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O CACD nunca esteve mais fácil (nem mais difícil)

By 10 de janeiro de 2019 No Comments

O sonho da aprovação no CACD habita a cabeça de muitas pessoas. A sensação, no entanto, é de que cada vez está mais difícil conseguir a tão sonhada vaga no serviço diplomático brasileiro. Mas a aprovação não está mais difícil. É o que aponta estudo do Victor Maia, fundador e CEO do EduQC, divulgado no jornal “A Tribuna”, de São Paulo.

O senso comum normalmente associa a chance de aprovação nos concursos à concorrência e à oferta de vagas nos concursos. Estatisticamente, porém, não se pode explicar a dificuldade de aprovação por esses parâmetros.

Victor, engenheiro do ITA e mestre em estatística pela UnB, explica que, ao longo do tempo, a dificuldade dos concursos, em geral, não varia. O nível de dificuldade de um concurso tem mais a ver com o cargo em disputa do que com a concorrência ou o número de vagas.

No estudo para o jornal paulista, Victor analisou os concursos da Abin de 2008 e 2018 (para o cargo de Oficial de Inteligência) e da Polícia Federal de 2009, 2012 e 2014 (para o cargo de agente).

A concorrência de candidatos por vagas da Abin, em 2008, foi de 415, e, em 2018, de 250. O número de vagas diminuiu de 160 para 150, entretanto, nos dois certames o último aprovado estava a 2,0 desvios padrão da média. Isso significa que não ficou mais difícil ser aprovado no concurso, mesmo uma década depois.

Algo semelhante observa-se entre 2009 e 2014 nos concursos de agente da PF. O nível de conhecimento (proficiência) do último convocado oscilou entre 1,6 e 1,7 desvios padrão da média.

Podemos aplicar, nos concursos do CACD, a mesma análise feita por Victor nos concursos da Abin e da PF.  Percebe-se que desde que foi adotado o modelo atual de prova da primeira fase, apesar do número de vagas ofertadas ter sido reduzido do ano de 2017 para o de 2018, o desvio padrão, no universo dos 200 primeiros colocados, apenas oscilou de 2,6 para 2,5.

Victor conclui, no seu estudo, que passar em concursos, hoje, continua tão difícil quanto sempre esteve – e não mais difícil como se poderia imaginar em um primeiro momento. Podemos ter a mesma conclusão quanto ao CACD.

O ponto central é que somente uma fração dos concorrentes realmente disputa as vagas. A outra parte não se planeja ou cria planos que só funcionam no papel.

A preparação ideal precisa ser persistente e exequível. São três as condições para que isso aconteça. O candidato precisa: saber onde está e para onde vai; saber se está no caminho certo a todo momento; ter metas de estudo adaptadas ao seu conhecimento e sua disponibilidade.

A última boa notícia é que você pode estudar assim: