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Diplomacia

Quem pode ser candidato à carreira de diplomata?

By 21 de janeiro de 2019 No Comments

Diplomata Raymundo Rocha Magno, sabatina no Senado (Edilson Rodrigues/Agência Senado).

“O perfil do diplomata…aliás, essa é uma pergunta bastante importante para nós. Pois é uma pergunta que nós nos fazemos sempre.

Na verdade, como escolher entre os 5 mil, 6 mil, 7 mil candidatos, dependendo do ano, que decidem prestar o exame do Concurso de Admissão da Carreira Diplomática. Como escolher? Como escolher o perfil ideal? Quais talentos, habilidades, saberes, priorizar num mundo em constante mutação em que novos temas são apresentados, surgem na agenda internacional?

Bom, em síntese, eu acho que o mais importante para um diplomata é a capacidade de aprender rápido e constantemente. Estar sempre em aprendizado, acho que nós todos estamos sempre aprendendo. E de agir para a salvaguarda e promoção do interesse nacional.

Alguém que saiba avaliar questões criticamente. Perceber as variáveis em jogo em cada situação e propor um caminho certo para a salvaguarda e promoção do interesse nacional. Esse é o tipo de diplomata que nós queremos.”

Há 3 anos, o diplomata Sérgio Barreiros, na condição de diretor-geral-adjunto do Instituto Rio Branco (IRBr), concedeu a entrevista na qual proferiu essas palavras. O evento repercutiu muito e até hoje é parâmetro para os que por ventura se interessem pela carreira de diplomata.

Mas vamos explorar um pouco mais friamente a questão.

Os dois únicos requisitos

O ponto de partida para uma pessoa que seja, digamos, candidato à candidato do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) é saber se os requisitos para o ingresso na carreira se adequam a sua condição. Eles estão definidos na Lei do Serviço Exterior e são somente dois:

  1. ser brasileiro nato; e
  2. ter diploma conclusão de curso de graduação em ensino superior.

Quanto ao segundo requisito, basta apresentar o diploma devidamente reconhecido (perceba que não há restrições de cursos específicos) a tempo de efetuar a matrícula no curso de formação.

Quanto ao primeiro (ser brasileiro nato), não há muito o que fazer. Para quem tem dúvida sobre o conceito, a definição está expressa no art. 12 da Constituição Federal.

Aliás, é nesse artigo que está originalmente prevista a exigência de ser brasileiro nato para ocupar cargos da carreira diplomática. A Lei do Serviço Exterior, basicamente, replicou a constituição.

“Art. 12. São brasileiros:  I – natos:
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país;
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil;
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira;
(…)
§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: (…) V – da carreira diplomática”

A auto análise

Superada essa questão, o interessado deve fazer uma auto análise. Deve procurar saber se o seu perfil se adequa ao que parece ser o perfil do diplomata brasileiro. Para isso, são válidas diversas referências.

A entrevista mencionada e tantas outras disponíveis na web são ótimos meios. Além disso, questão importantíssima, é analisar a sua afinidade com as disciplinas cobradas nos concursos para diplomata.

Afinidade com as disciplinas do CACD

Atualmente, são basicamente 9:

  1. História;
  2. Geografia;
  3. Política internacional;
  4. Economia;
  5. Direito;
  6. Língua portuguesa;
  7. Língua inglesa;
  8. Língua espanhola; e
  9. Língua francesa.

As duas últimas “línguas” são cobradas com bem menos rigor que as duas primeiras.

Essas disciplinas são praticamente as mesmas desde que foi realizada a primeira seleção, em 1946. Se estão aí há tanto tempo, é um indicador de que são importantes. Não se trata de mera conveniência do processo seletivo do momento.

Portanto, perceba que a exigência geral não é grande. Trata-se de apenas dois requisitos e da afinidade para aprofundar estudos em menos que uma dezena de disciplinas, algumas delas até mesmo herdadas da educação escolar. Logo, estamos falando de um concurso possível e muito atrativo para diversas pessoas.

O plano de estudos

Por fim, o candidato – nessa altura do processo de análise já praticamente decidido a se tornar efetivamente um candidato – deve elaborar seu plano de estudos, tendo em consideração o tempo disponível para estudar.

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