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Diplomacia

A fundação que mais publica livros de relações internacionais

By 12 de março de 2019 No Comments

Visita do ministro Aloysio Nunes, em 2018, ao parlamento canadense e sua biblioteca (Arthur Max/MRE/Flickr).

A definição da FUNAG

A Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG) é, na verdade, muito mais que uma editora. Porém, por ser a instituição que mais publica livros sobre relações internacionais no Brasil, é facilmente assimilada a sua vertente editorial e gráfica.

Portanto, a confusão entre a missão completa e a sua ação mais aparente não é sinal de desprestígio.

A FUNAG é, por definição, uma fundação pública, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores (MRE). Sua criação ocorreu por meio da publicação de uma lei, em 1971, no governo Médici.

Esse instrumento legal indica cinco objetivos básicos do seu surgimento. Com o tempo, porém, foi incluído um sexto objetivo (representado no item 5):

“1. realizar e promover atividades culturais e pedagógicas no campo das relações internacionais e da história diplomática do Brasil;
2. realizar e promover estudos e pesquisas sobre problemas atinentes às relações internacionais;
3. divulgar a política externa brasileira em seus aspectos gerais;
4. contribuir para a formação no Brasil de uma opinião pública sensível aos problemas da convivência internacional;
5. apoiar a preservação da memória diplomática do Brasil; e
6. desenvolver outras atividades compatíveis com suas finalidades e estatutos.” (Missão institucional da FUNAG)

O diplomata Alexandre de Gusmão

O nome da fundação faz referência ao diplomata que português, mas que nasceu em Santos durante o período colonial, e foi responsável pela negociação do Tratado de Madri, em 1750.

O tratado definiu limites de posses além-mar dos impérios de Portugal e Espanha. O desempenho de Gusmão nas negociações revelou-se notável nas fronteiras concedidas ao território brasileiro, muito semelhantes as que viriam ser consolidadas mais de 150 anos depois.

Mapa dos tratados e limites. A linha vermelha corresponde ao Tratado de Madri (1750).

Os livros e eventos da FUNAG

Percebe-se, portanto, a amplitude dos seus objetivos e da sua missão institucional. Até hoje, como parte do esforço de cumprir sua finalidade, a FUNAG já realizou diversos eventos e editou milhares de livros.

Muitos eventos foram registrados e estão disponíveis no Canal do Youtube. Aos que desejam participar dos seus eventos, a instituição também desenvolveu um sistema de gerenciamento de avisos e inscrições.

Quanto aos livros, a maioria está disponível para compra, na versão impressa, ou download gratuito, em pdf, na versão digital.

A fundação conta com uma loja física, localizada no Anexo II do MRE, e com uma loja virtual e biblioteca online.

Lançamento de obras sobre Oswaldo Aranha (Humberto Durães/MRE/Flickr).

A FUNAG e o CACD

A FUNAG se tornou muito conhecida entre os candidatos ao CACD pelas obras que publica. Além de serem sobre assuntos muito úteis aos estudos, elas são gratuitas para download. A gratuidade, no caminho do concurseiro dedicado, torna-se algo muito bem vindo.

Entre as diversas publicações, a mais famosa certamente é a coleção voltada ao próprio CACD. Chamada de “manuais do candidato”, trata-se de uma série de livros sobre cada uma das disciplinas cobradas no concurso, até mesmo os idiomas estrangeiros. Alguns dos títulos já não estão mais disponíveis na biblioteca online. No entanto, podem ser facilmente encontrados em fóruns pela web.

Mas não é só a essa coleção que os cacdistas se apegam. O livro Navegantes, bandeirantes e diplomatas, do embaixador Synesio Sampaio Goes Filho, é muito querido por muitos candidatos.

Outro exemplo, o livro Brasil no Rio da Prata, do professor Francisco Doratioto. O professor já compôs a banca do CACD por diversas vezes, razão que só estimula os candidatos a buscarem suas obras.

A diplomacia na Máquina de Aprovação

Planeje seus estudos com os livros da FUNAG.

O EduQC, por meio da Máquina de Aprovação, oferece ferramentas tecnológicas, fundamentadas em sólido conhecimento estatístico, para que candidatos à diplomacia possam ter um plano de estudos personalizado e pragmático.

É o caminho para a aprovação, sem percalços. Encare o desafio de ser membro do serviço exterior brasileiro.

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