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O mínimo sobre “o mínimo”

By 16 de janeiro de 2019 No Comments

O livro “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”, apelidado de “o mínimo”, é um best seller do mercado editorial brasileiro. Lançado em 2013, a publicação já ultrapassava a marca de 300 mil unidades vendidas muito antes de aparecer na lives da campanha presidencial do então candidato Jair Bolsonaro.

Atualmente, impulsionado pelo candidato que foi eleito, o livro já superou a 32ª edição e certamente se aproxima velozmente do número de meio milhão de cópias distribuídas. Tanta popularidade, no entanto, ainda não se traduziu em entendimento sobre a obra. Para os cacdistas atuais, que podem ingressar como diplomatas durante o governo Bolsonaro, pode ser importante compreendê-la melhor ou, até mesmo, extrair algum aprendizado para aplicar nas fases do CACD.

Livro do Olavo de Carvalho em live de Bolsonaro durante a campanha

Carlos Andreazza e Felipe Moura Brasil foram os responsáveis, respectivamente, pela edição e organização da obra, que trata-se de uma coletânea de artigos do filósofo Olavo de Carvalho. Os dois, atualmente, também são comentaristas na rádio Jovem Pan.

Carlos é editor de não-ficção da editora Record. É neto de Mário Andreazza, histórico militar e político brasileiro, que foi ministro dos Transportes nos governos Costa e Silva e Médici (no período de obras como a Ponte Rio-Niterói e a Transamazônica).

Felipe é escritor e jornalista. Já trabalhou na Veja e atualmente integra a equipe do site jornalístico O antagonista. Ele é um conhecido aluno e admirador do filósofo Olavo.

“Este livro é fruto espontâneo dos meus estudos da obra de Olavo de Carvalho e da necessidade incontornável de divulgá-la aos amigos, parentes, leitores e brasileiros em geral (…).” (Felipe Moura Brasil, trecho do capítulo de apresentação, p. 20)

Pode depreender-se da leitura do capítulo de apresentação que o objetivo da da obra, idealizada pelo jornalista, é duplo: despertar a inteligência dos leitores e mostrar como o ambiente cultural interfere na forma geral de entender fatos quotidianos a situações complexas das relações internacionais. Tudo por meio de textos do Olavo.

A obra apresenta artigos do filósofo produzidos num marco temporal de fins da década de 1990 até anos recentes. Alguns dos seus textos foram publicados originariamente no seu próprio site, mas a maioria presente no livro circulou em revistas e jornais, como Folha de São Paulo, O Globo, Época e Diário do Comércio.

“O mínimo” reúne quase 200 artigos agrupados em 25 capítulos temáticos e 32 subtemas. Os mais interessantes, para o cacdista, talvez sejam os seguintes: “Cultura”, “Globalismo”, “Mentalidade”, “História & Embuste”, “Lula”, “Conspiração”, “Terrorismo & Narcotráfico”, “Bush” e “Obama”.

“Boa parte da nebulosidade do quadro mundial é produzida por um fator mais ou menos constante: cada um dos três agentes [dominantes] tende a interpretar nos seus próprios termos os planos e ações dos outros dois (…) Ainda que tentando levar em conta a totalidade dos fatores disponíveis, o esquema russo-chinês privilegia o ponto de vista geopolítico e militar, o ocidental o ponto de vista econômico, o islâmico a disputa de religiões.” (Trecho do artigo “Os donos do mundo”, p. 542)

O capítulo “Dominação”, que deixei de fora da lista apenas para efeito de destaque, talvez seja o mais relevante. Nele, há três artigos sobre a disputa de poder global: “Os donos do mundo”, “O que está acontecendo” e “Quem manda no mundo?”. Sabe-se que o novo chanceler, Ernesto Araújo, tem certa ligação com Olavo. Diante disso, é possível prever que seu modo de interpretar as relações internacionais possa ter alguma afinidade com o que é descrito nesses textos.

Entender mais sobre a obra, portanto, pode ser muito proveitoso. Seja do ponto de vista do candidato pragmático, como do estudante que busca desenvolvimento intelectual pura e simplesmente.

A diplomacia na Máquina de Aprovação
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