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Diplomacia

O primeiro CACD da história

By 18 de março de 2019 No Comments

Luiz Felipe Lampreia e Sebastião do Rego Barros Netto, respectivamente ministro e secretário-geral do MRE, na transição entre CPCD e CACD (MRE/Flickr).

O vestibular da diplomacia

O Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), realizado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), é certamente um dos concursos mais tradicionais do serviço público brasileiro. Além disso, também deve ser um dos certames com mais edições realizadas.

Para entender mais sobre o concurso, vamos explorar o seu histórico e o seu significado. Primeiro, é importante entender que o CACD é mais do que um concurso que seleciona novos funcionários. Antes disso, como se fosse um vestibular universitário, ele seleciona pessoas para ingressarem no Instituto Rio Branco (IRBr), a escola de formação de diplomatas do MRE.

O Instituto Rio Branco

O IRBr foi fundado em 1945, como parte das comemorações do centenário de nascimento do Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira. O instituto nasceu com a finalidade de conduzir os processos de seleção e a preparação de novos diplomatas.

A primeira seleção organizada pelo IRBr ocorreu no ano seguinte ao de sua fundação. Desde então, novas seleções são realizadas todos os anos. Excepcionalmente, alguns anos tiveram mais de uma seleção, conforme aponta o anuário do IRBr.

Do CPCD ao CACD

No entanto, nos primeiros 50 anos, a seleção era feita com o objetivo de permitir o ingresso no Curso de Preparação à Carreira de Diplomata (CPCD). Durante o curso, eram fornecidas apenas bolsas de estudos aos participantes. Portanto, não havia admissão no quadro de diplomatas do MRE antes de concluir o curso.

Essa opção decorria da carência de faculdades no Brasil. Não havia sequer requisito de diploma de ensino superior para ingresso no CPCD. Entendia-se que era necessário treinar e selecionar os interessados por meio de um curso específico.

Em alguns casos, porém, realizou-se a seleção direta para a carreira de diplomata, sem passagem por curso de formação.

“Durante as primeiras cinco décadas de existência, período que coincide com a vigência do CPCD, o instituto promoveu apenas sete concursos ditos “diretos”, sem a exigência de frequentar o CPCD. Foram os concursos de 1954, 1955, 1962, 1967, 1975, 1977 e 1978.” (Breve história do CPCD e do CACD – IRBr/site).

Extinção do CPCD

Somente em 1995, por meio de uma reforma administrativa, o CPCD foi extinguido. Em seu lugar, foi criado o “Programa de Formação e Aperfeiçoamento – Primeira Fase” (PROFA-I). E, como método de seleção para o PROFA-I, foi determinada a realização de concurso de provas ou provas e títulos, nos moldes da legislação pós Constituição Federal de 1988. Nascia o CACD.

Na brincadeira de siglas, apenas trocava-se a letra “P” de “preparação” (do CPCD) pela letra “A”  de “admissão” (estava criado o CACD). O aparente detalhe nas siglas, porém, revelava uma evolução significativa.

O primeiro CACD da história

A primeira edição do novo concurso ocorreu em 1996. Desde lá, assim como as seleções para o CPCD, o CACD também ocorre anualmente.

Até 2001, a organização do concurso era inteiramente realizada pelo IRBr. A partir de 2002, para dar conta da demanda crescente, o IRBr passou a contratar uma instituição organizadora de concursos para colaborar na realização dos certames.

Surgia o “casamento”, até hoje inseparável, entre Cespe e IRBr.

Nos últimos anos, novas reformas administrativas provocaram mudanças. O CACD foi mantido, mas ocorreram alterações programáticas no curso preparatório dos diplomatas. Em 2011, o PROFA-I foi substituído pelo “Curso de Formação do IRBr”. Esse, no entanto, durou pouco. Em 2014, foi superado por outro modelo, de nome muito parecido: “Curso de Formação de Diplomatas do IRBr” (CFD).

Apesar das reformas, não há praticamente nenhuma novidade para os candidatos. Desde o PROFA-I, os convocados a partir do CACD são admitidos (daí a letra “A” de admissão) na carreira de diplomata, na classe inicial de terceiro-secretário.

Desse modo, recebem os vencimentos correspondentes ao cargo durante o CFD e não mais a bolsa de estudos, como ocorreu até a extinção do CPCD. Para serem confirmados na carreira, porém, a aprovação no curso é imprescindível.

19ª edição do CACD com o Cespe, em 2019

Até hoje, já foram realizadas 18 edições do CACD na parceria IRBr-Cespe.

Graças ao ano de 2003, que contou com a realização de dois concursos, a contagem que se iniciou no ano de 2002 passou a representar os dígitos finais dos respectivos anos. Espera-se, portanto, pela 19ª edição do CACD com o Cespe em 2019.

A diplomacia na Máquina de Aprovação

É o momento de avaliar suas chances de conquistar uma vaga na segunda fase e planejar seus estudos adequadamente. Seguir as orientações dos vídeos instrutivos e das ferramentas da Máquina de Aprovação é a melhor forma de caminhar rumo à aprovação, sem desvios.

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