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Diplomacia

Quantas vezes os aprovados de 2018 foram reprovados no CACD?

By 22 de março de 2019 No Comments

Palácio dos Arcos ou Palácio Itamaraty (MRE/Flickr).

26 vagas no CACD 2018, 19 para ampla concorrência

No Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) de 2018, foram disponibilizadas 26 vagas para novos diplomatas. Dessas, 19 foram dedicadas a ampla concorrência, conforme as normas do edital nº 1, de 26 de junho de 2018.

A lista do resultado final do concurso, contendo os nomes dos candidatos em ordem de classificação, foi divulgada no edital nº 13, de 14 de dezembro de 2018. A divulgação ocorreu de 171 dias depois abertura do concurso (confira o post Quanto tempo dura um CACD?).

Os aprovados e as listas anteriores

Após um longo trabalho de coleta e organização de dados, cruzamos os nomes presentes na lista final de 2018, somente dos 19 aprovados dentro do número de vagas para ampla concorrência, com os nomes de todas as listas de resultado da 1ª fase, desde 2003, disponíveis na páginas páginas do Cebraspe.

O resultado é muito interessante.

Excluímos os nomes dos candidatos e mantivemos apenas os números de inscrição no CACD de 2018.

Percebe-se que 100% dos candidatos classificados dentro do número de vagas a ampla concorrência em 2018 haviam logrado êxito na 1ª fase do concurso de 2017.

Boa parte deles (16) também teve sucesso na 1ª fase de 2016.

Uma parte menor (6) também figurou na lista de 1ª fase de 2015.

Apenas um candidato apareceu na lista de 2014.

E nenhum candidato nas listas de 2013 ou anteriores.

É importante ressaltar que em 2015, 2014 e 2013, as listas de aprovados da 1ª fase contaram com número reduzido de nomes. Foram divulgados somente os nomes dos convocados para 2ª fase, aproximadamente 200 candidatos em 2015  e 100 candidatos em 2014 e 2013. Logo, é possível que mais candidatos de 2018 tivessem figurado nas listas anteriores, caso fossem divulgados os nomes de todos os aprovados, como em 2017 e 2016.

Isso também não exclui as possibilidades de candidatos que: (i) não tenham conseguido superar a nota mínima, por isso não foram aprovados e consequentemente não figuraram nas listas; e (ii) tenham mudado de nome por alguma razão, por exemplo, casamento.

Interior do Palácio Itamaraty (MRE/Flickr).

Persistência e ajustes

A grande quantidade de “reprovações” anteriores dos novos diplomatas demonstra a insistência que candidatos têm no CACD. Um concurso regular, com poucas vagas, permite essa abordagem.

Aos que decidem enfrentar esse exame, cabe investir na preparação e acumular forças para a jornada, que pode ser longa.

No entanto, o primeiro ponto fundamental em uma boa estratégia de estudos é “saber onde está”. Figurar em listas de aprovados é um bom diagnóstico e quem passa por isso pode levar vantagem da experiência.

O juiz federal e professor William Douglas, o “guru dos concursos”, vive repetindo seu mantra: “concurso não se faz para passar, mas até passar”. A boa notícia para o cacdista é que “passar” pode acontecer todos os anos.

A plataforma de Diplomacia, da Máquina de Aprovação, é a melhor ferramenta disponível para sistematizar os estudos e fazer correções de percurso, para uma jornada mais curta.

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