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Engenharia

Instalações Sanitárias

By 10 de janeiro de 2019 No Comments

Esta aula tem como objetivo descrever os conceitos mais importantes concernentes ao Instalações Sanitárias para concursos de engenharia civil. O material é baseado nas NBR 8160 tanto como nos resumos preparados para consolidação do conhecimento da matéria ao longo dos anos.

Considerações Iniciais

As instalações sanitárias têm por funções básica coletar e conduzir os despejos provenientes do uso adequado dos aparelhos sanitários a um destino apropriado. Por uso adequado dos aparelhos sanitários pressupõe-se a sua não utilização como destino para resíduos outros que não o esgoto.

O sistema predial de esgoto sanitário deve ser projetado de modo a:

  • Evitar a contaminação da água, de forma a garantir a sua qualidade de consumo, tanto no interior dos sistemas de suprimento e de equipamentos sanitários, como nos ambientes receptores;
  • Permitir o rápido escoamento da água utilizada e dos despejos introduzidos, evitando a ocorrência de vazamentos e a formação de depósitos no interior das tubulações;
  • Impedir que os gases provenientes do interior do sistema predial de esgoto sanitário atinjam áreas de utilização;
  • Impossibilitar o acesso de corpos estranhos ao interior do sistema;
  • Permitir que os seus componentes sejam facilmente inspecionáveis;
  • Impossibilitar o acesso de esgoto ao subsistema de ventilação;
  • Permitir a fixação dos aparelhos sanitários somente por dispositivos que facilitem a sua remoção para eventuais manutenções.

 

A disposição final do efluente do coletor predial de um sistema de esgoto sanitário deve ser feita:

  • Em rede pública de coleta de esgoto sanitário, quando ela existir;
  • Em sistema particular de tratamento, quando não houver rede pública de coleta de esgoto sanitário.

 

Abaixo, vemos esquematizados os principais componentes de um sistema de esgoto sanitário.

Aparelho sanitário é o componente destinado ao uso da água ou ao recebimento de dejetos líquidos e sólidos. Incluem-se nessa definição os aparelhos como bacias sanitárias, lavatórios, pias e outros, e, também, lavadoras de roupa, lavadoras de prato, banheiras de hidromassagem, etc.

O sifão é o componente separador destinado a impedir a passagem dos gases do interior das tubulações para o ambiente sanitário.

O ramal de descarga é a tubulação que recebe diretamente os efluentes de aparelhos sanitários. Todos os trechos horizontais previstos no sistema de coleta e transporte de esgoto sanitário devem possibilitar o escoamento dos efluentes por gravidade, devendo, para isso, apresentar uma declividade constante.

Recomendam-se as seguintes declividades mínimas:

  • 2% para tubulações com diâmetro nominal igual ou inferior a 75mm;
  • 1% para tubulações com diâmetro nominal igual ou superior a 100mm.

As mudanças de direção nos trechos horizontais devem ser feitas com peças com ângulo central igual ou inferior a 45°. As mudanças de direção (horizontal para vertical e vice-versa) podem ser executadas com peças com ângulo central igual ou inferior a 90°.

O tubo de queda é a tubulação vertical que recebe efluentes de subcoletores, ramais de esgoto e ramais de descarga. Os tubos de queda devem, sempre que possível, ser instalados em um único alinhamento. Quando necessários, os desvios devem ser feitos com peças formando ângulo central igual ou inferior a 90°, de preferência com curvas de raio longo ou duas curvas de 45°.

A coluna de ventilação é o tubo ventilador vertical que se prolonga através de um ou mais andares e cuja extremidade superior é aberta à atmosfera, ou ligada a tubo ventilador primário ou a barrilete de ventilação.

O coletor predial é o trecho de tubulação compreendido entre a última inserção de subcoletor, ramal de esgoto ou de descarga, ou caixa de inspeção geral e o coletor público ou sistema particular.

O coletor predial e os subcoletores devem ser de preferência retilíneos. Quando necessário, os desvios devem ser feitos com peças com ângulo central igual ou inferior a 45°, acompanhados de elementos que permitam a inspeção. Todos os trechos horizontais devem possibilitar o escoamento dos efluentes por gravidade, devendo, para isso, apresentar uma declividade constante. A declividade máxima a ser considerada é de 5%.

Os subcoletores e coletor predial são dimensionados pela somatória das UHC conforme os valores da tabela abaixo.

A unidade de Hunter de contribuição (UHC) é o fator numérico que representa a contribuição considerada em função da utilização habitual de cada tipo de aparelho sanitário.

A tubulação de ventilação primária é o prolongamento do tubo de queda acima do ramal mais alto a ele ligado e com extremidade superior aberta à atmosfera situada acima da cobertura do prédio.

A tubulação de ventilação secundária é conjunto de tubos e conexões com a finalidade de promover a ventilação secundária do sistema predial de esgoto sanitário.

O ramal de ventilação é o tubo ventilador que interliga o desconector, ou ramal de descarga, ou ramal de esgoto de um ou mais aparelhos sanitários a uma coluna de ventilação ou a um tubo ventilador primário.

Há ainda os dispositivos complementares: as caixas de gordura, poços de visita e caixas de inspeção, que devem ser perfeitamente impermeabilizados, providos de dispositivos adequados para inspeção, possuir tampa de fecho hermético, ser devidamente ventilados e constituídos de materiais não atacáveis pelo esgoto.

É recomendado o uso de caixas de gordura quando os efluentes contiverem resíduos gordurosos. Quando o uso de caixa de gordura não for exigido pela autoridade pública competente, a sua adoção fica a critério do projetista. As caixas de gordura devem ser instaladas em locais de fácil acesso e com boas condições de ventilação.

O sistema predial de esgoto sanitário deve ser separador absoluto em relação ao sistema predial de aguas pluviais, ou seja, não deve existir nenhuma ligação entre os dois sistemas.

A NBR 8160 adota as seguintes definições:

Altura do fecho hídrico: Profundidade da camada liquida, medida entre o nível de saída e o ponto mais baixo da parede ou colo inferior do desconector, que separa os compartimentos ou ramos de entrada e saída desse dispositivo.

Barrilete de ventilação: Tubulação horizontal com saída para a atmosfera em um ponto, destinada a receber dois ou mais tubos ventiladores.

Caixa coletora: Caixa onde se reúnem os efluentes líquidos, cuja disposição exija elevação mecânica.

Caixa de gordura: Caixa destinada a reter, na sua parte superior, as gorduras, graxas e 6leos contidos no esgoto, formando camadas que devem ser removidas periodicamente, evitando que estes componentes escoem livremente pela rede, obstruindo a mesma.

Caixa de inspeção: Caixa destinada a permitir a inspeção, limpeza, desobstrução, junção, mudanças de declividade e/ou direção das tubulações.

Caixa de passagem: Caixa destinada a permitir a junção de tubulações do subsistema de esgoto sanitário.

Caixa sifonada: Caixa provida de desconector, destinada a receber efluentes da instalação secundária de esgoto.

Coletor predial: Trecho de tubulação compreendido entre a última inserção de subcoletor, ramal de esgoto ou de descarga, ou caixa de inspeção geral e o coletor público ou sistema particular.

Coletor público: Tubulação da rede coletora que recebe contribuição de esgoto dos coletores prediais em qualquer ponto ao longo do seu comprimento.

Coluna de ventilação: Tubo ventilador vertical que se prolonga através de um ou mais andares e cuja extremidade superior e aberta a atmosfera, ou ligada a tubo ventilador primário ou a barrilete de ventilação.

Curva de raio longo: Conexão em forma de curva cujo raio médio de curvatura e maior ou igual a duas vezes o diâmetro interno da peça.

Desconector: Dispositivo provido de fecho hídricos, destinado a vedar a passagem de gases no sentido oposto ao deslocamento do esgoto.

Diâmetro nominal {DN): Simples número que serve como designação para projeto e para classificar, em dimensões, os elementos das tubulações, e que corresponde, aproximadamente, ao diâmetro interno da tubulação em milímetros.

Dispositivo de inspeção: Peca ou recipiente para inspeção, limpeza e desobstrução das tubulações.

Fator de falha: Probabilidade de que o número esperado de aparelhos sanitários, em uso simultâneo, seja ultrapassado.

Fecho hídricos: Camada líquida, de nível constante, que em um desconector veda a passagem dos gases.

Instalação primária de esgoto: Conjunto de tubulações e dispositivos onde tem acesso gases provenientes do coletor público ou dos dispositivos de tratamento.

Instalação secundária de esgoto: Conjunto de tubulações e dispositivos onde não tem acesso os gases provenientes do coletor público ou dos dispositivos de tratamento.

Ralo seco: Recipiente sem proteção hídrica, dotado de grelha na parte superior, destinado a receber águas de lavagem de piso ou de chuveiro.

Ralo sifonado: Recipiente dotado de desconector, com grelha na parte superior, destinado a receber águas de lavagem de pisos ou de chuveiro.

Ramal de descarga: Tubulação que recebe diretamente os efluentes de aparelhos sanitários.

Ramal de esgoto: Tubulação primária que recebe os efluentes dos ramais de descarga diretamente ou a partir de um desconector.

Ramal de ventilação: Tubo ventilador que interliga o desconector, ou ramal de descarga, ou ramal de esgoto de um ou mais aparelhos sanitários a uma coluna de ventilação ou a um tubo ventilador primário.

Sifão: Desconector destinado a receber efluentes do sistema predial de esgoto sanitário.

Subsistema de ventilação: Conjunto de tubulações ou dispositivos destinados a encaminhar os gases para a atmosfera e evitar que os mesmos se encaminhem para os ambientes sanitários. Pode ser dividido em ventilação primária e secundária.

Subcoletor: Tubulação que recebe efluentes de um ou mais tubos de queda ou ramais de esgoto.

Tubo de queda: Tubulação vertical que recebe efluentes de subcoletores, ramais de esgoto e ramais de descarga.

Tubo ventilador: Tubo destinado a possibilitar o escoamento de ar da atmosfera para o sistema de esgoto e vice-versa ou a circulação de ar no interior do mesmo, com a finalidade de proteger o fecho hídrico dos desconectores e encaminhar os gases para atmosfera.

Tubo ventilador de alívio: Tubo ventilador ligando o tubo de queda ou ramal de esgoto ou de descarga a coluna de ventilação.

Tubo ventilador de circuito: Tubo ventilador secundário ligado a um ramal de esgoto e servindo a um grupo de aparelhos sem ventilação individual.

Tubulação de ventilação primária: Prolongamento do tubo de queda acima do ramal mais alto a ele ligado e com extremidade superior aberta a atmosfera situada acima da cobertura do prédio.

Tubulação de ventilação secundária: Conjunto de tubos e conexões com a finalidade de promover a ventilação secundária do sistema predial de esgoto sanitário.

Unidade de Hunter de contribuição {UHC): Fator numérico que representa a contribuição considerada em função da utilização habitual de cada tipo de aparelho sanitário.

Ventilação primária: Ventilação proporcionada pelo ar que escoa pelo núcleo do tubo de queda, o qual é prolongado até a atmosfera, constituindo a tubulação de ventilação primária.

Ventilação secundária: Ventilação proporcionada pelo ar que escoa pelo interior de colunas, ramais ou barriletes de ventilação, constituindo a tubulação de ventilação secundária.

Todos os aparelhos sanitários devem ser protegidos por desconectores. Os desconectores podem atender a um aparelho ou a um conjunto de aparelhos de uma mesma unidade autônoma.

Podem ser utilizadas caixas sifonadas para a coleta dos despejos de conjuntos de aparelhos sanitários, tais como lavatórios, bidês, banheiras e chuveiros de uma mesma unidade autônoma, assim como as águas provenientes de lavagem de pisos, devendo as mesmas, neste caso, ser providas de grelhas.

As caixas sifonadas que coletam despejos de mictórios devem ter tampas cegas e não podem receber contribuições de outros aparelhos sanitários, mesmo providos de desconector próprio.

Podem ser utilizadas caixas sifonadas para coleta de águas provenientes apenas de lavagem de pisos, desde que os despejos das caixas sifonadas sejam encaminhados para rede coletora adequada a natureza desses despejos.

Os despejos provenientes de máquinas de lavar roupas ou tanques situados em pavimentos sobrepostos podem ser descarregados em tubos de queda exclusivos, com caixa sifonada especial instalada no seu final.

Deve ser assegurada a manutenção do fecho hídricos dos desconectores mediante as solicitações impostas pelo ambiente (evaporação, tiragem térmica e ação do vento, variações de pressão no ambiente) e pelo uso propriamente dito (sucção e sobrepressão).

É vedada a ligação de ramal de descarga ou ramal de esgoto, através de inspeção existente em joelho ou curva, ao ramal de descarga de bacia sanitária.

Os ramais de descarga e de esgoto devem permitir fácil acesso para desobstrução e limpeza.

Para os edifícios de dois ou mais andares, nos tubos de queda que recebam efluentes de aparelhos sanitários tais como pias, tanques, máquinas de lavar e outros similares, onde são utilizados detergentes que provoquem a formação de espuma, devem ser adotadas soluções no sentido de evitar o retorno de espuma para os ambientes sanitários, tais como:

  • Não efetuar ligações de tubulações de esgoto ou de ventilação nas regiões de ocorrência de sobrepressão;
  • Efetuar o desvio do tubo de queda para a horizontal com dispositivos que atenuem a sobrepressão, ou seja, curva de 90° de raio longo ou duas     curvas de 45°; ou
  • Instalar dispositivos com a finalidade de evitar o retorno de espuma.

São considerados zonas de sobrepressão (ver figura abaixo):

  1. O trecho, de comprimento igual a 40 diâmetros, imediatamente a montante do desvio para horizontal;
  2. O trecho de comprimento igual a 10 diâmetros, imediatamente a jusante do mesmo desvio;
  3. O trecho horizontal de comprimento igual a 40 diâmetros, imediatamente a montante do próximo desvio;
  4. O trecho de comprimento igual a 40 diâmetros, imediatamente a montante da base do tubo de queda, e o trecho do coletor ou subcoletor imediatamente a jusante da mesma base;
  5. Os trechos a montante e a jusante do primeiro desvio na horizontal do coletor com comprimento igual a 40 diâmetros ou subcoletor com comprimento igual a 10 diâmetros;
  6. O trecho da coluna de ventilação, para o caso de sistemas com ventilação secundária, com comprimento igual a 40 diâmetros, a partir da ligação da base da coluna com o tubo de queda ou ramal de esgoto.

Devem ser previstos tubos de queda especiais para pias de cozinha e máquinas de lavar louças, providos de ventilação primária, os quais devem descarregar em uma caixa de gordura coletiva.

As caixas de gordura, poços de visita e caixas de inspeção devem ser perfeitamente impermeabilizados, providos de dispositivos adequados para inspeção, possuir tampa de fecho hermético, ser devidamente ventilados e constituídos de materiais não atacáveis pelo esgoto.

É recomendado o uso de caixas de gordura quando os efluentes contiverem resíduos gordurosos.

As pias de cozinha ou máquinas de lavar louças instaladas em vários pavimentos sobrepostos devem descarregar em tubos de queda exclusivos que conduzam o esgoto para caixas de gordura coletivas, sendo vedado o uso de caixas de gordura individuais nos andares.

O interior das tubulações, embutidas ou não, deve ser acessível por intermédio de dispositivos de inspeção.

Para garantir a acessibilidade aos elementos do sistema, devem ser respeitadas no mínimo as seguintes condições:

  1. A distância entre dois dispositivos de inspeção não deve ser superior a 25,00 m;
  2. A distância entre a ligação do coletor predial com o público e o dispositivo de inspeção mais próximo não deve ser superior a 15,00 m; e
  3. Os comprimentos dos trechos dos ramais de descarga e de esgoto de bacias sanitárias, caixas de gordura e caixas sifonadas, medidos entre os mesmos e os dispositivos de inspeção, não devem ser superiores a 10,00 m.

Os desvios, as mudanças de declividade e a junção de tubulações enterradas devem ser feitos mediante o emprego de caixas de inspeção ou poços de visita.

Em prédios com mais de dois pavimentos, as caixas de inspeção não devem ser instaladas a menos de 2,00 m de distância dos tubos de queda que contribuem para elas.

Não devem ser colocadas caixas de inspeção ou poços de visita em ambientes pertencentes a uma unidade autônoma, quando os mesmos recebem a contribuição de despejos de outras unidades autônomas.

As caixas de inspeção podem ser usadas para receber efluentes fecais.

Os dispositivos de inspeção devem ser instalados junto as curvas dos tubos de queda, de preferência a montante das mesmas, sempre que elas forem inatingíveis por dispositivos de limpeza introduzidos pelas caixas de inspeção ou pelos demais pontos de acesso.

Os dispositivos de inspeção devem ter as seguintes características:

  1. Abertura suficiente para permitir as desobstruções com a utilização de equipamentos mecânicos de limpeza;
  2. Tampa hermética removível; e
  3. Quando embutidos em paredes no interior de residências, escritórios, áreas públicas, etc., não devem ser instalados com as tampas salientes.

Os efluentes de aparelhos sanitários e de dispositivos instalados em nível inferior ao do logradouro devem ser descarregados em uma ou mais caixas de inspeção, as quais devem ser ligadas a uma caixa coletora, disposta de modo a receber o esgoto por gravidade. A partir da caixa coletora, por meio de bombas, devem ser recalcados para uma caixa de inspeção (ou poço de visita), ramal de esgoto ligado por gravidade ao coletor predial, ou diretamente ao mesmo, ou ao sistema de tratamento de esgoto.

No caso de esgoto proveniente unicamente da lavagem de pisos ou de automóveis, dispensa-se o uso de caixas de inspeção, devendo os efluentes ser encaminhados, neste caso, a uma caixa sifonada de diâmetro mínimo igual a 0,40 m, a qual pode ser ligada diretamente a uma caixa coletora.

A caixa coletora deve ser perfeitamente impermeabilizada, provida de dispositivos adequados para inspeção, limpeza e ventilação; de tampa hermética e ser constituída de materiais não atacáveis pelo esgoto.

As caixas de gordura ligadas às caixas coletoras devem atender às exigências indicadas na tabela a seguir, ou ser providas de tubulação de ventilação.

As bombas devem ser de construção especial, a prova de obstruções por águas servidas, massas e líquidos viscosos.

O funcionamento das bombas deve ser automático e alternado, comandado por chaves magnéticas conjugadas com chaves de bóia, devendo essa instalação ser equipada com dispositivo de alarme para sinalizar a ocorrência de falhas mecânicas.

A tubulação de recalque deve ser ligada a rede de esgoto (coletor ou caixa de inspeção) de tal forma que seja impossível o refluxo do esgoto sanitário a caixa coletora.

A extremidade aberta de um tubo ventilador primário ou coluna de ventilação, conforme mostrado na figura abaixo:

  1. Não deve estar situada a menos de 4,00 m de qualquer janela, porta ou vão de ventilação, salvo se elevada pelo menos 1,00 m das vergas dos respectivos vãos;
  2. Deve situar-se a uma altura mínima igual a 2,00 m acima da cobertura, no caso de laje utilizada para outros fins além de cobertura; caso contrário, esta altura deve ser no mínimo igual a 0,30 m;
  3. Deve ser devidamente protegida nos trechos aparentes contra choques ou acidentes que possam danificá-la;
  4. Deve ser provida de terminal tipo chaminé, te ou outro dispositivo que impeça a entrada das águas pluviais diretamente ao tubo de ventilação.

O projeto do subsistema de ventilação deve ser feito de modo a impedir o acesso de esgoto sanitário ao interior do mesmo.

O tubo ventilador primário e a coluna de ventilação devem ser verticais e, sempre que possível, instalados em uma única prumada; quando necessárias, as mudanças de direção devem ser feitas mediante curvas de ângulo central não superior a 90°, e com um aclive mínimo de 1%.

Nos desvios de tubo de queda que formem um ângulo maior que 45° com a vertical, deve ser prevista ventilação de acordo com uma das seguintes alternativas:

  1. Considerar o tubo de queda como dois tubos independentes, um acima e outro abaixo do desvio; ou
  2. Fazer com que a coluna de ventilação acompanhe o desvio do tubo de queda, conectando o tubo de queda a coluna de ventilação, através de tubos ventiladores de alívio, acima e abaixo do desvio.

Em prédios de um só pavimento, deve existir pelo menos um tubo ventilador, ligado diretamente a uma caixa de inspeção ou em junção ao coletor predial, subcoletor ou ramal de descarga de uma bacia sanitária e prolongado até acima da cobertura desse prédio, devendo-se prever a ligação de todos os desconectores a um elemento ventilado, respeitando-se as distâncias máximas indicadas na tabela a seguir:

Nos prédios cujo sistema predial de esgoto sanitário já possua pelo menos um tubo ventilador primário de DN 100, fica dispensado o prolongamento dos demais tubos de queda até a cobertura, desde que estejam preenchidas as seguintes condições:

  1. O comprimento não exceda 1/4 da altura total do prédio, medida na vertical do referido tubo;
  2. Não receba mais de 36 unidades de Hunter de contribuição;
  3. Tenha a coluna de ventilação prolongada até acima da cobertura ou em conexão com outra existente.

Toda tubulação de ventilação deve ser instalada com aclive mínimo de 1%, de modo que qualquer líquido que porventura nela venha a ingressar possa escoar totalmente por gravidade para dentro do ramal de descarga ou de esgoto em que o ventilador tenha origem. Toda coluna de ventilação deve ter:

  1. Diâmetro uniforme;
  2. A extremidade inferior ligada a um subcoletor ou a um tubo de queda, em ponto situado abaixo da ligação do primeiro ramal de esgoto ou de descarga, ou neste ramal de esgoto ou de descarga;
  3. Na extremidade superior situada acima da cobertura do edifício, ou ligada a um tubo ventilador primário a 0,15 m, ou mais, acima do nível de transbordamento da água do mais elevado aparelho sanitário por ele servido.

Quando não for conveniente o prolongamento de cada tubo ventilador até acima da cobertura, pode ser usado um barrilete de ventilação, a ser executado com aclive mínimo de 1% até o trecho prolongado.

As ligações da coluna de ventilação aos demais componentes do sistema de ventilação ou do sistema de esgoto sanitário devem ser feitas com conexões apropriadas, como a seguir:

 

  1. Quando feita em uma tubulação vertical, a ligação deve ser executada por meio de junção a 45°; ou
  2. Quando feita em uma tubulação horizontal, deve ser executada acima do     eixo da tubulação, elevando- se o tubo ventilador de uma distância de até 0,15 m, ou mais, acima do nível de transbordamento da água do mais elevado dos aparelhos sanitários por ele ventilados, antes     de ligar-se a outro tubo ventilador, respeitando-se o que segue:
    1. a ligação ao tubo horizontal deve ser feita por meio de te 90° ou junção 45° com a derivação instalada em ângulo, de preferência, entre 45° e 90° em relação ao tubo de esgoto, conforme indicado na figura a seguir:

    1. Quando não houver espaço vertical para a solução apresentada acima, podem ser adotados ângulos menores, com o tubo ventilador ligado somente por junção 45° ao respectivo ramal de esgoto e com seu trecho inicial instalado em aclive mínimo de 2%;
    2. A distância entre o ponto de inserção do ramal de ventilação ao tubo de esgoto e a conexão de mudança do trecho horizontal para a vertical deve ser a mais curta possível;
    3. A distância entre a saída do aparelho sanitário e a inserção do ramal de ventilação deve ser igual a no mínimo duas vezes o diâmetro do ramal de descarga.

Quando não for possível ventilar o ramal de descarga da bacia sanitária ligada diretamente ao tubo de queda (para a distância máxima, conforme a tabela acima, o tubo de queda deve ser ventilado imediatamente abaixo da ligação do ramal da bacia sanitária, conforme a figura a seguir.

É dispensada a ventilação do ramal de descarga de uma bacia sanitária ligada através de ramal exclusivo a um tubo de queda a uma distância máxima de 2,40 m, desde que esse tubo de queda receba, do mesmo pavimento, imediatamente abaixo, outros ramais de esgoto ou de descarga devidamente ventilados, conforme mostrado na figura a seguir.

Bacias sanitárias instaladas em bateria, devem ser ventiladas por um tubo ventilador de circuito ligando a coluna de ventilação ao ramal de esgoto na região entre a última e a penúltimas bacias sanitárias, conforme indicado na figura seguinte.

Deve ser previsto um tubo ventilador suplementar a cada grupo de no máximo oito bacias sanitárias, contadas a partir da mais próxima ao tubo de queda.

Quando o ramal de esgoto servir a mais de três bacias sanitárias e houver aparelhos em andares superiores descarregando no tubo de queda, e necessária a instalação de tubo ventilador suplementar, ligando o tubo ventilador de circuito ao ramal de esgoto na região entre o tubo de queda e a primeira bacia sanitária.

Todo desconector deve satisfazer as seguintes condições:

  • Ter fecho hídricos com altura mínima de 0,05 m;
  • Apresentar orifício de saída com diâmetro igual ou superior ao do ramal de descarga a ele conectado.
  • As caixas sifonadas devem ter as seguintes características mínimas:
  • Ser de DN 100, quando receberem efluentes de aparelhos sanitários até o limite de 6 UHC;
  • Ser de DN 125, quando receberem efluentes de aparelhos sanitários até o limite de 10 UHC;
  • Ser de DN 150, quando receberem efluentes de aparelhos sanitários até o limite de 15 UHC.

As caixas sifonadas especiais devem ter as seguintes características mínimas:

  • Fecho hídricos com altura de 0,20 m;
  • Quando cilíndricas, devem ter o diâmetro interno de 0,30 m e, quando  prismáticas de base poligonal, devem permitir na base a inscrição de um círculo de diâmetro de 0,30 m;
  • Devem ser fechadas hermeticamente com tampa facilmente removível;
  • Devem ter orifício de saída com o diâmetro nominal DN 75.

Para os ramais de descarga, devem ser adotados no mínimo os diâmetros apresentados na tabela a seguir.

Para os ramais de esgoto, deve ser utilizada a tabela a seguir.

a os aparelhos não relacionados na tabela acima, devem ser estimadas as UHC correspondentes e o dimensionamento deve ser feito com os valores indicados na tabela a seguir.

Para fechar parte de instalações sanitárias de esgoto, veremos a simbologia prevista em norma.