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Diplomacia

FUNAG, IPRI, CHDD: a sopa de siglas do Itamaraty

By 14 de março de 2019 No Comments

As três instituições em material publicitário (FUNAG/Facebook).

A sopa de siglas

Os que acompanham as publicações da Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG) nas redes sociais já devem ter reparado em um detalhe. É muito comum aparecerem ao lado da marca da fundação as logomarcas do IPRI e do CDHH. O que é, afinal, essa sopa de siglas?

A fundação

Apesar de ser muito conhecida pela sua biblioteca digital, a FUNAG é muito mais que uma editora de livros. Trata-se de uma fundação pública, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), com ampla missão institucional.

Em funcionamento há quase 50 anos, a fundação foi criada por meio da publicação de uma lei, em 1971, no governo Médici. Seus objetivos básicos são:

“1. realizar e promover atividades culturais e pedagógicas no campo das relações internacionais e da história diplomática do Brasil;
2. realizar e promover estudos e pesquisas sobre problemas atinentes às relações internacionais;
3. divulgar a política externa brasileira em seus aspectos gerais;
4. contribuir para a formação no Brasil de uma opinião pública sensível aos problemas da convivência internacional;
5. apoiar a preservação da memória diplomática do Brasil; e
6. desenvolver outras atividades compatíveis com suas finalidades e estatutos.” (Missão institucional da FUNAG)

O seu último presidente foi o embaixador Sérgio Eduardo Moreira Lima. Até o momento, não foi designado novo ocupante do cargo. Muito provavelmente, espera-se indicação do novo governo, que tomou posse dia 1 de janeiro de 2019.

Busto, em destaque, do diplomata cujo nome a fundação faz referência (FUNAG/Facebook).

Braços da FUNAG

Com o tempo, foram criados dois outros órgãos para apoiar a FUNAG no cumprimento dos seus objetivos: um instituto e um centro.

Esses órgãos, apesar de fazerem parte do organograma da fundação, são muito atuantes e adquiriram estrutura própria.

São eles:

  • o Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI); e
  • o Centro de História e Documentação Diplomática (CHDD).

Logomarcas dos “braços” da FUNAG.

O instituto

Atualmente, o IPRI é dirigido pelo embaixador Paulo Roberto de Almeida, que o define como um “braço assemelhado a um think tank criado em 1987 no âmbito da FUNAG”.

O instrumento de criação do instituto foi um decreto, editado pelo presidente José Sarney. Conforme apresentado no seu site, o IPRI converge esforços em quatro objetivos:

“- desenvolver e divulgar estudos e pesquisas sobre temas atinentes às relações internacionais;
– promover a coleta e a sistematização de documentos relativos a seu campo de atuação;
– fomentar o intercâmbio científico com instituições congêneres nacionais e estrangeiras; e
– realizar cursos, conferências, seminários e congressos na área de relações internacionais.”

Um dos eventos mais famosos promovidos pelo IPRI é a serie Percursos diplomáticos, que promove o registro em vídeo de personalidades da diplomacia brasileira contanto, elas próprias, as experiências e memórias das suas trajetórias profissionais.

Embaixador Rubens Ricupero, já foi parte da série “Percursos diplomáticos” (FUNAG/Facebook).

O centro

Por sua vez, o CHDD é dirigido pelo embaixador Gelson Fonseca Junior e tem sua origem em um decreto de 1996, editado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.

Inicialmente, o centro foi batizado como Centro Barão de História e Documentação Diplomática, condensado estranhamente na sigla “CBRB”. Em 2001, novo decreto deu a nomenclatura atual.

O centro assume três finalidades:

“- promover e divulgar estudos e pesquisas sobre história diplomática e das relações internacionais do Brasil;
– criar e difundir instrumentos de pesquisa, incentivar e promover a edição de livros e periódicos sobre temas de sua competência; e
– promover a realização de atividades de natureza acadêmica no campo da história diplomática.”

O periódico Cadernos do CHDD é a sua publicação mais famosa.

Livro 33 do “Cadernos do CHDD”, com a transcrição de telegramas dos primeiros enviados brasileiros a países sul-americanos, na década de 1830; e das embaixadas brasileiras na Europa, no contexto da II Guerra Mundial.

As diferenças entre FUNAG, IPRI e CHDD

Na leitura dos objetivos e finalidades das três siglas ligadas, pode parecer que elas se confundem.

Essa interpretação não chega a ser equivocada. Afinal, todas compartilham da mesma ideia originária. No entanto, cada uma se destaca ao seu modo. Por exemplo:

  • a FUNAG tem se tornado conhecida pela publicação de milhares de livros sobre relações internacionais e política externa brasileira;
  • o IPRI, na promoção de eventos e seminários no tema das relações internacionais, em interação com outras instituições públicas e privadas, até mesmo de outros países; e
  • o CHDD, na elaboração de periódicos e na pesquisa historiográfica, sobretudo no campo da “história diplomática” .

Em muitos casos, as três instituições se unem para realização de um evento comum, que acaba ocorrendo no Instituto Rio Branco. Nessas ocasiões, surge a quarta sigla: IRBr.

Ainda, se lembrarmos do ministério que congrega todo o grupo (MRE), a conta vai para cinco.

A sopa só engrossa!

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