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Engenharia

Instalações Hidráulicas

By 7 de janeiro de 2019 No Comments

Esta aula tem como objetivo descrever os conceitos mais importantes concernentes a Instalações Hidráulicas para concursos de engenharia civil. O material é baseado na NBR 5626/98 e nos resumos preparados para consolidação do conhecimento da matéria ao longo dos anos.

Considerações Iniciais

A instalação predial de água fria, abastecida pelo sistema público de águas, é em grande parte dos casos um subsistema de um sistema maior, composto também pelas instalações prediais de água quente e de combate a incêndio.

Os edifícios construídos em zonas servidas por sistema de abastecimento público deverão ligar-se obrigatoriamente a este sistema. Na ausência de redes públicas são admitidas soluções individuais de abastecimento de água, mas a instalação hidráulica predial ligada à rede pública não poderá ser também alimentada por outras fontes.

A instalação predial de água fria, abastecida pelo sistema público de águas, é em grande parte dos casos um subsistema de um sistema maior, composto também pelas instalações prediais de água quente e de combate a incêndio.

As instalações prediais de água fria devem ser projetadas de modo que, durante a vida útil do edifício que as contém, atendam aos seguintes requisitos:

  • preservar a potabilidade da água;
  • garantir o fornecimento de água de forma contínua, em quantidade adequada e com pressões e velocidades compatíveis com o perfeito funcionamento dos aparelhos sanitários, peças de utilização e demais componentes;
  • promover economia de água e de energia;
  • possibilitar manutenção fácil e econômica;
  • evitar níveis de ruído inadequados à ocupação do ambiente;
  • proporcionar conforto aos usuários, prevendo peças de utilização adequadamente localizadas, de fácil operação, com vazões satisfatórias e atendendo as demais exigências do usuário.

A corrosão dos materiais metálicos e a degradação dos materiais plásticos são fenômenos particularmente importantes a serem considerados, desde a fase de escolha de componentes até a fase de utilização da instalação predial de água fria. São fenômenos complexos para os quais contribuem fatores de diversa natureza.

Assim, as instalações prediais de água fria devem ser projetadas, executadas e usadas de modo a evitar ou minimizar problemas de corrosão ou degradação.

Os serviços devem ser executados por profissionais habilitados e com ferramentas apropriadas. Não se deve concretar tubulações dentro de colunas, pilares, vigas ou outros elementos estruturais, entretanto é permitido somente passagens.

As tubulações aparentes deverão ser convenientemente fixadas por braçadeiras ou tirantes, para evitar deslocamentos que possam comprometer a sua integridade.

A colocação de tubos de ponta e bolsa será feito de jusante para montante, com as bolsas voltadas para o ponto mais alto. Esse procedimento é realizado para minimizar os vazamentos.

A norma exige um cobrimento mínimo para tubulações enterradas no solo:

  • 0,30m em local sem tráfego de veículo.
  • 0,50m em local com tráfego leve.
  • 0,70m em local com tráfego pesado.

O ramal predial é a tubulação compreendida entre a rede pública de abastecimento de água e a extremidade a montante do alimentador predial ou de rede predial de distribuição. O ponto onde termina o ramal predial deve ser definido pela concessionária. Deve ser executado pela concessionária até uma distância máxima de 15 metros.

A aquisição e montagem do padrão de ligação de água são feitas pelo usuário. Os custos da extensão adicional relativos às distâncias maiores poderão ser cobrados do usuário. Os prazos de ligação são de quatro dias para a vistoria e de seis para a ligação.

O alimentador predial é a tubulação que liga a fonte de abastecimento a um reservatório de água de uso doméstico.

Os reservatórios são unidades hidráulicas de acumulação e passagem de água com a finalidade de armazenar água e de regular a pressão. Nenhum edifício será abastecido diretamente pela rede pública.

Para edifícios cujo reservatório superior estiver a mais de 7 metros acima do nível da rua é necessária a construção de um reservatório inferior, que será alimentado diretamente pela rede pública. A água será recalcada para os reservatórios superiores, de onde será feita a distribuição. São condições para o reservatório inferior:

  • Não é permitido enterrar o reservatório
  • Paredes lisas e tampa removíveis e cantos abaulados.
  • Ter fundo inclinado para a tubulação de limpeza
  • Capacidade maior que 60% do total
  • Localizado em posição de fácil acesso
  • Existência de áreas destinadas ao conjunto bomba-motor
  • Facilidade de constatação de fugas e vazamentos
  • Já para o reservatório superior, são exigidos:
  • Não possa servir de ponto de drenagem de águas residuais ou estagnadas em sua volta
  • Tampa de cobertura deve ser impermeabilizada
  • Entrada deve possuir bóia e registro de gaveta
  • Descarga livre e controle de nível por automático
  • Não se permitirá a utilização do forro como fundo do reservatório
  • Fundo do reservatório ao forro = 60 cm

O barrilete é a tubulação que se origina no reservatório e da qual derivam as colunas de distribuição, quando o tipo de abastecimento é indireto. No caso de tipo de abastecimento direto, pode ser considerado como a tubulação diretamente ligada ao ramal predial ou diretamente ligada à fonte de abastecimento particular.

A coluna de distribuição é a tubulação derivada do barrilete e destinada a alimentar ramais. O ramal é a tubulação derivada da coluna de distribuição destinada a alimentar os sub-ramais. O sub-ramal é a tubulação que liga o ramal ao ponto de utilização.

Outros componentes importantes das instalações prediais são os registros, que podem ser de fechamento e de utilização. Todos os registros devem ser colocados a uma altura de 1,80 m do piso.

O registro de fechamento é o componente instalado na tubulação e destinado a interromper a passagem da água. Deve ser usado totalmente fechado ou totalmente aberto. Geralmente, empregam-se registros de gaveta ou registros de esfera. Em ambos os casos, o registro deve apresentar seção de passagem da água com área igual à da seção interna da tubulação onde está instalado.

O registro de utilização é componente instalado na tubulação e destinado a controlar a vazão da água utilizada. Geralmente empregam-se registros de pressão ou válvula-globo em sub-ramais.

Antes de utilizar as instalações hidráulicas, mostra-se necessário proceder um teste de prova de pressão. As canalizações de água serão submetidas à prova de pressão hidrostática antes do revestimento emboço e reboco. Na prática enche-se a tubulação, fechando todas as torneiras com “bujão” por dois dias a fim de verificar a existência ou não de vazamento. Neste procedimento, aplica-se uma pressão de 1,5 vezes a pressão no projeto.

Uma limpeza inicial é sempre necessária consiste na remoção de materiais e substâncias eventualmente remanescentes nas diversas partes da instalação predial de água fria e na subsequente lavagem através do escoamento de água potável pela instalação. Deve ser realizada, após a conclusão da execução, inclusive inspeção, ensaios e eventuais reparos.

Abaixo uma instalação típica de água fria com seus principais componentes:

Nos projetos hidráulicos, devem se seguir a seguinte rotina para dimensionamento das tubulações:

  • Preparar o esquema isométrico da rede e numerar sequencialmente cada nó ou ponto de utilização desde o reservatório ou desde a entrada do cavalete.
  • Determinar a soma dos pesos relativos de cada trecho
  • Calcular para cada trecho a vazão estimada, em l/s
  • Partindo da origem de montante da rede, selecionar o diâmetro interno da tubulação de cada trecho, considerando que a velocidade da água não deva ser superior a 3 m/s. Registrar o valor da velocidade e o valor da perda de carga unitária de cada trecho.
  • Determinar a diferença de cotas entre a entrada e a saída de cada trecho, considerando positiva quando a entrada tem cota superior à da saída e negativa em caso contrário.
  • Determinar a pressão disponível na saída de cada trecho, somando ou subtraindo à pressão residual na sua entrada o valor do produto da diferença de cota pelo peso específico da água (10 kN/m³).
  • Medir o comprimento real do tubo que compõe cada trecho considerado
  • Determinar o comprimento equivalente de cada trecho somando ao comprimento real os comprimentos equivalentes das conexões
  • Determinar a perda de carga de cada trecho
  • Determinar a perda de carga provocada por registros e outras singularidades dos Trechos
  • Obter a perda de carga total de cada trechos
  • Determinar a pressão disponível residual na saída de cada trecho, subtraindo a perda de carga total da pressão disponível.
  • Se a pressão residual for menor que a pressão requerida no ponto de utilização, ou se a pressão for negativa, repetir os passos, selecionando um diâmetro interno maior para a tubulação de cada trecho.

As instalações hidráulicas sob pressão são constituídas por tubulações, acessórios de natureza diversa (válvulas, curvas ou conexões em geral), além de, eventualmente, uma máquina hidráulica. Esses acessórios provocam, localizadamente, a alteração do módulo ou direção da velocidade média do fluxo e da pressão.

Nos projetos de redes de distribuição de água, com tubulações de diâmetros e comprimentos relativamente grandes, as perdas de carga por atrito não costumam ser desprezadas em relação às perdas localizadas

Denomina-se perda de carga de um sistema, o atrito causado pela resistência da parede interna do tubo quando da passagem do fluido pela mesma. As perdas de carga classificam-se em:

  • CONTÍNUAS: Causadas pelo movimento da água ao longo da tubulação. É uniforme em qualquer trecho da tubulação (desde que de mesmo diâmetro), independente da posição do mesmo.
  • LOCALIZADAS: Causadas pelo movimento da água nas paredes internas e emendas das conexões e acessórios da instalação, sendo maiores quando localizadas nos pontos de mudança de direção do fluxo. Estas perdas não são uniformes, mesmo que as conexões e acessórios possuam o mesmo diâmetro

A Camisa é uma disposição construtiva na parede ou piso de um edifício, destinada a proteger e/ou permitir livre movimentação à tubulação que passa no seu interior.

A conexão cruzada é qualquer ligação física através de peça, dispositivo ou outro arranjo que conecte duas tubulações das quais uma conduz água potável e a outra água de qualidade desconhecida ou não potável.

Através dessa ligação a água pode escoar de uma para outra tubulação, sendo o sentido de escoamento dependente do diferencial de pressão entre as duas tubulações. A definição também se aplica à ligação física que se estabelece entre a água contida em uma tubulação da instalação predial de água fria e a água servida contida em um aparelho sanitário ou qualquer outro recipiente que esteja sendo utilizado.

A fonte de abastecimento é o sistema destinado a fornecer água para a instalação predial de água fria. Pode ser a rede pública da concessionária ou qualquer sistema particular de fornecimento de água. No caso da rede pública, considera-se que a fonte de abastecimento é a extremidade a jusante do ramal predial.

A galeria de serviços é o espaço fechado, semelhante a um duto, mas de dimensões tais que permitam o acesso de pessoas ao seu interior através de portas ou aberturas de visita. Nele são instalados tubulações, componentes em geral e outros tipos de instalações.

A instalação elevatória é um sistema destinado a elevar a pressão da água em uma instalação predial de água fria, quando a pressão disponível na fonte de abastecimento for insuficiente, para abastecimento do tipo direto, ou para suprimento do reservatório elevado no caso de abastecimento do tipo indireto. Inclui também o caso onde um equipamento é usado para elevar a pressão em pontos de utilização localizados.

O nível de transbordamento é o nível do plano horizontal que passa pela borda do reservatório, aparelho sanitário ou outro componente. No caso de haver extravasor associado ao componente, o nível é aquele do plano horizontal que passa pelo nível inferior do extravasor.

O refluxo de água consiste no escoamento de água ou outros líquidos e substâncias, proveniente de qualquer outra fonte, que não a fonte de abastecimento prevista, para o interior da tubulação destinada a conduzir água desta fonte. Incluem-se, neste caso, a retrossifonagem, bem como outros tipos de refluxo como, por exemplo, aquele que se estabelece através do mecanismo de vasos comunicantes.

A retrossifonagem é o refluxo de água usada, proveniente de um reservatório, aparelho sanitário ou de qualquer outro recipiente, para o interior de uma tubulação, devido à sua pressão ser inferior à atmosférica.

A tubulação de aviso é destinada a alertar os usuários que o nível da água no interior do reservatório alcançou um nível superior ao máximo previsto. Deve ser dirigida para desaguar em local habitualmente observável.

A tubulação de extravasão é destinada a escoar o eventual excesso de água de reservatórios onde foi superado o nível de transbordamento.

A tubulação compreendida entre o orifício de saída da bomba e o ponto de descarga no reservatório de distribuição é denominada de RECALQUE.

Adotam-se materiais metálicos (aço-carbono galvanizado, cobre, chumbo (não deve ser utilizado nas instalações prediais de água fria), ferro fundido galvanizado (conexões), liga de cobre (conexões), materiais plásticos (poliéster reforçado com fibra de vidro, polipropileno, PVC rígido), cimento amianto ou fibrocimento (reservatórios), concreto (reservatórios).

A instalação predial de água fria abastecida com água não potável deve ser totalmente independente daquela destinada ao uso da água potável, ou seja, deve- se evitar a conexão cruzada. A água não potável pode ser utilizada para limpeza de bacias sanitárias e mictórios, para combate a incêndios e para outros usos onde o requisito de potabilidade não se faça necessário.

No projeto do alimentador predial deve-se considerar o valor máximo da pressão da água proveniente da fonte de abastecimento.

O alimentador predial deve ser dotado, na sua extremidade a jusante, de torneira de bóia ou outro componente que cumpra a mesma função. Tendo em vista a facilidade de operação do reservatório, recomenda-se que um registro de fechamento seja instalado fora dele, para permitir sua manobra sem necessidade de remover a tampa.

O alimentador predial pode ser aparente, enterrado, embutido ou recoberto. No caso de ser enterrado, deve-se observar uma distância mínima horizontal de 3,0 m de qualquer fonte potencialmente poluidora, como fossas negras, sumidouros, valas de infiltração. No caso de ser instalado na mesma vala que tubulações enterradas de esgoto, o alimentador predial deve apresentar sua geratriz inferior 30 cm acima da geratriz superior das tubulações de esgoto.

Quando enterrado, recomenda-se que o alimentador predial seja posicionado acima do nível do lençol freático para diminuir o risco de contaminação da instalação predial de água fria em uma circunstância acidental de não estanqueidade da tubulação e de pressão negativa no alimentador predial.

Em princípio um reservatório para água potável não deve ser apoiado no solo, ou ser enterrado total ou parcialmente, tendo em vista o risco de contaminação proveniente do solo, face à permeabilidade das paredes do reservatório ou qualquer falha que implique a perda da estanqueidade.

Nos casos em que tal exigência seja impossível de ser atendida, o reservatório deve ser executado dentro de compartimento próprio, que permita operações de inspeção e manutenção, devendo haver um afastamento, mínimo, de 60 cm entre as faces externas do reservatório (laterais, fundo e cobertura) e as faces internas do compartimento.

O compartimento deve ser dotado de drenagem por gravidade, ou bombeamento, sendo que, neste caso, a bomba hidráulica deve ser instalada em poço adequado e dotada de sistema elétrico que adverte em casos de falha no funcionamento na bomba.

O volume de água reservado para uso doméstico deve ser, no mínimo, o necessário para 24 h de consumo normal no edifício, sem considerar o volume de água para combate a incêndio. No caso de residência de pequeno tamanho, recomenda- se que a reserva mínima seja de 500 L.

Reservatórios de maior capacidade devem ser divididos em dois ou mais compartimentos para permitir operações de manutenção sem que haja interrupção na distribuição de água. São excetuadas desta exigência as residências unifamiliares isoladas.

Devem ser tomadas medidas no sentido de evitar os efeitos da formação do vórtice na entrada das tubulações. Na entrada da tubulação de sucção, deve ser insta-lado um dispositivo de proteção contra ingresso de eventuais objetos (crivo simples ou válvula de pé com crivo).

O posicionamento relativo entre entrada e saída de água deve evitar o risco de ocorrência de zonas de estagnação dentro do reservatório. Assim, no caso de um reservatório muito comprido, recomenda-se posicionar a entrada e a saída em lados opostos relativamente à dimensão predominante. Nos reservatórios em que há reserva de água para outras finalidades, como é o caso de reserva para combate a incêndios, deve haver especial cuidado com esta exigência.

A extremidade da tomada de água no reservatório deve ser elevada em relação ao fundo deste reservatório para evitar a entrada de resíduos eventualmente existentes na rede predial de distribuição. A altura dessa extremidade, em relação ao fundo do reservatório, deve ser relacionada com o diâmetro da tubulação de tomada e com a forma de limpeza que será adotada ao longo da vida do reservatório. Em reservatório de pequena capacidade (por exemplo: para casas unifamiliares, pequenos edifícios comerciais, etc.) e de fundo plano e liso, recomenda-se uma altura mínima de 2 cm. No caso específico de reservatório de fibrocimento (cimento-amianto), a NBR 5649 dispõe que a tomada de água esteja 3 cm acima da região mais profunda do reservatório.

Para facilitar as operações de manutenção, que exigem a interrupção da entrada de água no reservatório, recomenda-se que seja instalado na tubulação de alimentação, externamente ao reservatório, um registro de fechamento ou outro dispositivo ou componente que cumpra a mesma função.

Considerando-se as faixas de pressão previstas na tubulação que abastece o reservatório, recomenda- se que o nível máximo da superfície livre da água, no interior do reservatório, seja situado abaixo do nível da geratriz inferior da tubulação de extravasão ou de aviso.

Em instalações prediais de água quente, onde o aquecimento é feito por aquecedor alimentado por tubulação que se liga ao reservatório, independentemente das tubulações da rede predial de distribuição, a tomada de água da tubulação que alimenta o aquecedor deve se posicionar em nível acima das tomadas de água fria, como meio de evitar o risco de queimaduras na eventualidade de falha no abastecimento.

Em todos os reservatórios devem ser instaladas tubulações que atendam às seguintes necessidades:

  • aviso aos usuários de que a torneira de bóia ou dispositivo de interrupção do abastecimento do reservatório, apresenta falha, ocorrendo, como conseqüência, a elevação da superfície da água acima do nível máximo previsto;
  • extravasão do volume de água em excesso do interior do reservatório, para impedir a ocorrência de transbordamento ou a inutilização do dispositivo de prevenção ao refluxo previsto, devido à falha na torneira de bóia ou no dispositivo de interrupção do abastecimento;
  • limpeza do reservatório, para permitir o seu esvaziamento completo, sempre que necessário.

As tubulações de aviso, extravasão e limpeza devem ser construídas de material rígido e resistente à corrosão. Tubos flexíveis (como mangueiras) não devem ser utilizados, mesmo em trechos de tubulação. Os trechos horizontais devem ter declividade adequada para desempenho eficiente de sua função e o completo escoamento da água do seu interior.

A superfície do fundo do reservatório deve ter uma ligeira declividade no sentido da entrada da tubulação de limpeza, de modo a facilitar o escoamento da água e a remoção de detritos remanescentes. Na tubulação de limpeza, em posição de fácil acesso e operação, deve haver um registro de fechamento. A descarga da água da tubulação de limpeza deve se dar em local que não provoque transtornos às atividades dos usuários.

Toda a tubulação de aviso deve descarregar imediatamente após a água alcançar o nível de extravasão no reservatório. A água deve ser descarregada em local facilmente observável. Em nenhum caso a tubulação de aviso pode ter diâmetro interno menor que 19 mm.

Quando uma tubulação de extravasão for usada no reservatório, seu diâmetro interno deve ser dimensionado de forma a escoar o volume de água em excesso. Em reservatório de pequena capacidade (por exemplo: para casas unifamiliares, pequenos edifícios comerciais, etc.), recomenda-se que o diâmetro da tubulação de extravasão seja maior que o da tubulação de alimentação.

A tubulação de aviso deve ser conectada à tubulação de extravasão em seu trecho horizontal e em ponto situado a montante da eventual interligação com a tubulação de limpeza, para que o aviso não possa escoar água suja e com partículas em suspensão provenientes da limpeza do reservatório, evitando-se, desta forma, o entupimento da tubulação de aviso (geralmente de diâmetro nominal reduzido como DN 20), bem como o despejo de sujeira prejudicial aos ambientes próprios para o deságüe de aviso.

Uma instalação elevatória consiste no bombeamento de água de um reservatório inferior para um reservatório superior ou para um reservatório hidropneumático. Na definição do tipo de instalação elevatória e na localização dos reservatórios e bombas hidráulicas, deve-se considerar o uso mais eficaz da pressão disponível, tendo em vista a conservação de energia.

As instalações elevatórias devem possuir no mínimo duas unidades de elevação de pressão, independentes, com vistas a garantir o abastecimento de água no caso de falha de uma das unidades.

Nas instalações elevatórias por recalque de água, recomenda-se a utilização de comando liga/desliga automático, condicionado ao nível de água nos reservatórios. Neste caso, este comando deve permitir também o acionamento manual para operações de manutenção.

Recomenda-se que as tubulações horizontais sejam instaladas com uma leve declividade, tendo em vista reduzir o risco de formação de bolhas de ar no seu interior. Pela mesma razão, elas devem ser instaladas livres de calços e guias que possam provocar ondulações localizadas.

Onde possível, a tubulação deve ser instalada com declive em relação ao fluxo da água, com o ponto mais alto na saída da rede de distribuição do reservatório elevado. Onde inevitável a instalação de trechos em aclive, em relação ao fluxo, os pontos mais altos devem ser, preferencialmente, nas peças de utilização ou providos de dispositivos próprios para a eliminação do ar (ventosas ou outros meios), instalados em local apropriado.

Para possibilitar a manutenção de qualquer parte da rede predial de distribuição, dentro de um nível de conforto previamente estabelecido e considerados os custos de implantação e operação da instalação predial de água fria, deve ser prevista a instalação de registros de fechamento, ou de outros componentes ou de dispositivos que cumpram a mesma função. Particularmente, recomenda-se o emprego de registros de fechamento:

  • no barrilete, posicionado no trecho que alimenta o próprio barrilete;
  • na coluna de distribuição, posicionado a montante do primeiro ramal;
  • no ramal, posicionado a montante do primeiro sub- ramal.

A instalação predial de água fria deve ser dimensionada de modo que a vazão de projeto estabelecida na tabela a seguir seja disponível no respectivo ponto de utilização, se apenas tal ponto estiver em uso. Recomenda-se os seguintes diâmetros mínimos e Vazão de projeto:

Nos pontos de suprimento de reservatórios, a vazão de projeto pode ser determinada dividindo-se a capacidade do reservatório pelo tempo de enchimento. No caso de edifícios com pequenos reservatórios individualizados, como é o caso de residências unifamiliares, o tempo de enchimento deve ser menor do que 1 h. No caso de grandes reservatórios, o tempo de enchimento pode ser de até 6 h, dependendo do tipo de edifício.

Em condições dinâmicas (com escoamento), a pressão da água nos pontos de utilização deve ser estabelecida de modo a garantir a vazão de projeto indicada na tabela a seguir e o bom funcionamento da peça de utilização e de aparelho sanitário. Em qualquer caso, a pressão não deve ser inferior a 10 kPa, com exceção do ponto da caixa de descarga onde a pressão pode ser menor do que este valor, até um mínimo de 5 kPa, e do ponto da válvula de descarga para bacia sanitária onde a pressão não deve ser inferior a 15 kPa.

Em qualquer ponto da rede predial de distribuição, a pressão da água em condições dinâmicas (com escoamento) não deve ser inferior a 5 kPa.

Em condições estáticas (sem escoamento), a pressão da água em qualquer ponto de utilização da rede predial de distribuição não deve ser superior a 400 kPa.

A ocorrência de sobrepressões devidas a transientes hidráulicos deve ser considerada no dimensionamento das tubulações. Tais sobrepressões são admitidas, desde que não superem o valor de 200 kPa.

Tendo em vista resguardar a segurança de fundações e outros elementos estruturais e facilitar a manutenção das tubulações, é recomendável manter um distanciamento mínimo de 0,5 m entre a vala de assentamento e as referidas estruturas.

O acesso ao interior do reservatório, para inspeção e limpeza, deve ser garantido através de abertura com dimensão mínima de 60 cm, em qualquer direção. No caso de reservatório inferior, a abertura deve ser dotada de rebordo com altura mínima de 10 cm para evitar a entrada de água de lavagem de piso e outras.

O espaço em torno do reservatório deve ser suficiente para permitir a realização das atividades de manutenção, bem como de movimentação segura da pessoa encarregada de executá-las. Tais atividades incluem: regulagem da torneira de bóia, manobra de registros, montagem e desmontagem de trechos de tubulações, remoção e disposição da tampa e outras.

Lembrando que recomenda-se observar uma distância mínima de 60 cm (que pode ser reduzida até 45 cm, no caso de reservatório de pequena capacidade até 1 000 L):

  • entre qualquer ponto do reservatório e o eixo de qualquer tubulação próxima, com exceção daquelas diretamente ligadas ao reservatório;
  • entre qualquer ponto do reservatório e qualquer componente utilizado na edificação que possa ser considerado um obstáculo permanente;
  • entre o eixo de qualquer tubulação ligada ao reservatório e qualquer componente utilizado na edificação que possa ser considerado um obstáculo permanente.

Para finalizar o nosso material, seguem alguns aspectos que podem ser cobrados nos certames sobre esse assunto.

De acordo com a Norma de Instalação de Água Quente, a execução das instalações deverá obedecer rigorosamente ao projeto aprovado, bem como algumas precauções deverão ser tomadas quanto às canalizações, como:

  • Não devem absolutamente ter ligações diretas com canalizações de esgotos sanitários.
  • Não podem passar por fossas, poços absorventes, poços de visita, caixas de inspeção e valas.
  • Deve ser considerada sua proteção sempre que houver outras canalizações contíguas (água fria, eletricidade, gás etc.).

Não existe restrição absoluta para enterrar a tubulação de agua quente, desde que observados os requisitos técnicos é viável sua instalação.

Com relação às instalações prediais de água fria, para que somente o sistema de abastecimento direto seja utilizado é preciso que na rede pública exista água continuamente e em pressão adequada.

Segundo a NBR 10844/1989, nas tubulações horizontais enterradas das instalações prediais de águas pluviais, devem ser previstas caixas de areia sempre que houver conexões com outra tubulação, mudança de declividade, mudança de direção e ainda, nos percursos retilíneos, a cada trecho de 20m.

As tubulações da instalação predial de água fria, segundo a ABNT NBR 5626:1998, são dimensionadas para funcionarem como conduto fechado.

Na montagem do orçamento para a construção de um conjunto de prédios (obra repetitiva, tipo conjunto habitacional) de padrão popular, no item referente às instalações hidráulicas, com a análise do custo previsto, é possível a redução do custo e do prazo de execução, com emprego de kits hidráulicos pré-fabricados.

Em instalações de água fria, quando uma válvula, torneira ou outro componente fechado muito rapidamente, o fechamento é algumas vezes acompanhado por um claro ruído originado do fenômeno de transiente de pressão, denominado golpe de aríete.

No projeto de instalação predial de água fria, o cálculo da perda de carga NÃO depende da pressão atmosférica.

Com relação à perda de carga de um fluido ao longo de uma tubulação, é correto afirmar que é proporcional ao quadrado da sua vazão.

Por último e não menos importante tenha em mente a estrutura geral da instalação hidraulica predial de forma visual, identificar os elementos corretamente é reitaradamente muito cobrado.

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