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Engenharia

Edificações – Esquadrias

By 16 de novembro de 2018 No Comments

1. Introdução

As esquadrias e caixilhos, compostas com vidros ou outros materiais transparentes ou translúcidos, são considerados elementos de fechamento de vãos em edificações e fazem parte dos acabamentos, ou seja, são executados nas etapas finais de uma obra. Sendo assim é comum, nessa fase da obra, a percepção de defeitos das etapas anteriores pela falta de prumo, nivelamento e alinhamento, fatores estes que a colocação das esquadrias evidenciam, exigindo muitas vezes a execução emergencial de retrabalhos na obra antes da instalação de portas e janelas. Da mesma forma, a qualidade dos serviços e dos materiais empregados serão imediatamente colocadas à prova na ocupação da edificação, pois o mau funcionamento na abertura ou fechamento desses elementos é facilmente detectável pelos usuários, assim como na sequência, com o uso frequente, na sua durabilidade e desempenho contra intempéries, ruídos e ações externas.
Em termos práticos, o termo esquadria é usado para a designação genérica de todos os sistemas de vedação de vãos com portas, janelas, persianas e venezianas, executados em madeira ou plástico; e o termo caixilho é usado para identificar toda a vedação de vãos por meio de portas e janelas executados em metal, seja de ferro ou alumínio.

2. Condições gerais

De acordo com o projeto, as esquadrias e caixilhos de portas e janelas devem atender as especificações e detalhes estabelecidos em normas técnicas, as exigências do usuário, adequadas à composição arquitetônica quanto a sua utilização, dimensão, forma, textura, cor e desempenho. Considerando o desempenho, os sistemas devem observar as condições principais de:

  1. estanqueidade ao ar: características dos sistemas que devem proteger os ambientes interiores da edificação das infiltrações de ar que possam causar prejuízo ao conforto do usuário e/ ou gastos adicionais de energia a climatização do ambiente, tanto no calor como no frio;
  2. estanqueidade à água: característica dos sistemas em proteger o ambiente interior da edificação das infiltrações de água provenientes de chuvas, acompanhadas ou não de ventos;
  3. resistência a cargas uniformemente distribuídas: característica dos sistemas em suportar pressões de vento estabelecidas nas normas técnicas e que têm de ser compatibilizadas pelo projetista, segundo o seu local de uso;
  4. resistência à operação de manuseio: característica do sistema em suportar os esforços provenientes de operações e manuseio prescrita nas normas;
  5. comportamento acústico: característica das janelas em atenuar, quando fechadas, os sons provenientes de ambientes externos, compatibilizado com as condições de uso e as normas técnicas.

3. Portas de madeira

As portas são sistemas funcionais constituídos de batente ou marco (quando é mais estreito que a parede), guarnição (alisares ou vistas), folha ou folhas e ferragens (dobradiças, fechadura, travas e fixadores). O batente é o elemento fixo que guarnece o vão da parede onde se prende a folha de porta, e que tem um rebaixo (jabre) contra o qual a folha de porta se fecha. A folha é a parte móvel da porta, e quando é do tipo de articulação, o sentido de abertura é à direita ou à esquerda de quem olha a porta do lado em que não aparecem as dobradiças. O alisar (guarnição ou vista) é a peça fixada ao batente e destinada a emoldurá-lo (para arremate junto da parede).

 

 

Fixação dos batentes nas portas

Existem vários métodos executivos para a fixação dos batentes das portas no vão que dependem do tipo de parede, de batente, tipo de porta etc. Seja qual for o método, o principal cuidado deve ser em relação às medidas, prumos, níveis e alinhamentos. Qualquer desvio dimensional na colocação dos batentes irá provocar o funcionamento incorreto da porta, obrigando a retrabalhos, aumento de custos e atrasos na entrega da obra e insatisfação do cliente.

Serviços preliminares à colocação dos batentes em madeira

a) alvenaria concluída e vãos das aberturas aprumados e nas dimensões determinadas pelo projeto (sempre com uma folga de 1 a 1,5 cm de cada lado);
b) se a fixação for com espuma expansiva de poliuretano as faces dos vãos devem estar chapiscadas e requadradas com emboço;
c) o contrapiso deve estar pronto e nível do piso deve estar rigorosamente marcado ou com taliscas até seu nível final (se a acabamento for em carpete ou qualquer outro material considerar a espessura final do acabamento);
d) as taliscas (tacos) do revestimento das paredes devem ter sido colocadas.

Preparação dos batentes

a) se a obra comportar trabalhos em série (padronização e repetição) a montagem dos batentes pode ser feita em bancada centralizada;
b) definir as dimensões padrões de altura das ombreiras (montantes) efetuando os cortes necessários com absoluto rigor de esquadro;
c) posicionar a travessa já cortada na medida indicada sobre os montantes e fixar com pregos 18×36, fazendo furos com broca de 5mm na madeira para evitar rachaduras;
d) conferir o esquadro entre os montantes e a travessa e fixar os travamentos (sarrafos de 1”x2”)já devidamente cortados com pregos 15×15;

Transporte e armazenagem dos batentes

a) os batentes montados e travados devem ser transportados com o máximo de cuidado pra que não sofram qualquer alteração no esquadro e espaçamentos;
b) devem ser acondicionados nos pavimentos próximos dos vãos em locais seguros e livres de umidade e insolação sobre ripas niveladas ou em pé encostados nas paredes.

Preparação do vão para a fixação do batente
O vão deve estar previamente preparado para receber o batente, dependendo do tipo escolhido de fixação e conforme o esquema a seguir:

Fixação provisória do batente

A fixação dos batentes pode ser feita com parafusos, com tacos ou grapas ou ainda pelo sistema de porta pronta. Seja qual for a forma de fixação deve-se adotar os seguintes procedimentos:

a) posicionar o batente junto ao vão apoiando os pés dos montantes no nível do piso acabado, ajustando o prumo e mantendo folgas iguais em ambos os lados dos montantes;

b) acertar o alinhamento usando régua de alumínio posicionada no plano da parede acabada (taliscas);

c) verificar o prumo e nível em todas as faces dos montantes e da travessa;

d) usar cunhas somente para garantir que o prumo não seja alterado até a fixação final com a colocação da porta e nunca como calço;

e) no caso da fixação com espuma expansiva de poliuretano, a superfície das faces deve estar chapiscada e emboçada, limpa e levemente umedecida;

f) preferencialmente conservar os sarrafos de travamento por alguns dias até que a madeira absorva a umidade natural do local e no mínimo o travamento do pé, evitando assim o empenamento das peças;

g) o sistema porta pronta é mais indicado para paredes já com acabamento final executado (exceto a pintura) e piso também já terminado, incluindo soleiras ou baguetes de transição de pisos frios pra pisos quentes;

h) depois de conferidos todas as dimensões proceder a fixação final dos batentes, dando o aperto nos parafusos, deixando uma folga para ajuste final na colocação da porta.

Colocação das portas montadas no local

a) encostar a porta no encaixe do batente para verificar as folgas e ajustes;

b) manter 3 mm de folga entre a porta e batente (montantes e travessa);

c) manter 8 mm de folga entre a porta e o piso;

d) marcar e colocar as dobradiças, usando ferramentas adequadas (furadeira e brocas, plainas, formões e ponteiros);

e) colocar a fechadura na porta e furos no batente para lingueta e trinco;

f) colocar cavilhas nos furos dos parafusos e dar o ultimo acabamento;

g) testar o funcionamento, fazer ajustes;

h) cortar, ajustar e pregar as guarnições (pode ficar pra depois da pintura);

i) manter as portas fechadas ou travadas com cunhas pra evitar que batam com o vento.

 

Tipos de portas de madeira

Por variadas razões as portas de madeira ainda são as mais encontradas, seja por motivo estético, facilidade de execução, durabilidade ou qualquer outro. As portas de madeira e seus componentes exigem, a exemplo de portas de outros tipos, uma manutenção adequada e cuidados na conservação, tais como: pintura ou proteção com verniz, reaperto e lubrificação de dobradiças e fechaduras e impermeabilização de juntas e pingadeiras. A seguir são mostrados alguns tipos mais comuns de portas de madeira encontradas no mercado da construção civil.

4. Janelas de madeira

A especificação da utilização de janelas de madeira tem ficado, cada vez mais, restrito à habitações de alto padrão e às edificações para fins comerciais (restaurantes e lojas), devido, principalmente ao seu alto custo. Em geral as janelas de madeira tem os seguintes componentes:

a) batente – também de madeira na forma de marcos, pois não atingem a espessura total da parede, como mostram as figuras a seguir:

b) vidraça – chamado claro da janela, é constituído de um quadro com  baguetes onde são fixados os vidros com massa de vidraceiro ou filetes de madeira ou alumínio;
c) venezianas – chamada também de escuro, é a vedação da janela contra a entrada de claridade e permitir alguma ventilação;
d) guarnição – mesma função que nas portas, para dar acabamento entre a alvenaria e o batente
e) peitoril – dependendo do tipo de janela o peitoril pode ser externo, interno ou ambos com a mesma função da soleira, dar acabamento e impedir a infiltração de água;
f) pingadeira – no caso de janelas mais trabalhadas deve utilizar pingadeiras para evitar a infiltração de água;

 

5. Portas metálicas

As portas metálicas podem substituir as portas de madeira em quase todas as situações, devendo-se apenas levar em consideração os aspectos técnicos (segurança e base para fixação), estéticos e de custo envolvidos. Em geral as portas de aço e mistas são indicadas para edificações comerciais e industriais e para segurança e proteção em edificações de qualquer tipo.

Com relação à execução (instalação) de portas de aço os cuidados são muito semelhantes aos adotados na instalação de portas de madeira ou alumínio, considerando a folga no vão, dimensões, nivelamento , alinhamento e prumos das superfícies, com a vantagem de que as portas em geral são instaladas já montadas (porta, batentes e chumbadores). Na sequência são relacionados os diversos tipos de portas metálicas e a indicação de uso mais frequente para cada uma delas:

6. Esquadrias de alumínio

Os mesmos cuidados na instalação de portas e janelas de outros tipos também devem ser considerados quando se tratar de peças de serralheria. A escolha de um bom fornecedor e instalador (pedreiro), o rigor na execução dos vãos (preparação), os alinhamentos e prumos são fatores preponderantes para o funcionamento perfeito das janelas de ferro. O engenheiro da obra deve estar atento para os seguintes pontos na fase de execução das janelas de ferro:

a) o dimensionamento dos perfis, cantoneiras e chapas devem ser feitos por profissional habilitado e experiente, pois estarão sujeitas as tensões de uso;
b) a esquadria deve ter rigidez e estabilidade suficientes com chumbadores (grapas) colocados distantes uns dos outros não mais do que 60 cm e solidarizadas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3;

c) no caso de peças de grande vão e peso, verificar se os reforços (tirantes, mãos-francesas) são suficientes para garantir a segurança do conjunto, lembrando sempre que haverá movimentação de folhas;
d) no caso de uso de buchas plásticas expansíveis, garantir que as mesmas estejam bem solidarizadas na alvenaria ou no concreto;

e) acompanhar a calefetação do conjunto com borracha de silicone de forma que não ocorra qualquer tipo de infiltração de água na pós-ocupação;

f) após a consolidação do chumbamento, testar o funcionamento dos basculantes, janelas de correr, máximos-ares, venezianas etc. e proceder os ajuste se necessário;
g) conferir a limpeza e execução da proteção contra ferrugem e pintura final.

 

7. Esquadrias de alumínio

O setor de fabricação, de fornecimento e de projetos de esquadrias de alumínio tem adquirido avanços tecnológicos notáveis nos últimos anos, fazendo com que ocorra o melhor aproveitamento do material, devido, principalmente ao seu alto custo. Atualmente já é possível encomendar junto ao fornecedor a racionalização do projeto com o uso de programas de computador que otimizam o consumo de material, aumentando a padronização, reduzindo perdas e diminuindo o custo da mão-de-obra de instalação.

Serviços preliminares à colocação dos contramarcos de alumínio
Os serviços de preparação para a colocação de esquadrias de alumínio dependem muito do tipo de caixilho a ser utilizado e seu acabamento em relação aos peitoris externos e internos. Os procedimentos a seguir são indicados para projetos padrões  de edificações de alvenaria comum, revestimentos internos com argamassas, pastilhas nas fachadas etc:

a) alvenaria deve estar concluída e chapiscada com vãos das aberturas com folgas de 3 a 7 cm de cada lado, em cima e em baixo, dependendo da orientação do fornecedor;
b) no caso de edifícios altos, preferivelmente, a estrutura deverá estar concluída para que seja possível aprumar os contramarcos a partir de fio de prumo externo;
c) dependendo do tipo de caixilho, as taliscas das paredes internas também devem estar indicando o plano final do acabamento;
d) internamente deve haver uma referência de nível do peitoril em relação ao piso acabado padrão para todas as janelas do mesmo pavimento ou de conformidade com o projeto.

Assentamento de contramarcos de alumínio

a) dependendo das dimensões do vão, utilizar sarrafos de madeira de 1”x2” em cruz ou verticais para dar suporte ao ajuste pela face externa do contramarco e cunhas de madeira;
b) os contramarcos deverão ser amarrados precariamente nos sarrafos com arames recozidos para permitir os ajustes de prumo, alinhamento e nível;

c) preferencialmente os chumbadores de aço devem ocupar a folga entre o contramarco e o vão, sem que haja necessidade de fazer rasgos na parede;

d) os chumbadores devem ficar a 20 cm dos cantos e em número suficiente para que não fiquem a mais de 80 cm uns dos outros;

e) fazer os ajustes de nível, alinhamento, prumo e esquadro usando cunhas, réguas e demais ferramentas;

f) o alinhamento deve compatibilizar a face externa com a face interna da parede e se ocorrer diferenças adotar, preferencialmente, a face externa como referência;

g) após conferir todas as referências, dar o aperto no arame de amarração nos sarrafos;

h) encaixar os chumbadores (grapas metálicas) no contramarco em número suficiente (ver norma e indicação do fornecedor);
i) conferir novamente esquadro, nível, prumo e alinhamento;
j) fazer o chumbamento definitivo com argamassa de cimento e areia média, no traço 1:3, apenas nos pontos de ancoragem;
k) aguardar 24 horas e completar o preenchimento com argamassa e dar o acabamento (requadro);
l) no caso de contramarcos de portas é recomendável a colocação de uma proteção na soleira para evitar que o trânsito de carrinhos e pessoas danifique a peça de alumínio;
m) após 24 horas pode-se retirar os sarrafos.

 

Instalação dos caixilhos

Em geral a instalação dos caixilhos de alumínio é feita por pessoal especializado que pode ser da própria fornecedora dos caixilhos ou por empreiteiro indicado pela mesma. De qualquer forma, é importante que o engenheiro tome alguns cuidados nesta fase da obra para assegurar o perfeito funcionamento das janelas e portas de alumínio. Quase sempre as etapas que antecedem a instalação dos caixilhos são o revestimento interno e externo.

a) os caixilhos devem vir embalados em plástico e identificados (tipo, andar, etc.), preferencialmente em época próxima de sua instalação para evitar que fique por muito tempo exposto às condições da obra;

b) a armazenagem na obra deve ser feita em local seguro, afastado da circulação de pessoas e equipamentos, seco, coberto, livre de poeiras. As peças devem ser colocadas sobre calços, na vertical, encostadas umas nas outras e separadas por cunhas de madeira, papelão ou pedaços de carpetes;

c) após a colocação das esquadrias de alumínio e se ainda existir algum serviço a ser executado, é recomendável proteger os caixilhos com vaselina ou plásticos adesivos;

d) a limpeza pode ser feita com água e detergente neutro com até 10% de álcool (jamais utilizar esponjas de aço ou de outra fibra que possa riscar a superfície de alumínio);

e) as superfícies de alumínio não podem ser expostas ao contato com cimento, argamassas ou mesmo resíduo aquoso desses materiais ou com ácido clorídrico (muriático), pois haverá uma reação química na superfície com a formação de manchas definitivas.

8. Ferragens

São considerados ferragens todos os acessórios, componentes e peças metálicas para a sustentação, fixação e movimentação das esquadrias de qualquer tipo. A qualidade da ferragem vai determinar o bom funcionamento do conjunto, garantir a durabilidade e a estética de portas, janelas, portões e gradis. No quadro a seguir é mostrada a classificação geral das ferragens e nas figuras são mostrados exemplos de alguns dos tipos de ferragens mais utilizados nas obras correntes.

Dobradiças

São peças fabricadas em ferro (oxidadas, zincadas, niqueladas ou escovadas), em bronze ou latão (liga e cobre com níquel) que sustentam e permitem a movimentação das esquadrias. São constituídas de duas chapas, chamadas de asas, interligadas por um eixo vertical chamado de pino, podendo ainda ter outros elementos conforme o uso. A seguir são apresentados os diversos tipos mais comuns de dobradiças usadas na construção civil:

Fechaduras
São os mecanismos instalados nas portas, portões e janelas para travar a sua abertura, garantir a segurança e permitir o funcionamento da porta ou janela de acordo com a finalidade. Em geral pode-se classificar as fechaduras em:

a) de embutir com cilindro – o mecanismo da abertura e fechamento da lingüeta comandada pela chave é removível, sendo mais utilizadas em folhas de portas que dão comunicação com a parte externa das edificações;
b) de embutir tipo gorges – é o tipo mais antigo de fechadura, em que o mecanismo que aciona a lingüeta da chave é parte integrante do corpo da fechadura;
c) de embutir tipo de correr – é a fechadura utilizada em folhas de porta de correr, onde a lingüeta da chave tem forma de gancho (bico de papagaio);
d) de sobrepor – fechadura instalada na face interna da folha;
e) de acionamento elétrico – as mais comuns são as que por acionamento elétrico liberam a lingueta pelo deslocamento da chapa da contratesta. Existem, no entanto, no mercado da construção civil, inúmeros tipos de fechaduras com acionamento elétrico, como porteiros eletrônicos, chaves de tempo, com cartões magnéticos controladas por central informatizada etc.

Componentes e acessórios para portas e janelas

a) contratesta – é uma lâmina metálica com aberturas para o encaixe das  lingüetas do trinco e da chave, havendo um ressalto junto à abertura do trinco para proteger a madeira do batente contra a ação do mesmo, que tende a esfregar (bater) na madeira quando a lingüeta se recolhe e depois penetra no furo correspondente para travar a folha, junto ao rebaixo (jabre) do batente, evitando assim desgastar o local;
b) espelho – é a chapa metálica, com diversos acabamentos, cuja peça única tem dois orifícios para introdução da chave e do eixo do trinco de fechaduras embutidas, com a finalidade de dar arremate nas laterais da folha da porta onde foram feitos os buracos;
c) rosetas – são peças metálicas menores, com diversos acabamentos e geralmente circulares, que tem a mesma finalidade de arrematar os orifícios de chave e eixo de trinco de fechaduras, de forma individual, ou seja, como alternativa de acabamento;

d) maçanetas – são as peças de uma fechadura que tem a finalidade de abrir, fechar e movimentar a folha de porta, geralmente apresentadas em dois modelos: de bola e de alavanca. Há vantagens e desvantagens na aplicação de cada modelo, sendo que o modelo bola diminui a fadiga na mola do trinco, mas apresenta desconforto no manuseio e em alguns casos quando fica instalado perto do batente, ao rodar a maçaneta o usuário esfrega as juntas dos dedos no batente. Com o modelo tipo alavanca, esse problema não existirá, mas a fadiga da mola provocará o desnivelamento da peça com a horizontal, causando um aspecto estético desagradável com o tempo;

e) puxadores – são peças com a única finalidade de movimentar a folha e não possuem mecanismo de trava, apresentadas em dois modelos: do tipo alça e do tipo concha. Existem, ainda, puxadores do tipo trinco de maçaneta usada em caixilhos de correr;
f) ferrolho – peça utilizada para prender a folha na soleira ou peitoril, quando houver duas folhas. Entre os modelos, existe um denominado fecho (ferro pedrez) que é instalado na face de espessura da folha (encabeçamento), possuindo uma mola que traz sempre a peça travada;
g) tarjetas – são peças semelhantes aos ferrolhos, utilizadas para portinholas e portas de box sanitários, podendo ser executadas em peças mais robustas, com porta cadeado, para portas e portões externos;

h) Cremona – é o mecanismo que substitui nas janelas e portas, a fechadura. É um sistema de cremalheira que movimenta duas varetas de ferro, que faz a vez do ferrolho, podendo ser simples ou com mecanismo de chave que trava o movimento de rotação da Cremona;
i) carrancas – são peças fixadas na alvenaria externa para prender as folhas de venezianas quando abertas, para que o vento não as faça bater;
j) fixadores e prendedores – são peças variadas, fixadas no rodapé, no soalho e na folha das esquadrias ou caixilhos, com o objetivo de fixar a folha para que ela, sobre ação do vento, não venha bater;
k) rodízios – são acessórios utilizados para instalação de folhas de correr, que fazem parte de um sistema composto de trilho, rodízios, guia, pivô e concha.

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