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Diplomacia

Embaixador de Israel compara Bolsonaro ao diplomata Oswaldo Aranha

By 27 de fevereiro de 2019 No Comments

Oswaldo Aranha é uma personalidade recorrente na preparação dos candidatos do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD). Ele é muito estudado pelos cacdistas, pois foi um importante diplomata da história brasileira e é frequentemente lembrado em questões de Política Internacional e História do CACD.

Aranha participou politicamente da Revolução de 1930, que culminou na ascensão de Getúlio Vargas à presidência do Brasil. Na Era Vargas, chefiou a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos e, em 1938, assumiu o cargo de ministro das Relações Exteriores, função que ocupou até os instantes finais da Segunda Guerra Mundial, em 1944.

Além de liderar o Brasil internacionalmente no contexto belicoso, Aranha promoveu mudanças administrativas significativas no Itamaraty, que receberam o nome de “Reforma Oswaldo Aranha”. Uma das mudanças mais importantes foi a unificação das funções de Corpo Consular e Corpo Diplomático na Carreira de Diplomata.

Personagens do filme “De amor e Trevas” (Netflix) no momento em que acompanham a sessão da AGNU de criação do Estado de Israel, presidida por Aranha.

No entanto, historicamente, uma das atuações mais destacadas do diplomata foi a presidência da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), em 1947, que decidiu pela partilha da Palestina. A Resolução 181, emanada da reunião presidida pelo brasileiro, promoveu a criação do Estado de Israel e do Estado da Palestina.

CACD 2018, 1ª fase, questão 18, item 4 (Política Internacional)

O brasileiro Oswaldo Aranha foi o presidente da Assembleia-Geral da ONU em 1947, que aprovou a resolução sobre o Plano de Partição da Palestina, com a chamada “solução de dois Estados”. (C ou E)

Oswaldo Aranha assina acordo com os Estados Unidos na presença do presidente americano Franklin Roosevelt (Jornal O Globo)

Em Israel, Aranha foi agraciado por diversas homenagens públicas em razão da condução da AGNU decisiva para o povo judeu. Desse modo, o nome do diplomata é muitas vezes resgatado quando o assunto é a relação dos estados do Brasil e de Israel, principalmente quando o objetivo é demonstrar os laços de tradição e amizade entre os dois países.

O embaixador de Israel acreditado no Brasil desde 2017, Yossi Shelley, teve essa atitude em entrevista recente à Agência Brasil, da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). Motivado pelas reiteradas demonstrações do novo governo brasileiro de elevar o status da relação com Israel, Shelley relacionou a atuação do presidente Jair Bolsonaro com a do histórico diplomata brasileiro.

“O nome de Oswaldo Aranha foi significante para a criação do Estado de Israel. Agora Jair Bolsonaro é um segundo Oswaldo Aranha porque ele faz uma coisa incrível: é mudar a história.

[sobre o planejamento da visita do presidente Bolsonaro a Israel em março] Esse planejamento vai ser muito especial. Vamos dar carinho e amor. Ele vai conhecer empresas que fazem história, como Waze e Mobileye. Esperamos que ele leve 40 ou 50 empresários. Negócios se fazem entre homens de negócios. Há coisas grandes feitas com o governo, mas o mercado trabalha com empresário. Ele vai receber as honras de um rei. Eu prometo isso. Vou estar ao lado dele e vou segurar a mão dele. Amo o Brasil. Amo o povo de Israel.”

Yossi Shelley, embaixador de Israel (foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O último presidente brasileiro a visitar Israel foi Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010, já nos meses finais do seu segundo mandato como presidente³. O atual primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, visitou o Brasil, em 2019, e participou da cerimônia de posse do presidente Bolsonaro. No entanto, a última visita de um presidente de Israel ao Brasil foi em 2009, quando Shimon Peres foi recebido por Lula no palácio do Itamaraty com o seguinte discurso:

“Eu só queria dizer que a visita do presidente Shimon Peres ao Brasil é uma extraordinária oportunidade para renovarmos a nossa antiga amizade. Amizade que data do nascimento do Estado de Israel, que foi reiterada quando Oswaldo Aranha presidiu a histórica sessão das Nações Unidas, em 1947, quando se aprovou a criação do Estado de Israel.”

 

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