fbpx 260711774397346
Diplomacia

Reestruturação no MRE ataca privilégios e postos mais disputados

By 8 de novembro de 2017 No Comments

Uma das mais importantes reestruturações da história do Ministério das Relações Exteriores está prestes a acontecer. A medida tem como objetivo cortar privilégios e limitar o tempo de permanência em países mais ricos, ou seja, as vagas que são mais disputadas pelos diplomatas.

No entanto, a reestruturação do órgão também tem como finalidade reestabelecer a hierarquia entre as carreiras, posicionando o diplomata como a carreira mais importante.

O Projeto de Lei, de autoria da Subsecretaria-Geral do Serviço Exterior, que vai alterar a estrutura atual já está sendo finalizado. Por ser uma matéria polêmica, o texto se encontra em fase de debate e, depois de completa, deverá seguir para os diversos níveis de governo.

Carreira única no Serviço Exterior Brasileiro e tempo de permanência

Os diplomatas de base, os quais compõem o Plano de Classificação de Cargos e o Plano Geral de Cargos do Poder Executivo, será proposto o benefício de integrarem uma carreira única no Serviço Exterior Brasileiro, agrupando a origem contábil dos diversos níveis de hierarquia.

O projeto de reestruturação de carreiras do MRE prevê, também, a extinção do cargo de assistente de chancelaria, não permitindo novos ingressos na carreira, a qual exige ensino médio completo.

A ideia é que o MRE seja composto por apenas duas carreiras: a de diplomata e a de gestor do serviço exterior, a qual será originada da junção dos cargos de oficiais e assistentes.

Um dos pontos mais polêmicos tem a ver com o período de permanência de cada servidor no exterior. Embaixadores e Ministros de primeira classe que ocupam cargos em países ricos, como nos Estados Unidos (Washington) e França (Paris) terão suas atividades limitadas a 10 anos, contínuos ou não.

Porém, todos os diplomatas, oficiais e assistentes permanecerão no exterior por um período mínimo de dois anos e, no máximo, por quatro anos em missão permanente. A medida tem como objetivo acabar com privilégios e tornar a vida destes profissionais mais previsível, melhorando a distribuição dos servidores.

De acordo com João Pedro Corrêa Bastos, subsecretário-geral do Serviço Exterior, há falta de profissionais nos países menos desenvolvidos, sobretudo nos que se encontram em conflito. Dessa forma, o Itamaraty vai promover, ainda neste ano, a realocação de cerca de 500 servidores em missão no exterior ou no Brasil para missões em outros países ou na Secretaria de Estado das Relações Exteriores, em Brasília.

Retomada da hierarquia entre carreiras

Extinta durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a hierarquia entre carreiras deverá ser retomada, mas com um novo texto, o qual prevê que “o serviço exterior brasileiro é composto, em ordem hierárquica e de precedência decrescente, da carreira de diplomata, da carreira de oficial de chancelaria e da carreira de assistente de chancelaria”.

No entanto, Ernando Neves, presidente do Sinditamaraty, exige que a medida seja debatida antes de qualquer decisão ser tomada. Em seu ponto de vista, Neves afirma que pontos precisam ser solucionados para que a modernização seja aplicada.

A matéria prevê, ainda, um novo sistema de promoção: por merecimento. Os servidores passarão por avaliações contínuas para que sirvam de base para o progresso em suas carreiras, dando ao Itamaraty subsídio para mensurar o desempenho e favorecer as promoções dos servidores.

Prepare-se para iniciar uma carreira no MRE

 

Na plataforma da Máquina de Aprovação em concursos para Diplomacia você encontra tudo o que você precisa para começar a sua preparação para esse e outros concursos. Lá, você estuda com simulados e consegue cobrir todas as questões pedidas no edital.

Além disso, você consegue organizar o seu tempo de estudo pelas disciplinas que mais precisa se aplicar e ainda testa seus conhecimentos, constantemente. Quer saber mais? Clique aqui e conheça a nossa metodologia.

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of