fbpx 260711774397346
DicasFiscal

Quanto devo estudar para passar em um concurso público?

By 5 de fevereiro de 2019 No Comments

O adágio “não se estuda para passar, mas até passar”, popularizado por William Douglas, sugere que não deveríamos ter um prazo para alcançar a aprovação. O objetivo é incutir a perseverança nos candidatos para que não desistam diante das prováveis reprovações. No entanto tal postura pode induzir as pessoas a adotar uma postura irresponsável e irrealista ante os obstáculos.

Ao pleitear uma vaga em um concurso público, ingressa-se em uma competição que exige para seu bom termo muitas renúncias, emprego de tempo e dinheiro, certo isolamento social e custo emocional. Ademais, não há garantias de sucesso. Portanto, a fim de se evitar frustrações e desperdício de recursos, convém escolher com cautela qual o cargo ou área pretendidos e estabelecer um prazo razoável para a aprovação, quais os esforços serão despendidos e um plano alternativo caso não se consiga o objetivo inicial, o que lhe trará tranquilidade de espírito.

O primeiro aspecto a definir ao se decidir por estudar para concursos é selecionar um objetivo, o qual pode ser mais ou menos abrangente, já que todo progresso supõe a aproximação gradual a uma meta fixa. Pode ser uma área (jurídica por exemplo), uma carreira (analista de tribunal) ou um cargo específico (juiz federal). Para tanto analisa-se a periodicidade histórica do concurso pretendido, o número de vagas ofertadas, o salário ofertado, a própria formação, conhecimentos e disponibilidade de tempo e outros recursos. Reduzir o escopo para um cargo específico aumenta a eficiência dos estudos porque se evita a dispersão de estudar muitas matérias diferentes. Optar por uma área possibilitará concorrer a mais vagas, reduzindo a pressão psicológica.

Escolhido qual concurso estudar, é preciso ocasionalmente aferir o desempenho para verificar o progresso nos estudos. Embora seja impossível prever com exatidão quando irá passar, consegue-se adotar métricas satisfatórias para o controle do aprendizado, e o site maquinadeaprovacao.com.br oferece alguns algoritmos neste sentido.

Para exemplificar, explicarei o cálculo que adotei para conferir o desempenho nas provas durante meus estudos. Inicialmente havia optado por fazer concursos para Auditor Fiscal. No final de 2012 fiz dois concursos em meses consecutivos, um para a Receita Federal e outro para o Estado do Paraná. Como o próprio resultado não é um bom indicador, considerando que a dificuldade pode variar entre os concursos, adotei como medida de aferição a diferença entre a nota do meu percentual de acertos e o percentual de acertos do 100º colocado em cada concurso que fizesse. Em ambos os concursos a diferença foi a mesma em torno de 15%. Assim, por exemplo, se na RFB o centésimo colocado alcançou 65%, eu havia feito 50%, enquanto no PR as notas seriam 75% e 60%.

Fiz diversos outros concursos para o cargo de auditor fiscal em nível estadual e federal (SP, PA, RJ, MS, RS, RFB) e podia notar a aproximação da aprovação pela diminuição da “distância” do índice percentual de acerto dos aprovados. À medida em que eu estudava e os meses foram passando, a minha diferença em relação ao candidato na classificação 100 diminuía a uma taxa constante de 1% a cada dois meses para os concursos que não tinham restrição de graduação. Finalmente após dois anos de estudos consegui ser aprovado em três concursos, e fui chamado em dois. Mas havia estabelecido que um prazo limite de preparação para este cargo, levando em conta as minhas condições, teria sido o de três anos. Caso não lograsse êxito, minha segunda opção seria partir para cargos técnicos da área fiscal com remuneração mais baixa e, se nem isto conseguisse num prazo de um ano adicional, voltaria ao meu emprego anterior no magistério.

Cada concurseiro apresenta situações de vida particulares, são dotados de inteligências diferentes e dispõem de recursos de tempo e dinheiro próprios. Além disso a oferta de vagas de concursos públicos apresenta uma certa sazonalidade que depende da situação econômica e política do Brasil. Assim, dada a dificuldade de fazer previsões sobre a disponibilidade de concursos e a sobre a capacitação dos concorrentes, seria razoável se concentrar em trilhar uma estratégia de estudos que, embora ambiciosa, seja realista com as próprias condições, e acompanhar o processo por simulados, desempenho em provas ou qualquer outro método que permita perceber a evolução rumo ao objetivo da aprovação.

Esteja preparado para concursos fiscais!

Está estudando para concursos fiscais e quer saber como se preparar?

Leave a Reply