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Existe prova oral no CACD?

By 14 de janeiro de 2019 No Comments

As provas orais no CACD foram abolidas em 2005. Mas entendê-las pode lhe prevenir de eventual surpresa no futuro.

O temido exame falado

Entre as etapas e fases de um concurso público, é plenamente possível que um determinado órgão inclua provas orais. São avaliações nas quais para se demonstrar conhecimento é necessário, obviamente, falar. Carreiras muito tradicionais, como a magistratura, costumam ter essa fase no seus certames.

Até mesmo órgão policiais, muitas vezes, avaliam os candidatos dos seus concursos por meio de provas orais. A Polícia Civil de São Paulo, por exemplo, após passar anos sem aplicar esse tipo avaliação, voltou a incluí-la nos concursos de 2018 para as carreiras de Investigador de Polícia e Escrivão de Polícia.

Muitos candidatos temem esse tipo de avaliação, por diversas razões. Alguns desconfiam da subjetividade da avaliação, outros tantos simplesmente sentem-se desconfortáveis em responder pessoal e oralmente perguntas de uma banca de avaliadores experientes, diante de um auditório aberto ao público.

 

Mas e no CACD, afinal, existe prova oral?

    A verdade é que não existe, atualmente, exame oral no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD). Mas é verdade, também, que na maior parte dos concursos para diplomata, houve sim exame oral.

Desde o primeiro concurso realizado pelo Instituto Rio Branco (IRBr), em 1946, até o concurso do ano de 2004, esse tipo de exame foi aplicado. Somente nos últimos quatorze anos ele deixou de existir.

Para os cacdistas que concordam com os desconfiados e desconfortáveis com esse tipo de avaliação, a novidade do CACD de 2005, continuada até a edição mais recente, certamente é motivo de alívio. As provas orais contavam, até mesmo, com questões de idiomas estrangeiros.

 

Como eram os exames orais do CACD

Os concursos do IRBr para diplomata existem desde 1946. O primeiro CACD, no entanto, foi realizado em 1996. A primeira edição que contou com a colaboração do Cespe, foi a de 2002.

No site do Cespe, ainda é possível ter acesso aos editais de abertura dos concursos de 2002, 2003 e 2004, os últimos que contaram com exames orais. Praticamente, não houve mudanças na forma de aplicação desses exames de um concurso para o outro.

Pode se dizer que eram aplicadas apenas duas provas orais, mas eram feitas três avaliações. Em uma, o candidato deveria discutir textos em língua portuguesa sobre questões internacionais contemporâneas, sorteados no momento do exame. Nesse caso, os examinadores avaliariam não só os conhecimentos da matéria, como também o domínio da língua portuguesa. Na outra prova, de língua inglesa, o candidato discutiria apenas um texto, também sorteado no momento do exame.

Em ambas as provas o candidato teria o tempo de 20 minutos para tomar conhecimento dos textos e preparar-se. No caso do exame oral de inglês, poderia contar até mesmo com o auxílio de um dicionário fornecido pelo IRBr.

As provas orais eram aplicadas na quarta e última fase do concurso. Serviam como elemento classificatório e eliminatório. Caso o candidato não lograsse nota superior a 50%, estaria eliminado.

Abaixo, você pode ler integralmente como foram as instruções sobre as provas orais no edital de abertura² do CACD de 2002.

Muitos candidatos, provavelmente, vão comemorar – e muito! – a ausência desses tópicos no edital de 2019. Outros, talvez em menor quantidade, até animariam-se com o desafio. Apesar de muito improvável, esse tipo de exame pode voltar um dia às fases do CACD.

 

6.3. Das provas orais: nesta fase, as provas de Questões Internacionais Contemporâneas, Português e Inglês serão orais.

6.3.1. Questões Internacionais Contemporâneas:
a) a prova terá por objetivo verificar o conhecimento e a capacidade de reflexão do candidato sobre temas internacionais correntes, incluindo antecedentes, situação atual e posição do Brasil;
b) na argüição, serão igualmente avaliadas a capacidade do candidato de analisar o tema e de organizar sua exposição, e a forma de fazê-lo, do ponto de vista tanto da articulação de idéias como da capacidade de expressão verbal;
c) a Banca Examinadora valorizará particularmente o tratamento que ressalte os interesses brasileiros nos temas;
d) o candidato sorteará três temas e terá 20 (vinte) minutos para preparar exposição sobre um deles;
e) a exposição deverá ser de 10 (dez) minutos, seguida de perguntas da Banca Examinadora, que poderá, se julgar procedente para a avaliação do candidato, ampliar o tema inicialmente tratado, referindo-se, em particular, ao conteúdo da Bibliografia.

6.3.2 Português: A prova oral de Português constará de avaliação da expressão e do correto uso verbal da língua pelo candidato, quando da prova de Questões Internacionais Contemporâneas. Será feita por Banca específica de Português, que acompanhará toda a exposição e argüição do candidato pela Banca Examinadora de Questões Internacionais Contemporâneas.

6.3.3. Inglês:
a) o objetivo da prova é verificar a fluência, a correção e a capacidade do candidato de se expressar e de discutir adequadamente, em língua inglesa, assuntos relacionados ao texto preparado;
b) o candidato sorteará um texto e terá 20 (vinte) minutos para prepará-lo, podendo recorrer a dicionário, posto à disposição pelo IRBr;
c) a argüição constará de leitura em voz alta de parte do texto selecionado, seguida de resumo oral, análise de parágrafos ou frases, perguntas sobre significação de palavras ou frases e discussão de assuntos suscitados pelo texto.

6.3.4. Aprovação: será considerado aprovado nas provas orais o candidato que obtiver a nota mínima de 50 (cinqüenta) em cada uma das provas;”

 

Encare o desafio de ser membro do serviço exterior brasileiro. Seguir as orientações dos vídeos instrutivos e das ferramentas da Máquina de Aprovação é a melhor forma de caminhar rumo à aprovação, sem desvios.

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