fbpx 260711774397346
Engenharia

Edificações – Impermeabilizações

By 13 de novembro de 2018 No Comments

Esta aula tem como objetivo descrever os conceitos mais importantes concernentes à impermeabilizações na construção civil. O material é baseado na NBR 9575/2010 e nos resumos preparados para consolidação do conhecimento da matéria ao longo dos anos.

Considerações Iniciais

A norma define a Impermeabilização como o conjunto de operações e técnicas construtivas (serviços), composto por urna ou mais camadas, que tem por finalidade proteger as construções contra a ação deletéria de fluidos, de vapores e da umidade.

Água infiltrada nas superfícies e estruturas devido a falta ou deficiência da impermeabilização afeta o concreto, sua armadura, as alvenarias e os revestimentos. O ambiente fica insalubre (umidade, fungos e mofo), diminuindo a vida útil da edificação, sem falar no desgaste físico e emocional do proprietário ou usuário que sofre com a má qualidade de vida causada pelos problemas existentes no imóvel.

A atividade impermeabilização é entendida de forma simplória, como a adoção de técnicas e metas com o objetivo de formar uma barreira química ou física, contra a passagem da água. No entanto, a impermeabilização tem uma função muito mais importante, que é a de proteger as estruturas de concreto, contra a agressão provocada pela água e esgoto, visto elas serem suscetíveis a esta degradação.

As infiltrações de água nas edificações, de maneira geral, são consideradas um dos principais agentes de degradação de elementos e componentes construtivos. Diante dessa realidade, destaca-se a importância da elaboração de um projeto de impermeabilização ou reimpermeabilização, conforme a NBR 9575:2010 e principalmente da execução de serviços pertinentes ao sistema, que deverão ser realizados exclusivamente por profissional habilitado. As principais anomalias causadas em outros sistemas construtivos decorrentes do comprometimento da impermeabilização são:

  • Corrosão da armadura e degradação do concreto.
  • Corrosão de superfícies metálicas.
  • Eforescências e formações de fissuras em revestimento de maneira geral.
  • Deslocamentos dos revestimentos em geral.
  • Proliferação de bolor, manchas e umidades em revestimentos ou mobiliários.

É sempre de suma importância que haja numa construção, uma sequência cronológica tanto de técnicas como de correto desenvolvimento.     Pois se observarmos, a somatória de técnicas distintas para a construção de uma estrutura de concreto, cada um com propriedades diferentes, muitas vezes acarretam em problemas de patologia construtivas, que incidem diretamente no desempenho da impermeabilização e, se a mesma não estiver adequadamente dimensionada, poderá falhar por não resistir aos esforços impostos.

Além da necessidade que se sabe existir de aplicação da impermeabilização em uma construção que esteja exposta a algum tipo de umidade, há também da necessidade da correta aplicação dessa impermeabilização. Sendo sempre feita por profissionais capacitados, aptos para a execução do serviço.

A NBR 9575: Impermeabilização Projeto e Seleção é a norma que estabelece as exigências e recomendações relativas à seleção e projeto de impermeabilização, para que sejam atendidas as condições mínimas de proteção da estrutura em relação à proteção contra infiltração de água nas partes construtivas, além de preservar a saúde, segurança e conforto do usuário.

A norma estabelece as exigências e recomendações relativas à seleção e projeto de impermeabilização, para que sejam atendidos os requisitos mínimos de proteção da construção contra a passagem de fluidos, bem como os requisitos de salubridade, segurança e conforto do usuário, de forma a ser garantida a estanqueidade dos elementos construtivos que a requeiram.

Os tipos de impermeabilização são classificados, segundo o material constituinte principal da camada impermeável, como: Cimentícios, Asfálticos e Poliméricos.

Cimentícios

a) argamassa com aditivo impermeabilizante:tipo de impermeabilização de argamassa dosada em obra, aplicada em substrato de alvenaria, constituída de areia, cimento, aditivo impermeabilizante e água. Como exemplo o uso do VEDACIT como um aditivo impermeabilizante para concretos e argamassas, que age por hidrofugação do sistema capilar e permite a respiração dos materiais, mantendo os ambientes salubres.

b) argamassa modificada com polímero; tipo de impermeabilização dosada em obra, aplicada em substrato de concreto ou alvenaria, constituída de agregados minerais inertes, cimento e polímeros. As resinas poliéster, epóxi, vinílicas, fenólicas e o metilmetacrilato, derivadas do petróleo,são utilizadas como aglomerante, apresentam boa resistência química, especialmente aos meios ácidos e irá adquirir características flexíveis, algo que o concreto convencional ou com aditivos não possui.

c) argamassa polimérica; tipo de impermeabilização industrializada, aplicada em substrato de concreto ou alvenaria, constituída de agregados minerais inertes, cimento e polímeros,formando um revestimento com propriedades impermeabilizantes

d) cimento modificado com polímero: tipo de impermeabilização industrializada, aplicada em substrato de concreto ou alvenaria, constituída de cimentos e polímeros, formando um revestimento com propriedades impermeabilizantes

 

Asfálticos

  1. membrana de asfalto modificado sem adição de polímero;
  2. membrana de asfalto elastomérico;
  3. membrana de emulsão asfáltica;
  4. membrana de asfalto elastomérico, em solução;
  5. manta     asfáltica

Emulsão Asfáltica são produzidas a base de elastômeros sintéticos e betumes emulsionados ou de base acrílica, aplicadas a frio formando um filme impermeabilizante, elástico e de elevada aderência

Podem ser utilizadas na imprimação das lajes, como preparação para receber impermeabilização aderente com mantas asfálticas, ou mesmo para constituir membranas moldadas no local, nesse caso reforçadas com telas de náilon ou poliéster. Antes da sua aplicação precisam ser reparadas eventuais irregularidades da base como fissuras, nichos, partes soltas ou desagregadas.

A base poderá estar um pouco úmida, já que a cura ocorre por ruptura da emulsão e evaporação da água. Sua aplicação pode ser feita com trincha, broxa ou rolo de lã de carneiro, não devendo ser executada sob chuva ou quando estiver ocorrendo nas proximidades serviços com geração de poeira

 

Poliméricos

  1. membrana elastomérica de policloropreno e polietileno clorossulfonado;
  2. membrana elastomérica de poliisobutileno isopreno (1.1.R), em solução;
  3. membrana elastomérica de estireno-butadieno-estireno (S.B.S.);
  4. membrana elastomérica de estireno-butadieno-estireno-ruber (S.B.R.);
  5. membrana de poliuretano;
  6. membrana de poliuréia;
  7. membrana de poliuretano modificado com asfalto;
  8. membrana de polímero acrílico com ou sem cimento;
  9. membrana acrílica para impermeabilização;
  10. membrana epoxídica;
  11. manta de acetato de etilvinila (E.V.A.);
  12. manta de policloreto de vinila (P.V.C.);
  13. manta de polietileno de alta densidade (P.E.A.D.);
  14. manta elastomérica de etilenopropilenodieno-monômero (E.P.D.M.);
  15. manta     elastomérica de poliisobutileno isopreno (1.1. R).

Os serviços auxiliares da impermeabilização são classificados segundo a sua função, como:

  1. preparo do substrato (ver ABNT NBR 9574);
  2. preenchimento de juntas: cordão de poliestireno; cordão de polietileno;     cordão de sisai; cordão de náilon; elemento de poliestireno;     elemento de lã de vidro; elemento de lã de rocha; lâminas metálicas; mástiques asfálticos;
  3. tratamento estanque de juntas: faixas de mantas asfálticas; faixas de mantas elastoméricas de poliisobutileno isopreno (1.1.R.); faixas de mantas elastoméricas de etilenopropilenodieno-monômero(E.P.D.M.); perfil de policloropreno; perfil de policloreto de vinila (P.V.C.);     selantes (mástiques); membrana elastomérica de poliisobutileno     isopreno (1.1.R.), em solução, estruturada;
  4. tratamento por inserção: injeções de silicatos; injeções de resinas poliméricas; bloqueadores hidráulicos para tamponamento.

 

Serviços complementares

  1. camada de imprimação: solução; emulsão; cimentícia;
  2. camada-berço:camada destinada a servir de apoio e proteção da impermeabilização. Exenokis: adesivo elastomérico; asfáltico; geotêxtil de poliéster ou polipropileno; manta asfáltica; poliestireno expandido ou extrudado (E.P.S.);
  3. camada de amortecimento: camada destinada a amortecer os esforços     dinâmicos atuantes sobre o sistema de impermeabilização. Composta por areia, cimento e emulsão asfáltica; geotêxtil de poliéster ou     polipropileno; emulsão asfáltica com borracha moída; poliestireno     expandido ou extrudado (E.P.S.);
  4. camada drenante: geotêxtil; geocomposto; polipropileno;
  5. camada separadora: filme     polietileno; papel Kraft aplicado sobre camada geotêxtil; papel Kraft betumado;
  6. camada de proteção mecânica: estrato ou camada com a função de absorver     e dissipar os esforços estáticos ou dinâmicos atuantes por sobre a camada impermeável, de modo a protegê-la contra a ação deletéria destes esforços. Exemplos: argamassa; concreto; geotêxtil; metal; solo; agregado;
  7. camada de proteção térmica: estrato ou camada com a função de absorver, atenuar e dissipar as oscilações de temperatura. Exemplos: concreto celular; lã de rocha; lã de vidro; mineral expandido; poliestirena; poliuretano; solo.
  8. Camada de Regularização: camada com as funções de regularizar o substrato, proporcionando uma superfície uniforme de apoio adequado à camada impermeável, e fornecer à ela uma certa declividade, quando esta for necessária.

Seleção

O tipo adequado de impermeabilização a ser empregado na construção civil deve ser determinado segundo a solicitação imposta pelo fluido nas partes construtivas que requeiram estanqueidade. A solicitação pode ocorrer de quatro formas distintas, conforme a seguir:

  1. imposta pela água de percolação; água que atua sobre superfícies, não exercendo pressão hidrostática ≤ 1 kPa (10 cm de altura d’água) – incidência de água em terraços, coberturas, fachadas etc
  2. imposta pela água de condensação;
  3. imposta pela umidade do solo; Água por Capilaridade:é a ação da migração da água por capilaridade – fundações, baldrames, subsolos, piscinas (promove-se impermeabilização externa na direção positiva da percolação)
  4. imposta pelo fluido sob pressão unilateral ou bilateral. água, confinada ou não, exercendo pressão hidrostática > 1     kPa – piscinas, caixas d’água (pressão positiva), subsolos abaixo do lençol d’água (pressão negativa).

 

Projeto

O projeto básico de impermeabilização deve ser realizado para obras de construção civil de uso público, coletivo e privado, por profissional legalmente habilitado.

O projeto executivo de impermeabilização, bem como os serviços decorrentes, devem ser realizados por profissionais legalmente habilitados. Em todas as peças gráficas e descritivas (projeto básico, projeto executivo e projeto “como construído”) , devem constar os dados do profissional responsável habilitado.

 

Requisitos gerais

A impermeabilização deve ser projetada de modo a:

  1. evitar     a passagem de fluidos evapores nas construções, pelas partes que requeiram estanqueidade, podendo ser integrados ou não outros sistemas construtivos, desde que observadas normas específicas de desempenho que proporcionem as mesmas condições de estanqueidade;
  2. proteger os elementos e componentes construtivos que estejam expostos ao intemperismo, contra a ação de agentes agressivos presentes na atmosfera;
  3. proteger o meio ambiente de agentes contaminantes por meio da utilização de sistemas de impermeabilização;
  4. possibilitar     sempre que possível acesso à impermeabilização, com o mínimo de intervenção nos revestimentos sobrepostos a ela, de modo a ser evitada, tão logo sejam percebidas falhas do sistema impermeável, a degradação das estruturas e componentes construtivos.

O projeto deve ser desenvolvido em conjunto e compatibilizado com os demais projetos de construção, tais como arquitetura (projeto básico e executivo), estrutural, hidráulico-sanitário, águas pluviais, gás, elétrico, revestimento, paisagismo e outros, de modo a serem previstas as correspon- dentes especificações em termos de tipologia, dimensões, cargas, ensaios e detalhes construtivos.

 

Características específicas

Os sistemas de impermeabilização a serem adotados devem atender a uma ou mais das seguintes exigências:

A. resistir às cargas estáticas e dinâmicas atuantes sob e sobre a impermeabilização, tais como:

                a) puncionamento: ocasionado pelo impacto de objetos que atuam perpendicularmente ao plano da impermeabilização;

                b) fendilhamento:ocasionado pelo dobramento ou rigidez excessiva do sistema impermeabilizante ou pelo impacto de objetos pontuais sobre qualquer sistema;

                c) ruptura por tração: ocasionada por esforços tangenciais ao plano de impermeabilização, devido à ação da frenagem, aceleração de veículos ou pela movimentação do substrato;

                d) desgaste: ocasionado pela abrasão devido à ação de movimentos dinâmicos ou pela ação do intemperismo;

                e) descolamento: ocasionado por perda de aderência;

                f) esmagamento: redução drástica da espessura, ocasionada por carregamentos ortogonais ao plano de impermeabilização;

B. resistir aos efeitos dos movimentos de dilatação e retração do substrato e revestimentos,ocasionados por variações térmicas, tais como:

               a) fendilhamento: ocasionado pelo dobramento ou rigidez excessiva do sistema impermeabilizante ou pelo impacto de objetos pontuais sobre qualquer sistema;

               b) ruptura por tração: ocasionada por esforços tangenciais ao plano de impermeabilização, devido à ação da frenagem, aceleração de veículos ou pela movimentação do substrato;

               c) descolamento: ocasionado por perda de aderência;

C. resistir à degradação ocasionada por influências climáticas, térmicas, químicas ou biológicas, tais como:

               a) desgaste: ocasionado pela abrasão devido à ação de movimentos dinâmicos ou pela ação do intemperismo;

               b) descolamento: ocasionado por perda de aderência;

D. resistir às pressões hidrostáticas, de percolação, coluna d’água e umidade de solo, bem como descolamento ocasionado por perda de aderência;

E. apresentar aderência, flexibilidade,resistência e estabilidade físico-mecânica compatíveis com as solicitações previstas nos demais projetos;

F. resistir ao ataque e agressão de raízes de plantas ornamentais;

Detalhes construtivos (ATENÇÃO REDOBRADA Maior parte das questões cobradas são pinçadas dessa parte da norma)

O projeto executivo de impermeabilização deve atender aos seguintes detalhes construtivos:

  1. a inclinação do substratodas áreas horizontais deve ser definida após estudos de escoamento, sendo no mínimo de 1 % em direção aos coletores de água. Para calhas e áreas internas é permitido o mínimo de 0,5%;
  2. os coletores devem ter diâmetro que garanta a manutenção da seção nominal dos tubos prevista no projeto hidráulico após a execução da impermeabilização, sendo o diâmetro nominal mínimo 75 mm. Os coletores devem ser rigidamente fixados à estrutura. Este procedimento também deve ser aplicado aos coletores que atravessam vigas invertidas;
  3. deve ser previsto nos planos verticais encaixe para embutir a impermeabilização , para o sistema que assim o exigir, a uma altura mínima de 20 cm acima do nível do piso acabado ou 10 cm do nível máximo que a água pode atingir;
  4. nos locais limites entre áreas externas impermeabilizadas e áreas internas, deve haver diferença de cota de no mínimo 6 cm e ser prevista a execução de barreira física no limite da linha interna dos contramarcas, caixilhos e batentes, para perfeita ancoragem da impermeabilização, com declividade para a área externa. Deve-se observar a execução de arremates adequados ao tipo de impermeabilização adotada e selamentos adicionais nos caixilhos, contramarcas, batentes e outros elementos de interferência;
  5. toda instalação que necessite ser fixada na estrutura, no nível da impermeabilização, deve possuir detalhes específicos de arremate e reforços da impermeabilização;
  6. toda a tubulação que atravesse a impermeabilização deve ser fixada na estrutura e possuir detalhes específicos de arremate e reforços da impermeabilização;
  7. as tubulações hidráulica, elétrica, de gás e outras que passam paralelamente sobre a laje devem ser executadas sobre a impermeabilização e nunca sob ela. Estas tubulações,quando aparentes, devem ser executadas no mínimo 10 cm acima do nível do piso acabado, depois de terminada a impermeabilização e seus complementos;
  8. quando houver tubulações embutidas na alvenaria, deve ser prevista proteção adequada para a fixação da impermeabilização;
  9. as tubulações externas às paredes devem ser afastadas entre elas ou dos planos verticais no mínimo 10 cm;
  10. as tubulações que transpassam as lajes impermeabilizadas devem ser rigidamente fixadas à estrutura;
  11. quando houver tubulações de água quente embutidas ou sistema de aquecimento de pisos, deve ser prevista isolação térmica adequada destas para execução da impermeabilização;
  12. todo encontro entre planos verticais e horizontais deve possuir detalhes específicos da impermeabilização;
  13. os planos verticais a serem impermeabilizados devem ser executados com elementos rigidamente solidarizados às estruturas, até a cota final de arremate da impermeabilização, prevendo-se os reforços necessários;
  14. a impermeabilização deve ser executada em todas as áreas sob o enchimento. Recomenda-se também executá-la sobre o enchimento. Devem ser previstos, em ambos os níveis, pontos de escoamento de fluidos;
  15. as arestas e os cantos vivos das áreas a serem impermeabilizadas devem ser arredondados sempre que a impermeabilização assim requerer;
  16. as proteções mecânicas, bem como os pisos posteriores, devem possuir juntas de retração e trabalho térmico preenchidos com materiais deformáveis, principalmente no encontro de diferentes planos; Exemplo: mástique: produto industrializado, com características de deformação plástica, para preenchimento, calafetação ou vedação de aberturas, tais como trincas, fendas ou juntas.
  17. as juntas de dilatação devem ser divisoras de água, com cotas mais elevadas no nivelamento do caimento, bem como deve ser previsto detalhamento específico, principalmente quanto ao rebatimento de sua abertura na proteção mecânica e nos pisos posteriores;
  18. todas as áreas onde houver desvão devem receber impermeabilização na laje superior e recomenda-se também na laje inferior;
  19. nos locais onde a impermeabilização for executada sobre contrapiso, este deve estar perfeitamente aderido ao substrato.

Na construção de um conjunto habitacional próximo a um rio, onde tenha sido constatada a necessidade de impermeabilização dos baldrames para evitar a degradação da alvenaria, do revestimento e da pintura. Nessa situação devem ser previstos nos projetos a prevenção de infiltração da água de chuva e da umidade do solo nas habitações, por meio dos detalhes indicados a seguir:

  • Condições de implantação dos conjuntos habitacionais, de forma a drenar adequadamente a água de chuva incidente em ruas internas, lotes vizinhos ou mesmo no entorno próximo ao conjunto;
  • impermeabilização de porões e subsolos, jardins contíguos às fachadas e quaisquer paredes em contato com o solo, ou pelo direcionamento das águas, sem prejuízo da utilização do ambiente e dos sistemas correlatos e sem comprometer a segurança estrutural. Em havendo sistemas de impermeabilização;
  • impermeabilização de fundações e pisos em contato com o solo; (as laterais do Baldrame tem contato com o solo…)
  • ligação entre os diversos elementos da construção (como paredes e estrutura, telhado e paredes, corpo principal e pisos ou calçadas laterais).

 

Assim basicamente, existem os seguintes sistemas de impermeabilização:

  • Membranas Flexíveis Moldadas in Loco: Emulsões asfálticas; Soluções asfálticas; Emulsões acrílicas; Asfaltos oxidados + Estrutura; Asfaltos modificados + Estrutura + Elastômeros em solução (Neoprene/Hypalon)
  • Mantas Flexíveis Pré-Fabricadas: Mantas     asfálticas; Mantas elastoméricas (Butil / EPDM); Mantas poliméricas (PVC).
  • Membranas     Rígidas Moldadas in Loco:     Cristalização; Argamassa rígida.

Os sistemas de impermeabilização podem ser classificados também como rígidos, semi-rígido ou flexíveis.

O sistema rígido de impermeabilização, também denominado sistema contínuo de impermeabilização com emprego de argamassas, é aplicável a estruturas sujeitas a mínimas variações térmicas, pequenas vibrações e/ou exposição solar.

São normalmente empregados em reservatórios inferiores, subsolos, piscinas enterradas etc. Costuma apresentar-se em sistemas monocapa.

A argamassa impermeável e o concreto impermeável também são sistemas rígidos.

Os sistemas flexíveis caracterizam-se pela aplicação de produto de impermeabilização flexível e são aplicáveis a estruturas sujeitas a variações térmicas diferenciadas e/ou grandes vibrações, cargas dinâmicas, recalques e/ou forte exposição solar.

São normalmente empregados em: terraços, lajes e demais estruturas de coberturas. Podem apresentar-se em camadas simples ou múltiplas, estruturadas ou não, aderentes ao substrato ou flutuantes.

Dentre as diversas opções, destacam-se as mantas poliméricas de PVC e as mantas asfálticas, de simples aplicação e menor custo.

As mantas asfálticas costumam ter estruturação intermediária de fibras de vidro, poliéster ou outras fibras, inclusive naturais.

Os asfaltos utilizados na confecção das mantas são modificados com elastômeros e protegidos nas faces externas por membranas plásticas.

São sistemas semi-rígidos que suportam micro-fissuras e, também, grandes deformações estruturais. São exemplos: argamassa polimérica e epóxi.

As impermeabilizações rígidas são executadas com argamassa de cimento, areia e aditivos impermeabilizantes. Elas apresentam como desvantagem a possibilidade de apresentar trincas quando suas bases sofrem deformações por exposição a significativas variações de temperatura, perdendo a eficiência.

No caso de impermeabilizações elásticas, o problema acima descrito não ocorre, pois elas acompanham os pequenos movimentos da base sem trincar.

A execução deste serviço, em geral, deve ser confiada à empresa especializada, exigindo-se a ART do profissional responsável, bem como a garantia do serviço. Por melhor que seja o material aplicado, a má execução pode causar problemas de infiltração, cuja correção geralmente é muito dispendiosa. A fiscalização deverá verificar, entre outros, os seguintes aspectos:

  • a Anotação de Responsabilidade Técnica do responsável técnico     pela execução, caso esta etapa da obra esteja sendo executada por empresa especializada;
  • a observância das instruções e catálogos dos fabricantes dos materiais de impermeabilização;
  • a limpeza das superfícies a impermeabilizar;
  • a proteção da pintura impermeabilizante e testes de estanqueidade;
  • a concordância da camada de regularização junto a saliências, soleiras, canteiros, jardineiras, paredes e outros pontos notáveis das áreas a serem impermeabilizadas;
  • a colocação das mantas ou pinturas impermeabilizantes com o número de camadas especificadas;
  • o recobrimento das emendas das mantas e pintura impermeabilizantes, conforme instruções do fabricante;
  • a colocação de golas ou bocais nos ralos;
  • o prolongamento da impermeabilização em relação a saliências, soleiras, canteiros, paredes e outros pontos notáveis da área impermeabilizada;
  • a proteção da área impermeabilizada após a inspeção e teste de     estanqueidade;
  • a interdição para trânsito das áreas impermeabilizadas, sendo liberadas somente após a conclusão da proteção da camada impermeabilizante;
  • os ensaios de laboratório dos materiais, quando exigidos nas especificações;
  • a recuperação prévia de falhas de concretagem.

 

Nos reservatórios, deve-ser observar:

  • a vedação das juntas das tubulações;
  • a limpeza das paredes;
  • se a camada impermeabilizante foi efetuada somente em superfícies isentas de umidade.

Nos pisos de banheiros, cozinhas e áreas de serviço, deve-se atentar

  • a recuperação de vazios, rasgos ou furos;
  • a proteção da pintura impermeabilizante e testes de estanqueidade.
  • Nas varandas, terraços e calhas, deve-se observar:
  • o traço da argamassa da camada de regularização;
  • as juntas de dilatação e de movimento da camada de regularização;
  • as linhas de caimento da camada de regularização;
  • a vedação das juntas dos ralos e condutores de águas pluviais;
  • o tratamento e a colocação do material indicado nas especificações e projetos, para as juntas de dilatação da estrutura de concreto.
  • No serviço de impermeabilização com manta asfáltica com dupla camada, após realizar o teste de estanqueidade, deve ser executada a proteção mecânica.
  • Ao aplicar a impermeabilização rígida com argamassa impermeável, coloca-se água ( após a cura) e deixa por 72 horas ( 3 dias) para observar se ocorreu algum possível vazamento.
  • Na execução de impermeabilização rígida com argamassa modificada com polímero, a espessura da argamassa modificada com polímero deve ser no mínimo de 1,0 cm.
  • Na impermeabilização com manta asfáltica, as camadas de manta asfáltica devem ser sobrepostas pelo menos 10 cm.
  • As mantas asfálticas ou elastoméricas são produtos impermeabilizantes recomendados para coberturas não transitáveis ou transitáveis unicamente por pedestres.

A impermeabilização é um fator que contribui para o retardo do endurecimento do concreto. Endurecimento refere-se ao aumento de resistência de uma pasta de cimento após a pega. A pega refere-se à mudança do estado fluido para um estado rígido. Neste processo, o concreto perde água, portanto a impermeabilização dificulta o endurecimento do cimento.

Deixe um comentário

avatar
  Subscribe  
Notify of