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Diplomacia

O CACD nunca esteve mais fácil (nem mais difícil)

By 10 de janeiro de 2019 No Comments

Recepção da turma de 2015 no IRBr (Jessika Lima/MRE/Flickr).

 

A sensação de dificuldade

O sonho da aprovação no CACD habita a cabeça de muitas pessoas. A sensação, no entanto, é de que está cada vez mais difícil conseguir a tão sonhada vaga no serviço diplomático.

O senso comum associa a chance de aprovação nos concursos à relação número de candidatos e oferta de vagas (demanda candidato/vaga). Quanto mais candidatos e menos vagas, maior o coeficiente da demanda. Consequentemente, maior a preocupação de um candidato ansioso.

Estatisticamente, porém, não se pode explicar a dificuldade de aprovação por esse parâmetro.

 

 

A dificuldade não aumenta nem diminui

Segundo pesquisa realizada pelo fundador e CEO do EduQC, Victor Maia, e divulgada no jornal “A Tribuna”, de Santos,  a sensação é falha. Não é possível apontar por um raciocínio linear que a aprovação está mais difícil. Na verdade, os dados da maioria dos concursos indica que a dificuldade é constante.

Imagem do vídeo “Os Concursos NÃO estão mais difíceis”.

Victor, engenheiro do ITA e mestre em estatística pela UnB, explica que, ao longo do tempo, a dificuldade de um concurso para uma carreira específica não varia. De forma geral, o nível de dificuldade tem mais a ver com o cargo em disputa do que com a demanda candidato/vaga.

No estudo para o jornal paulista, Victor analisou os concursos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) de 2008 e 2018 (para o cargo de Oficial de Inteligência) e da Polícia Federal (PF) de 2009, 2012 e 2014 (para o cargo de Agente).

Veja a análise:

 

O estudo dos concursos da Abin e da PF

A concorrência de candidatos por vagas da Abin, em 2008, foi de 415, e, em 2018, de 250. O número de vagas diminuiu de 160 para 150. Entretanto, nos dois certames, o último aprovado estava a 2,0 desvios padrão da média. Isso significa que não ficou mais difícil ser aprovado no concurso, mesmo uma década depois.

Algo semelhante observa-se entre 2009 e 2014 nos concursos da PF. O nível de conhecimento (proficiência) do último convocado oscilou entre 1,6 e 1,7 desvios padrão da média.

 

A metodologia aplicada no CACD

Podemos aplicar, nas edições do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), a mesma análise feita por Victor nos concursos da Abin e da PF.

Percebe-se que desde 2017, quando foi adotado o modelo atual de prova da primeira fase, apesar do número de vagas ofertadas ter sido reduzido de um ano para o outro, o desvio padrão, no universo dos 200 primeiros colocados, apenas oscilou de 2,6 para 2,5.

A preparação ideal

Victor conclui, no seu estudo, que passar em concursos, hoje, continua tão difícil quanto sempre esteve – e não mais difícil como se poderia imaginar em um primeiro momento. Podemos ter a mesma conclusão quanto ao CACD.

O ponto central é que somente uma fração dos concorrentes realmente disputa as vagas. A outra parte não se planeja ou cria planos que só funcionam no papel.

A preparação ideal precisa ser persistente e exequível. São três as condições para que isso aconteça. O candidato precisa: saber onde está e para onde vai; saber se está no caminho certo a todo momento; ter metas de estudo adaptadas ao seu conhecimento e sua disponibilidade.

A boa notícia é que você pode estudar assim na Máquina de Aprovação.

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