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Diplomacia

O primeiro CACD da história

By 18 de março de 2019 No Comments

O Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) é certamente um dos concursos mais tradicionais do serviço público brasileiro. Além disso, também deve ser um dos certames com mais edições realizadas.

Para entender mais sobre o concurso, vamos explorar o seu histórico e o seu significado. Primeiro, é importante entender que o CACD é mais do que um concurso que seleciona novos servidores públicos. Antes disso, como se fosse um vestibular universitário, ele seleciona pessoas para ingressarem no Instituto Rio Branco (IRBr), a escola de formação de diplomatas do serviço exterior brasileiro.

O IRBr foi fundado em 1945, como parte das comemorações do centenário de nascimento do Barão do Rio Branco (patrono da diplomacia brasileira). O instituto nasceu com a finalidade de conduzir os processos de seleção e preparação de novos diplomatas do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

A primeira seleção para diplomata organizada pelo IRBr ocorreu no ano seguinte, em 1946. Desde então, ocorrem novas seleções anualmente, alguns anos até mesmo com mais de uma edição.

No entanto, nos primeiros 50 anos, a seleção era feita com o objetivo de permitir o ingresso no “Curso de Preparação à Carreira de Diplomata” (CPCD). Durante o curso, eram fornecidas apenas bolsas de estudos aos participantes. Logo, a seleção não promovia diretamente admissão no quadro de pessoal do MRE.

Essa opção decorria da carência de faculdades no Brasil. Não havia sequer requisito de diploma de ensino superior para ingresso no CPCD. Em alguns casos, porém, realizou-se a seleção direta para a carreira de diplomata, sem passagem por curso de formação.

“Durante as primeiras cinco décadas de existência, período que coincide com a vigência do CPCD, o instituto promoveu apenas sete concursos ditos “diretos”, sem a exigência de frequentar o CPCD. Foram os concursos de 1954, 1955, 1962, 1967, 1975, 1977 e 1978.” ²

Somente em 1995, por meio de uma reforma administrativa, o CPCD foi extinguido. Em seu lugar, foi criado o “Programa de Formação e Aperfeiçoamento – Primeira Fase” (PROFA-I). E, como método de seleção para o PROFA-I, foi determinada a realização de concurso de provas ou provas e títulos. Nascia o CACD.

Na brincadeira de siglas, apenas trocava-se a letra “P” de “preparação” (do CPCD) pela letra “A”  de “admissão” (estava criado o CACD). O aparente detalhe nas siglas, porém, revelava uma evolução significativa.

A primeira edição do novo concurso ocorreu em 1996. Desde lá, o CACD ocorre anualmente. Até 2001, a organização do concurso era inteiramente realizada pelo IRBr. A partir de 2002, para dar conta da demanda crescente, o MRE passou a contratar uma instituição organizadora para colaborar com o IRBr. Surgia o “casamento”, até hoje inseparável, entre o Cespe e o IRBr.

Nos últimos anos, novas reformas administrativas provocaram mudanças. O CACD foi mantido, mas ocorreram alterações programáticas no curso preparatório dos diplomatas. Em 2011, o PROFA-I foi substituído pelo “Curso de Formação do Instituto Rio Branco”. Esse, no entanto, durou pouco. Em 2014, foi superado por outro modelo, de nome muito parecido: “Curso de Formação de Diplomatas do Instituto Rio Branco”.

Apesar das reformas, não há praticamente nenhuma novidade para os candidatos. Desde o PROFA-I, os convocados a partir do CACD são admitidos (daí a letra “A” de admissão) na carreira de diplomata, na classe inicial de terceiro secretário. Desse modo, recebem os vencimentos correspondentes durante o curso de formação no IRBr – e não mais a bolsa de estudos, como ocorreu até a extinção do CPCD. Para serem confirmados na carreira, porém, a aprovação no curso é imprescindível.

Até hoje, já foram realizadas 18 edições do CACD com o IRBr e o Cespe cooperando na organização. Graças ao ano de 2003, que contou com a realização de dois concursos, a contagem que se iniciou no ano de 2002 passou a representar os dígitos finais dos respectivos anos. Espera-se, portanto, pela 19ª edição do CACD em 2019.

*Imagem destacada: Luiz Felipe Lampreia e Sebastião do Rego Barros Netto, respectivamente ministro e secretário-geral do MRE, no período de transição entre o CPCD e o CACD (foto: MRE/Flickr).

 

A diplomacia na Máquina de Aprovação

É o momento de avaliar suas chances de conquistar uma vaga na segunda fase e planejar seus estudos adequadamente. Seguir as orientações dos vídeos instrutivos e das ferramentas da Máquina de Aprovação é a melhor forma de caminhar rumo à aprovação, sem desvios.

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