz reflexiva – o sujeito, de forma simultânea, pratica e recebe a ação verbal. Exemplo: A moça feriu-se com a faca.

               -Voz reflexiva recíproca – representa uma ação mútua entre os elementos expressos pelo sujeito. Exemplo: Os trabalhadores cumprimentaram-se respeitosamente.

 

Formas Nominais

As formas nominais são: Infinitivo, Particípio e Gerúndio:

– Infinitivo Pessoal e Impessoal

O infinitivo não tem valor temporal ou modal. Ele é pessoal quando tem sujeito e é impessoal quando, por sua vez, não tem sujeito. Exemplos:

  • O gerente da loja disse para irem embora. (infinitivo pessoal)
  • Cantar é maravilhoso! (infinitivo impessoal)

– Particípio

O particípio é empregado como indicador de ação finalizada, na formação de tempos compostos ou como adjetivo. Exemplos:

  • Feito o trabalho, vamos descansar!
  • A Ana já tinha falado sobre esse tema.
  • Calados, os filhos ouviram o sermão dos pais.

– Gerúndio

O gerúndio é empregado como adjetivo ou como advérbio. Exemplos:

  • Encontrei João correndo.
  • Cantando, terminaremos depressa.

 

FLEXÃO DE TEMPO x FLEXÃO DE MODO

MODO INDICATIVO

MODO SUBJUNTIVO

MODO IMPERATIVO E FORMAS NOMINAIS

 

Classificação dos Verbos

Os verbos são classificados da seguinte forma:

  • Verbos Regulares – Não têm o seu radical alterado. Exemplos: falar, torcer, tossir.
  • Verbos Irregulares – Nos verbos irregulares, por sua vez, o radical é alterado. Exemplos: dar, caber, medir. Quando as alterações são profundas, eles são chamados de Verbos Anômalos; é o caso dos verbos ser e vir.
  • Verbos Defectivos – Os verbos defectivos são aqueles que não são conjugados em todas as pessoas, tempos e modos. Eles podem ser de três tipos:

               -Impessoais – Quando os verbos indicam, especialmente, fenômenos da natureza (não tem sujeito) e são conjugados na terceira pessoa do singular, são verbos impessoais. Exemplos: chover, trovejar, ventar.

               -Unipessoais – Quando os verbos indicam vozes dos animais e são conjugados na terceira pessoa do singular ou do plural, são verbos unipessoais. Exemplos: ladrar, miar, surtir.

               -Pessoais – Quando os verbos têm sujeito, mas não são conjugados em todas as pessoas, são verbos pessoais. Exemplos: banir, falir, reaver.

  • Verbos Abundantes – Os verbos abundantes são aqueles que aceitam duas ou mais formas. É comum ocorrer no Particípio. Exemplos: aceitado e aceito, inserido e inserto, segurado e seguro.

3. Adjetivo

Adjetivo é a classe de palavras encarregada de atribuir características aos substantivos, ou seja, indicar suas qualidades e estados. Eles são termos que variam em gênero (feminino e masculino), número (singular e plural) e grau (comparativo e superlativo).

Tipos de Adjetivos

  • Adjetivo Simples – apresenta somente um radical. Exemplos: pobre, magro, triste.
  • Adjetivo Composto – apresenta mais de um radical. Exemplos: luso-brasileiro, superinteressante.
  • Adjetivo Primitivo – palavra que dá origem a outros adjetivos. Exemplos: bom, alegre, puro.
  • Adjetivo Derivado – palavras que derivam de substantivos ou verbos. Exemplos: escultor (verbo esculpir), formoso (substantivo formosura).

Gênero dos Adjetivos

– Adjetivos Uniformes – apresentam uma forma para os dois gêneros (feminino e masculino). Exemplo: feliz.

– Adjetivos Biformes – a forma varia conforme o gênero (masculino e feminino). Exemplo: carinhoso, carinhosa.

Número dos Adjetivos

Os adjetivos podem estar no singular ou no plural, concordando com o número do substantivo a que se referem. Assim, a sua formação se assemelha à dos substantivos.

O plural dos adjetivos compostos é feito da seguinte forma:

  1. Apenas o segundo elemento é flexionado, no caso de adjetivos compostos formados por dois adjetivos. Exemplos:
  • pacto socioeconômico e causa socioeconômica (flexão de gênero)
  • escola anglo-americana e escolas anglo-americanas (flexão de número)

*Exceção: meninos surdos-mudos.

  1. Os adjetivos compostos em que o segundo elemento é um substantivo são invariáveis em gênero e número. Exemplos:
  • Vestido verde-alface e Camisa verde-alface (flexão de gênero)
  • Tinta amarelo-ouro e tintas amarelo-ouro (flexão de número)

 

Grau dos Adjetivos

Quanto ao grau, os adjetivos são classificados em Comparativo (utilizado para comparar qualidades) e Superlativo (utilizado para intensificar qualidades).

Grau Comparativo

  • Comparativo de Igualdade: O professor de matemática é tão bom quanto o de geografia.
  • Comparativo de Superioridade: Marta é mais habilidosa do que a Patrícia.
  • Comparativo de Inferioridade: João é menos feliz que Pablo.

Grau Superlativo

  • Superlativo Absoluto:

Analítico: A moça é extremamente organizada.

Sintético: Luiz é inteligentíssimo.

  • Superlativo Relativo de:
  • Superioridade – A menina é a mais inteligente da turma.
  • Inferioridade – O garoto é o menos esperto da classe.

Adjetivos Pátrios

Chamados também de “adjetivos gentílicos“, os adjetivos pátrios indicam o local de origem ou nacionalidade da pessoa, por exemplo: brasileiro, carioca, paulista, europeu, espanhol.

Locução Adjetiva

A locução adjetiva é o conjunto de duas ou mais palavras que possuem valor de adjetivo. Exemplos:

Amor de mãe – Amor maternal

Doença de boca – Doença bucal

Carne de boi – Carne bovina

Festas de junho – Festas juninas

4. Artigo

É a palavra que antecede o substantivo, determinando seu número (singular ou plural) e seu gênero (feminino ou masculino). Os artigos são classificados em:

  1. Artigos Definidos: palavras que determinam o substantivo de forma precisa, especifica-o.
  2. Artigos Indefinidos: termos que indicam o substantivo de forma imprecisa, genérica, ao invés de especificar.

Artigo Definido

Os artigos definidos, como o próprio nome indica, definem ou individualizam os substantivos, seja uma pessoa, objeto ou lugar. São eles:

  • A – feminino (gênero), singular (número)
  • O – masculino (gênero), singular (número)
  • As – feminino (gênero), plural (número)
  • Os – masculino (gênero), plural (número)

Exemplos:

  • O rapaz saiu para almoçar.
  • Compramos a câmera que desejávamos.
  • Pablo viajou com os amigos.
  • Ana comeu as encomendas.

Artigo Indefinido

Os artigos indefinidos indicam de maneira vaga, indeterminada ou imprecisa, uma pessoa, objeto ou lugar ao qual não se fez menção anterior no texto. São eles:

  • Um – masculino (gênero), singular (número).
  • Uma – feminino (gênero), singular (número).
  • Uns – masculino (gênero), plural (número).
  • Umas – feminino (gênero), plural (número).

Exemplos:

  • Um dia sairemos dessa cidade.
  • Uma vez passamos pela cidade dela.
  • Pedro não quis sair com uns colegas de trabalho.
  • Eu quero comprar umas pinturas para essa casa.

Características dos Artigos

Os artigos sempre devem concordar com substantivo em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural).

  • a menina – as meninas;
  • o garoto – os garotos;
  • um mês – uns meses;
  • uma mesa – umas mesas.

Os artigos podem ser combinados com preposições.

  • ao/aos (a+ o/os)
  • à/às (a+ a/as)
  • da/das (de+ a/as)
  • do/dos (de+ o/os)
  • na/nas (em+ a/as)
  • no/nos (em+ o/os)
  • num/nuns (em+ um/uns)
  • numa/numas (em+uma/umas)
  • dum/duns (de+ um/uns)
  • duma/dumas (de+ uma/umas)

Os artigos podem substantivar qualquer palavra, ou seja, transformar qualquer palavra em substantivo, independente de sua classe gramatical, observando-se apenas a sua posição na frase. Exemplo: O caminhar de Guto é lento. O amarelo nos olhos pode indicar doença.

Acima, temos um verbo e um adjetivo sendo substantivados pelos artigos.

  • Os artigos definidos são usados para determinar, especificar, com isso, podem ser empregados de forma que abranjam um conjunto de seres, objetos, etc., ainda que sejam empregados no singular.

Exemplo: A laranja é rica em vitamina C. (Ainda que no singular, a ideia é fazer referência a todas as laranjas).

5. Numeral

É a classe de palavra variável (flexionadas em número e gênero) encarregada de determinar a quantidade de pessoas, objetos, coisas ou o lugar ocupado numa dada sequência. O numeral pode ser cardinal, ordinal, fracionário, coletivo, multiplicativo.

  • Cardinais: São os números nas suas formas básicas (1,2,3..10…25…145,146…). Alguns deles variam em gênero: um-uma, dois-duas, duzentos-duzentas, quinhentos-quinhentas. Alguns também variam em número: milhão-milhões, bilhão-bilhões.
  • Ordinais: São os numerais que indicam uma sequência, ou seja, representam uma ordem de sequência, série. Exemplos: primeiro, segundo, terceira, décimo, etc. Além disso, alguns ordinais possuem o valor de adjetivo. São palavras que possuem variação em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). Exemplo: primeiro / primeira / primeiros / primeiras; quinto / quinta / quintos / quintas.
  • Fracionários: Indicam a diminuição das proporções numéricas, ou seja, representam uma parte de um todo, uma fração, por exemplo, ¼ (lê-se: um quarto, um sobre quatro), ½ (lê-se: meio ou metade, um sobre dois).
  • Coletivos: Fazem referência a um conjunto de seres, por exemplo, dúzia (conjunto de 12), dezena (conjunto de 10), centena (conjunto de 100), semestre (conjunto de 6), bimestre (conjunto de 2). Os números coletivos sofrem a flexão de número (singular e plural): dúzia-dúzias, dezena-dezenas, centenas-centenas.
  • Multiplicativos: Determina o aumento da quantidade por meio de múltiplos, por exemplo, dobro, triplo, quádruplo, quíntuplo, etc. Dessa forma, de acordo com sua função, os numerais podem apresentar valor de substantivo ou adjetivo, sendo classificados em:

               -Numerais substantivos: caracterizados pelos numerais multiplicativos, esses numerais podem substituir outros substantivos. Exemplo: Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo da produção.

               -Numerais adjetivos: são os numerais cardinais, ordinais, coletivos e fracionários, os quais modificam o substantivo, indicando valor adjetivo. Exemplo: Essa carne é de segunda (indica a qualidade da carne).

6. Pronome

É a classe de palavras que reúne unidades em número limitado e que se refere a um significado léxico pela situação ou por outras palavras do contexto. De modo geral, esta referência é feita a um objeto substantivo considerando-o apenas como pessoa localizada do discurso.

Os pronomes podem ser: pessoais, possessivos, demonstrativos (abarcando o artigo definido), indefinidos (abarcando o artigo indefinido), interrogativos e relativos.

Classificação dos pronomes

Pronomes Pessoais

São os pronomes que indicam as pessoas do discurso e são classificados em pronomes pessoais do caso reto e pronomes pessoais do caso oblíquo.

Pessoas do Verbo Pronomes do Caso Reto Pronomes do Caso Oblíquo
1ª pessoa do singular eu me, mim, comigo
2ª pessoa do singular tu (você) te, ti, contigo
3ª pessoa do singular ele, ela o, a lhe, se, si, consigo
1ª pessoa do plural nós nos, conosco
2ª pessoa do plural vós (vocês) vos, convosco
3ª pessoa do plural eles, elas os, as, lhes, se, si, consigo

Os pronomes oblíquos se dividem em átonos e tônicos.

  • Átonos: são os pronomes do caso oblíquo que não possuem preposição em sua formação: me, te, lhe, o, a, se, nos, vos, lhes, os, as, se.
  • Tônicos: são os pronomes do caso oblíquo que possuem preposição em sua formação: mim, comigo, ti, contigo, si, consigo, conosco, convosco.

Com isso, o uso desses pronomes dependerá da transitividade verbal, o que veremos em breve.

Observação: Se a preposição é com, dizemos comigo, contigo, consigo, conosco, convosco, e não: com mi, com ti, com si, com nós, com vós. No entanto, empregam-se com nós e com vós, quando estes pronomes tônicos vêm seguidos ou precedidos de: mesmos, próprios, todos, outros, ambos, numeral ou oração adjetiva, a fim de evidenciar o antecedente:

“Há um céu para nós outros na imortalidade das nossas obras terrenas”

Com vós todos ou com todos vós.

Com vós ambos ou com ambos vós.

Os pronomes oblíquos também podem ser reflexivo e recíproco.

Pronome oblíquo reflexivo – É o pronome oblíquo da mesma pessoa do pronome reto, significando a mim mesmo, a ti mesmo, etc.:

  • Eu me vesti rapidamente.
  • Nós nos vestimos.
  • Eles se vestiram.

Pronome oblíquo recíproco – É representado pelos pronomes nos, vos, se quando traduzem a ideia de um ao outro, reciprocamente:

Nós nos cumprimentamos (um ao outro).

Eles se abraçaram (um ao outro).

Pronomes Possessivos

São os pronomes que indicam posse às três pessoas do discurso e variam em gênero e número.

1ª pessoa (singular) meu minha meus minhas
2ª pessoa (singular) teu tua teus tuas
3ª pessoa (singular) seu sua seus suas
1ª pessoa (plural) nosso nossa nossos nossas
1ª pessoa (plural) vosso vossa vossos vossas
1ª pessoa (plural) seu sua seus suas

Pronomes Demonstrativos

São os pronomes que são utilizados para indicar algo. Reúnem palavras variáveis que indicam a posição dos seres em relação às pessoas.

Pronomes Demonstrativos Singular Plural
Feminino esta, essa, aquela estas, essas, aquelas
Masculino este, esse, aquele estes, esses, aqueles
Pessoas do Verbo Pronomes Utilizados Localização do Elemento
Primeira pessoa este, esta, estes, estas, isto quando o elemento está com a pessoa que fala ou próximo dela
Segunda pessoa esse, essa, esses, essas, isso quando o elemento está com quem se fala
Terceira pessoa aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo quando o elemento não está com a pessoa que fala e nem com a pessoa com quem se fala

Exemplos:

  • Este livro (perto da pessoa que fala)
  • Esse livro (longe da pessoa que fala ou perto da pessoa com quem se fala)
  • Aqueles livros (distante de quem fala e com quem se fala)

São pronomes demonstrativos também: o, mesmo, próprio, semelhante e tal.

  • Farei somente o que me pedir. (Farei somente aquilo que me pedir)
  • Ela não conseguirá fazer semelhante bolo. (Ela não conseguirá fazer aquele bolo)
  • Tais ações são imperdoáveis. (Essas ações são imperdoáveis)

Mesmo(s) e Próprio(s) são demonstrativos  de reforço.

  • Você só gosta de fazer a mesma coisa.
  • Ele próprio procurou os documentos.

 

Pronomes Indefinidos

– São aqueles que se aplicam à 3ª pessoa quando têm sentido vago ou exprimem quantidade indeterminada. Eles podem ser variáveis ou invariáveis. Seguem exemplos na tabela adiante:

Variáveis Invariáveis
nenhum, nenhuns, nenhuma, nenhumas ninguém
algum, alguns, algumas, algumas alguém
todo, todos, toda, todas tudo
outro, outros, outra, outras outrem
muito, muitos, muita, muitas nada
pouco, poucos, pouca, poucas cada
certo, certos, certa, certas algo
vários, vários, tanto, tanta, tantos, tantas, quanto, quantos, quanta, quantas, qualquer, quaisquer

Além disso, podem ser classificados como SUBSTANTIVOS ou ADJETIVOS.

Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lugar do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase.

Algo o incomoda?

Alguém pode me ajudar?

Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade aproximada.

Cada povo tem seus costumes.

Certas pessoas exercem várias profissões.

 

Pronomes Interrogativos

São os pronomes que são empregados nas perguntas, diretas ou indiretas. São eles: Que, Quem, Qual Quanto.

– Quem veio aqui?

– Que peça, senhor?

– Qual consideras melhor?

– Quantos vieram?

No lugar de “que”, podemos usar a forma enfática “o que”.

Que será feito? ou O que será feito?

 

Pronomes de Tratamento

Existem formas substantivas de tratamento indireto de 2.ª pessoa que flexionam o verbo para a 3.ª pessoa. São as chamadas formas substantivas de tratamento ou formas pronominais de tratamento:

  • você, vocês (tratamento familiar, íntimo, informal)
  • o senhor, a senhora (tratamento cerimonioso, formal, respeitoso)

Aos pronomes de tratamento pertencem as formas de reverência que consistem em nos dirigirmos às pessoas pelos seus atributos ou qualidades que ocupam:

Pronome de Tratamento Abreviações Emprego
Vossa Alteza V.A.(singular) e V.V.A.A. (plural) para príncipes, duques
Vossa Eminência V. Ex.ª / V.Em.ªs para cardeais
Vossa Excelência V. Ex.ª/V. Ex.ªs para altas patentes militares, ministros, Presidente da República, Deputados, Senadores, Embaixadores, pessoas de alta categoria, bispos e arcebispos
Vossa Magnificência V. Mag.ª / V.Mag.ªs para reitores de universidade
Vossa Majestade V.M. / V.V.M.M. para reis, imperadores
Vossa Santidade V.S. para o Papa
Vossa Onipotência Não se abrevia para Deus
Vossa Reverendíssima V. Rev.m.ª/V. Rev.m.ªs para sacerdotes
Vossa Senhoria V. S.ª/V. S.ªs para oficiais até coronel, funcionários graduados, pessoas de cerimônia, nas correspondências e textos escritos
  • O substantivo gente, precedido do artigo a e em referência a um grupo de pessoas em que se inclui a que fala, ou a esta sozinha, passa a pronome e se emprega fora da linguagem cerimoniosa. Em ambos os casos o verbo fica na 3.ª pessoa do singular. Ex.: É verdade que a gente, às vezes, tem cá as suas birras.

 

Pronomes Relativos

São os que normalmente se referem a um termo anterior chamado antecedente. Sendo assim, ele desempenha dois papéis gramaticais: o de sua referência ao antecedente como pronome e o de transpositor de oração, ou seja, função conectiva.

Invariáveis Variáveis
que o qual, os quais, a qual, as quais
quem cujo, cujos, cuja, cujas
quando quanto, quantos, quantas
como
onde
  • Quem se refere a pessoas ou coisas personificadas e sempre aparece precedido de preposição.
  • Que e o qual se referem a pessoas ou coisas.
  • Que e quem funcionam como pronomes substantivos.
  • O qual aparece como substantivo ou adjetivo
  • Onde, como pronome relativo, refere-se a lugar e pode ser substituído por em que

Exemplos:

  • As pessoas de quem falas não vieram.
  • O ônibus que esperamos está atrasado.
  • Não são poucas as alunas que faltaram.
  • Este é o assunto sobre o qual falará o professor.
  • Não vi o menino, o qual menino os colegas procuram.
  • A casa onde moro é espaçosa
  • Eu sou o freguês que chega por último
  • Cujo, possui função adjetiva, apresenta, em geral, antecedente e consequente expressos e exprime que o antecedente é possuidor do ser indicado pelo substantivo a que se refere, ou seja, o antecedente é possuidor do consequente.
  • Ali vai o homem cujo carro comprei. (O carro do homem)
  • Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas. (As folhas do caderno)
  • Quanto tem por antecedente um pronome indefinido (tudo, todo, todos, todas, tanto)
  • Esqueça-se de tudo quanto lhe disse.
  • Farei tantas exigências quantas forem necessárias.
  • Quando pode ser utilizado como pronome relativo na na indicação de tempo e pode ser substituído por em que
  • É a hora quando eu consigo parar para pensar.
  • Como é uma outra palavra que também pode ser utilizada fazendo as vezes de pronome relativo e pode ser substituído por pelo qual
  • Não me parece correto o modo como você fala comigo.

Classes gramaticais invariáveis

1. Advérbio

É a expressão modificadora que por si só denota uma circunstância (de lugar, de tempo, modo, intensidade, condição, etc.). Os advérbios flexionam em grau (comparativo e superlativo). Eles se referem a um verbo, a um adjetivo, a outro advérbio ou, até mesmo, a uma declaração inteira. Numa oração, ele desempenha a função de adjunto adverbial.

  • João escreve bem (advérbio em referência ao verbo).
  • João é muito bom escritor (advérbio em referência ao adjetivo bom).
  • João escreve muito bem (advérbio em referência ao advérbio bem).
  • Felizmente João chegou (advérbio em referência a toda a declaração:João chegou; o advérbio deste tipo geralmente exprime um juízo pessoal de quem fala.

Classificação dos Advérbios

Seguem as principais classificações:

  • Advérbio de Modo: Bem, mal, assim, melhor, pior, depressa, devagar, acinte, debalde e grande parte das palavras que terminam em “-mente”: cuidadosamente, calmamente, tristemente, dentre outros. Exemplos:

               –Fui bem nas questões.

               –Estava andando depressa por causa do temporal.

  • Advérbio de Intensidade: Muito, demais, pouco, tão, quão, demasiado, bastante, imenso, demais, mais, menos, quanto, quase, tanto, tudo, nada, todo. Exemplos:

               –Comeu demasiado no jantar.

               –Ela gosta bastante de jogar futebol.

  • Advérbio de Lugar: Aí, aqui, acolá, cá, lá, ali, adiante, abaixo, embaixo, acima, adentro, dentro, afora, fora, defronte, atrás, detrás , atrás, além, aquém, antes, aonde, longe, perto. Exemplos:

               –Minha casa é ali.

               –O livro está embaixo da cama.

  • Advérbio de Tempo: Hoje, já, afinal, logo, agora, amanhã, amiúde, antes, ontem, tarde, breve, cedo, depois, enfim, entrementes, ainda, jamais, nunca, sempre, outrora, primeiramente, imediatamente, antigamente, provisoriamente, sucessivamente, constantemente. Exemplos:

               –Ontem estivemos numa reunião de trabalho.

               –Sempre estamos juntos.

  • Advérbio de Negação: Não, nem, tampouco, nunca, jamais. Exemplos:

               –Jamais voltarei ao estabelecimento dele.

               –Não saiu de casa o dia todo.

  • Advérbio de Afirmação: Sim, deveras, indubitavelmente, decididamente, certamente, realmente, decerto, certo, efetivamente. Exemplos:

               –Certamente viajarei em dezembro..

               –Ele gostou deveras dos países que visitou.

  • Advérbio de Dúvida: Possivelmente, provavelmente, acaso, porventura, quiçá, será, talvez, casualmente. Exemplos:

               –Provavelmente irei ao banco.

               –Quiçá chova hoje.

 

Combinação de advérbios

Advérbios de tempo e lugar enfatizam melhor a sua função mediante o emprego de uma preposição:

  • Por agora, estão encerrados os trabalhos.
  • Até então os telefones não funcionavam.
  • Desde cedo já havia compradores de ingresso.
  • De longe já se viam as chamas.
  • Por aqui se pode entrar na cidade.
  • As crianças de hoje contam com mais divertimentos.
  • Eles sempre se apresentam com as promessas de sempre.

-Locução Adverbial

O grupo geralmente constituído de preposição + substantivo (claro ou subentendido) que tem o valor e o emprego de advérbio. A preposição, funcionando como transpositor, prepara o substantivo para exercer uma função que primariamente não lhe é própria. Exemplos: com efeito, de graça, às vezes, em silêncio, por prazer, sem dúvida, etc

Na constituição das locuções adverbiais, o substantivo que nelas entra pode estar no masculino ou no feminino e no singular ou no plural, segundo as normas fixadas pela tradição. Outras vezes o substantivo vem com acompanhante e pode ocorrer até a omissão do substantivo, em expressões fixas:

Exemplos: na verdade, de nenhum modo, em breve (subentende-se tempo), à direita (ao lado de à mão direita), à francesa (subentende-se à moda), etc.

Frequentemente se cala a preposição nas locuções adverbiais de tempo e modo. Exemplo:

  • Esta semana (por nesta semana) teremos prova.
  • Espingarda ao ombro (por de espingarda ao ombro), juntou-se ao grupo de pessoas.

 

Flexão dos Advérbios

Os advérbios não flexionam em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). No entanto, são flexionados nos graus comparativo e superlativo.

Grau Comparativo

  • Igualdade: formado por “tão + advérbio + quanto” (como).
  • José é tão baixo quanto Carlos.
  • Inferioridade: formado por “menos + advérbio + que” (do que).
  • Exemplo: Marisa é menos simpática que Cláudia.
  • Superioridade:

               –analítico: formado por “mais + advérbio + que” (do que).  Exemplo: Lia é mais alta que Duda.

               –sintético: formado por “melhor ou pior que” (do que). Exemplo: Daniel tirou nota melhor que Thaís na prova.

 

Grau Superlativo

  • Analítico: quando acompanhado de outro advérbio.
  • Exemplo: Isabel fala muito baixo.
  • Sintético:  quando é formado por sufixos.
  • Exemplo: Isabel fala baixíssimo.

2. Preposição

Unidade linguística desprovida de independência. Classe invariável que liga dois termos da oração numa relação de subordinação. O termo anterior à preposição chama-se antecedente ou subordinante, e o posterior chama-se consequente ou subordinado. O subordinante pode ser substantivo, adjetivo, pronome, verbo, advérbio ou interjeição, como nos exemplos a seguir:

  • livro de história
  • útil a todos
  • alguns de vocês
  • necessito de ajuda
  • referentemente ao assunto
  • ai de mim!

Já o termo subordinado (após a preposição) é constituído por substantivo, adjetivo, verbo (no infinitivo ou no gerúndio) ou advérbio, como a seguir:

  • casa de Pedro
  • pulou de contente
  • gosta de estudar
  • em chegando
  • ficou por aqui

Classificação das Preposições

  • Preposições essenciais:  são aquelas que funcionam apenas como preposição:
  • a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás.
  • Preposições acidentais: são as palavras de outras classes gramaticais que fazem as vezes de preposição.
  • afora, fora, como, conforme, consoante, durante, exceto, mediante, menos, salvo, segundo, visto, após,  etc.

 

Locuções Prepositivas

A locução prepositiva é formada por duas ou mais palavras com o valor de preposição, sempre terminando por uma preposição.:

  • abaixo de, acima de, a fim de, além de, antes de, até a, depois de, ao invés de, em vez de, ao lado de, em que pese a, à custa de, em via de, à volta com, defronte de, a par de, perto de, por causa de, através de, etc.

 

Combinação, Contração e Crase

  • Combinação  é quando não há perda de elementos fonéticos
  • aonde (a + onde)
  • ao (a + o)
  • aos (a + os)
  • Contração  é quando há perda de elementos fonéticos na junção da preposição com outra palavra
  • do (de + o)
  • desta (de + esta)
  • dessa (de + essa)
  • dum (de + um)
  • no (em + o)
  • neste (em + este)
  • nisso (em + nisso)
  • Crase  é a fusão de duas vogais idênticas que veremos mais detalhadamente nas próximas aulas.
  • à (contração da preposição a + o artigo a)
  • àquilo (contração da preposição a + a primeira vogal do pronome demonstrativo aquilo)

 

Acúmulo de preposições

Não raro duas preposições se juntam para enfatizar as ideias, guardando cada uma seu sentido primitivo. Exemplo: Andou por sobre o mar.

Estes acúmulos de preposições não constituem uma locução prepositiva porque valem por duas preposições distintas. Exemplo: “Os deputados oposicionistas conjuravam-no a não levantar mão de sobre os projetos depredadores”

3. Conjunção

Unidades que têm por missão reunir orações num mesmo enunciado. A conjunção liga duas orações ou duas palavras de mesmo valor gramatical, estabelecendo uma relação entre elas.

As conjunções são divididas em coordenadas (coordenativas) e subordinadas (subordinativas).

  • Coordenadas

Ligam orações que pertencem ao mesmo nível sintático. Dizem-se independentes umas das outras, logo, podem aparecer em enunciados separados.

–  Pedro fez concurso para medicina, e Maria se prepara para a mesma profissão.

O exemplo acima poderia, sem prejuízo, ser reescrito em dois enunciados separados e independentes: Pedro fez o concurso para medicina. Maria se prepara para a mesma profissão. Por isso, a conjunção coordenativa é um conector.

  • Subordinadas

Ligam orações que se dizem dependentes umas das outras, logo, não podem aparecer em enunciados separados. Aqui, a conjunção assinala qual oração poderia aparecer sozinha.

–  Soubemos que vai chover.

No exemplo acima, a oração “vai chover” poderia aparecer em um enunciado sozinha, tendo em vista o seu sentido completo. No entanto, ao ser conectada à oração “Soubemos”, ela passou a exercer um nível inferior da estruturação gramatical, a função de palavra, já que “vai chover” se tornou objeto direto do núcleo verbal soubemos. Essa é apenas mais uma função das conjunções subordinadas.

 

Classificação das conjunções coordenadas

  • Aditivas – Exprimem soma, adição de pensamentos: e, nem, não só…mas também, não só…como também. Exemplo: Paula não fala nem ouve.
  • Adversativas – Exprimem oposição, contraste, compensação de pensamentos: mas, porém, contudo, entretanto, no entanto, todavia. Exemplo: Não fomos os vencedores, todavia exibimos a melhor apresentação.
  • Alternativas – Exprimem escolha: ou…ou, já…já, ora…ora, quer…quer, seja…seja. Exemplo: Ou você vem agora ou você não vai mais.
  • Conclusivas – Exprimem conclusão de pensamento: logo, por isso, pois – quando vem depois do verbo – , portanto, por conseguinte, assim. Exemplo: Chove bastante, portanto não poderemos sair.
  • Explicativas – Exprimem razão, motivo: que, porque, assim, pois (quando vem antes do verbo), porquanto, por conseguinte. Exemplo: Não saímos, porque a babá faltou.

 

Classificação das conjunções subordinadas

  • Integrantes (que, se): Introduzem orações subordinadas com função substantiva. Exemplo: Quero que você saia já.
  • Causais (que, porque, como, pois, visto que, já que, uma vez que): Introduzem orações subordinadas que dão ideia de causa. Exemplo: Não fui à aula porque adoeci.
  • Comparativas (que, do que, como): Introduzem orações subordinadas que dão ideia de comparação. Exemplo: Meu primo é mais inteligente que eu.
  • Concessivas (embora, ainda que, mesmo que, se bem que, posto que, apesar de que, por mais que, por melhor que). Iniciam orações subordinadas que exprimem um fato contrário ao da oração principal. Exemplo: Vou à praia, mesmo que chova.
  • Condicionais (se, caso, contanto que, salvo se, desde que, a não ser que): Iniciam orações subordinadas que exprimem hipótese ou condição para que o fato da oração principal se realize ou não.Exemplo: Se não chover, irei ao clube.
  • Conformativas (segundo, como, conforme): Iniciam orações subordinadas que exprimem acordo, concordância de um fato com outro. Exemplo: Cada um colhe conforme plata.
  • Consecutivas (que, de forma que, de modo que, de maneira que): Iniciam orações subordinadas que exprimem a consequência ou o efeito do que se declara na oração principal. Exemplo: Foi tamanho o susto que ela desmaiou.
  • Temporais (logo que, antes que, quando, assim que, sempre que): Iniciam orações subordinadas que dão ideia de tempo.Exemplo:Quando as férias chegarem, viajaremos.
  • Finais (a fim de que, para que): Iniciam orações subordinadas que exprimem uma finalidade.Exemplo: Estamos aqui para que ele fique tranquilo.
  • Proporcionais (à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, quanto menos, quanto menor, quanto melhor): Iniciam orações subordinadas que exprimem concomitância, simultaneidade.Exemplo: Quanto mais trabalho, menos recebo.

Locuções conjuntivas

A locução conjuntiva é formada por duas ou mais palavras com o valor de conjunção, geralmente, terminando em “que”.

  • visto que
  • desde que
  • ainda que
  • por mais que
  • à medida que
  • à proporção que
  • logo que
  • a fim de que

As locuções conjuntivas possuem a mesma classificação das conjunções, de acordo com o sentido.

 

4.Interjeição

É a expressão com que se traduz os nossos estados emotivos. É mais uma classe gramatical invariável. As interjeições possuem existência autônoma e, a rigor, constituem por si orações. São sempre acompanhadas de um ponto de exclamação.

As interjeições podem representar sons vocálicos tradicionais, palavras já correntes na língua ruídos de animais ou de objetos e locuções que expressam sensações.

Interjeições comuns

1) de exclamação: viva!

2) de admiração: ah!, oh!

3) de alívio: ah!, eh!

4) de animação: coragem!, eia!, sus!

5) de apelo ou chamamento: ó!, olá!, alô!, psit!, psiu!

6) de aplauso: bem!, bravo!

7) de desejo ou ansiedade: oh!, oxalá!, tomara!

8) de dor física: ai!, ui!

9) de dor moral: oh!

10) de dúvida, suspeita, admiração: hum!, hem! (ou hein)

11) de impaciência: arre!, irra!, apre!, puxa!

12) de imposição de silêncio: psiu! (demorado)

13) de repetição: bis!

14) de satisfação: upa!, oba!, opa!

15) de zombaria: fiau!

Locução Interjetiva

Grupo de palavras que possuem valor de interjeição.

  • ai de mim!, cruz credo!, valha-me Deus!, ora bolas!, com todos os diabos!.

Quando as interjeições estão combinadas com uma frase maior exclamativa, podem-se separar da frase por meio de uma vírgula, ou por meio do ponto de exclamação, ao qual se deve seguir, entretanto, letra minúscula.

  • “Oh! que doce harmonia traz-me a brisa”

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