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Engenharia

Obras Rodoviárias – Sinalização

By 8 de março de 2019 No Comments

1. Introdução

A sinalização permanente, composta em especial por sinais em placas e painéis, marcas viárias e dispositivos auxiliares, constitui-se num sistema de dispositivos fixos de controle de tráfego que, ao serem implantados nas rodovias, ordenam, advertem e orientam os seus usuários.

 

2. Classificação dos Dispositivos

Os sinais ou dispositivos de sinalização, em relação a suas funções, podem ser classificados em reguladores, de advertência e de indicação.

a) Dispositivos de Regulamentação

Têm por objetivo notificar o usuário da via pública acerca das limitações, obrigações, proibições e restrições que governam a sua utilização e cuja violação constitui uma infração prevista no Código Nacional de Trânsito. Podem ser subdivididos em:

  • Imposição de regulamentação: proibições, limite de velocidade, de peso, de dimensões;
  • Instrução para adoção de um comportamento: parada, redução de velocidade;
  • Uso específico para certos tipos de veículos, permissão de certos movimentos.
  • Situações especiais: via interrompida, percursos obrigatórios ou preferenciais.

 

b) Dispositivos de Advertência

Os sinais de advertência têm por finalidade advertir a existência de um perigo eminente e a natureza deste. Podem ser subdivididos em:

  • Presença de situações potencialmente perigosas: curvas, intersecções, etc;
  • Mudanças nas características das vias: estreitamento de pista, final de trecho pavimentado, etc;
  • Existência de marcas e obstruções: pouca distância de visibilidade, homens trabalhando na pista,etc;
  • Existência de áreas que requerem atenção especial: escolas, cruzamentos rodoferroviários, áreas escorregadias quando molhadas,etc;
  • Existência de dispositivos reguladores à frente: sinais de parada, zonas de redução de velocidade,etc;
  • Adoção de comportamentos apropriados: tráfego entrando e/ou saindo da via, etc.

 

c) Dispositivos de Indicação

Os sinais de indicação têm por função identificar, orientar, indicar e educar o usuário da via pública, lhes proporcionado as informações que possa necessitar no seu deslocamento. Podem ser subdivididos em:

  • Identificação de vias: nomes, códigos, rotas, etc;
  • Orientação de condutores: destinos, distâncias, etc;
  • Delineamento de vias: margens do pavimento, etc;
  • Fornecimento de informações: limites, acidentes geográficos, serviços, etc.

 

3. Sinalização Vertical

A sinalização vertical, juntamente com a sinalização horizontal e a sinalização mista, constitui o conjunto de comunicação visual e/ou sonoro, através do qual o técnico em Engenharia de Trânsito informa, adverte e regulamenta o uso da rodovia.

a) Características Gerais

Os sinais devem estar corretamente posicionados dentro do campo visual do usuário, ter forma e cores padronizadas, símbolos e mensagens simples e claras, além de letras com tamanho e espaçamento adequados à velocidade de percurso, de modo a facilitar sua percepção, assegurando uma boa legibilidade e, por consequência, uma rápida compreensão de suas mensagens por parte dos usuários. Suas cores devem ser mantidas inalteradas tanto de dia quanto à noite, mediante iluminação ou refletorização.

O posicionamento das placas e painéis depende dos tipos de sinais adiante definidos. Como regra geral para todos os sinais posicionados lateralmente à via deve-se garantir uma pequena deflexão horizontal, entre 3º e 5º (três e cinco graus), em relação à direção ortogonal ao trajeto dos veículos que se aproximam, de forma a evitar reflexos provocados pela incidência de faróis de veículos ou de raios solares sobre a placa.

Adicionalmente, os sinais devem ser inclinados em relação à vertical, em trechos de rampa, para frente ou para trás conforme a rampa seja ascendente ou descendente, de forma a assim melhorar também a refletividade.

Analogamente, os sinais suspensos devem ter os painéis posicionados de maneira a formar um ângulo com a vertical entre 3º e 5º (três e cinco graus), conforme mostrado na figura a seguir:

No tocante a esta padronização de cores, os diferentes sinais são identificados de acordo com sua categoria funcional, por meio de 6 (seis) cores da escala cromática:

  • Sinais de regulamentação – vermelho;
  • Sinais de advertência – amarelo;
  • Sinais de indicação – verde;
  • Sinais de serviços auxiliares – azul;
  • Sinais de educação – branco;
  • Sinais turísticos – marrom.

 

      • Posicionamento Transversal dos Sinais

No tocante ao seu posicionamento transversal, os sinais são colocados normalmente à margem direita da via, dela guardando uma distância segura, porém dentro do cone visual do motorista, e voltados para o fluxo de tráfego, conforme mostrado nas figuras a seguir:

Os sinais de indicação são ainda colocados suspensos em pórticos e semipórticos (bandeiras), em vias com duas ou mais faixas por sentido, de acordo com as seguintes condições:

  • Vias com volume de tráfego próximo da capacidade;
  • Vias com três ou mais faixas em cada sentido;
  • Vias com tráfego de alta velocidade (igual ou superior a 80 km/h);
  • Vias com duas faixas por sentido, com tráfego intenso e alta porcentagem de caminhões;
  • Aproximações de interconexões complexas ou pouco espaçadas entre si;
  • Saídas de vias multifaixas para pistas laterais;
  • Saídas de ramos à esquerda;
  • Segmentos com distância de visibilidade restrita;
  • Segmentos de via sem espaço lateral para colocação de placa.

 

      • Posicionamento Longitudinal dos Sinais

Os sinais têm seu posicionamento ao longo da via condicionado pela distância de visibilidade necessária para sua visualização e leitura, assim como pelos tipos de sinal e de situação que se está sinalizando.

A distância de visibilidade necessária para a visualização do sinal é composta pela distância de percurso na velocidade de operação da via, correspondente ao tempo de percepção e reação, acrescida da distância que vai desde o ponto limite do campo visual do motorista até o sinal.

A tabela a seguir relaciona distâncias de visibilidade para as velocidades de operação comumente consideradas, para um tempo de percepção e reação de 3 segundos.

 

b) Placas de Sinalização

São sinais dispostos em chapas metálicas do tipo zincada especial ou alumínio, com superfície plana, tamanhos e formas apropriadas, pintadas ou recobertas por tintas ou películas refletivas, montadas e fixadas em postes ou estruturas de madeira de lei tratada e pintada ou ainda de ferro galvanizado, cravados no terreno em bases de concreto de forma a manter o conjunto em posição correta e permanente.

      • Placas de Regulamentação

São aquelas cuja finalidade é comunicar aos usuários proibições, restrições e obrigações no uso da via. Com exceção dos sinais de “parada obrigatória” e “dê a preferência”, todos os sinais de regulamentação têm formato circular, com fundo branco, orla e tarjas vermelhas, inscrições e símbolos de cor preta. Uma barra cortando a 45º o diâmetro horizontal indica uma proibição; esta barra oblíqua é eliminada para indicar apenas uma restrição ou obrigação.

      • Placas de Advertência

Têm por finalidade alertar os usuários da via sobre a existência de condições ou locais potencialmente perigosos, indicando sua natureza. São quadradas, posicionadas com a diagonal na direção vertical, com fundo e orla externa na cor amarela e letras, símbolos e orla interna na cor preta. Excetuam-se dessas características a “Cruz de Santo André” e “sentido único/duplo”.

      • Placas de Indicação

Destinam-se a orientar o usuário e a prestar informações de interesse ao longo de seu deslocamento, como identificação de vias, rotas, distâncias, indicação de serviços de apoio, incluindo mensagens educacionais. Tem forma retangular com o lado maior na horizontal, excetuando-se os sinais de identificação de rodovias que têm a forma de brasão.

Placas Educativas

Serviços Auxiliares

 

c) Painéis

São dispositivos especiais, de constituição bastante semelhante às placas, variando nas suas dimensões (maiores) e no seu posicionamento (sustentado sobre a via); constituídos por chapas metálicas com armação posterior e dispositivos para fixação nas vigas horizontais das estruturas de suporte.

Os painéis de mensagens variáveis, também conhecidos por sinalização dinâmica, tem como objetivo fornecer aos usuários informações em tempo real, em bases eletrônicas, sobre condições especiais da rodovia, do tráfego e das condições climáticas. Eles são utilizados na gerência de tráfego em sistemas de vias expressas, com alto volume de veículos, informando instantaneamente sobre as condições dinâmicas de tráfego, condições físicas da rodovia, alterações nas condições climáticas, localização de incidentes e consequentes atrasos, rotas alternativas, confirmação de percursos e a existência/localização de serviços de apoio e atendimento ao usuário.

Os pórticos e bandeiras, também denominada de sinalização elevada, constitui-se em estruturas metálicas compostas por colunas e treliça, destinadas precipuamente à sustentação dos painéis, avançando parcial ou totalmente as pistas de rolamento.

Os pórticos devem sustentar no mínimo dois painéis, com mensagens indicativas de sentidos e/ou distâncias. Têm formato de um arco completo, com apoio nos dois lados da via, portanto cobrindo todas as pistas.

As bandeiras devem sustentar um ou dois painéis, com mensagens indicativas de direção e/ou distâncias. São implantadas nas interseções e em ilhas de separação, com o objetivo de canalização do trânsito, apontando a obrigatoriedade de circulação pela faixa indicada. Têm formato de um gancho, com apenas um apoio (estrutura em balanço), cobrindo uma ou no máximo duas pistas. Sua utilização obedecerá às condições impostas para a utilização dos pórticos.

 

d) Dispositivos Auxiliares de Percurso

Os dispositivos auxiliares de percurso têm como finalidade aumentar a percepção dos usuários nos casos de situações potenciais de risco como em curvas acentuadas ou nos trechos sujeitos à neblina, por exemplo. Exatamente por servirem de alerta aos usuários, possuem as mesmas cores dos Sinais de Advertência, ou seja, amarelo e preto, à exceção dos balizadores. Os balizadores, contudo, em face do surgimento de novos dispositivos de alerta, feitos em material resistente às intempéries e dispondo de elemento e retrorrefletivos, estão em desuso.

 

      • Marcadores de obstáculo

Os marcadores de obstáculo são indicados para assinalar obstruções situadas na via (canteiros estreitos separadores de pistas, por exemplo) ou a ela adjacentes, tais como guarda-corpos de pontes estreitas, emboques de túneis, pontilhões e passagens sob viadutos. Neste último caso, adicionalmente, procede-se à pintura das laterais com o mesmo padrão de cores e larguras de faixa, pintando ainda a parte superior quando o seu gabarito não atender à altura do maior veículo comercial.

      • Delineadores

Os delineadores são dispositivos auxiliares de percurso, posicionados lateralmente à via, em série, de forma a indicar aos usuários o alinhamento da borda da via, principalmente em situações envolvendo risco de acidentes e são particularmente importantes em trajetos noturnos ou com visibilidade prejudicada devido a condições adversas de tempo.

São aplicados nas curvas acentuadas (sempre no lado externo da curva), nas transições com diminuição de largura de pista (particularmente nas aproximações de pontes e viadutos) e, ainda, em pontos localizados onde o alinhamento pode ser considerado confuso.

      • Balizadores

Os balizadores são dispositivos auxiliares de percurso, posicionados lateralmente à via, dotados de unidades refletoras capazes de refletir a luz dos faróis dos veículos à distância, de forma a indicar aos usuários o alinhamento da borda da via em segmentos rurais. São particularmente importantes em trajetos noturnos, ou com má visibilidade causada por condições adversas de tempo.

 

4. Sinalização Horizontal

A sinalização horizontal é um subsistema da sinalização, constituída por marcas viárias, tais como faixas (linhas), marcações, legendas e símbolos, em tipos e cores previamente definidos, apostas ao pavimento, podendo ser complementadas por tachas e tachões.

Sua função é regulamentar, advertir ou indicar aos usuários da via, quer condutores de veículos ou pedestres, de forma a tornar mais eficiente e segura a operação da mesma.

É básica na organização do fluxo de veículos e pedestres e no delineamento da rodovia. Em alguns casos atua por si só como controladora de fluxos, em outros complementa a sinalização vertical e semafórica.

Sua grande vantagem é ser a forma de transmissão de uma mensagem de sinalização de trânsito, para cuja percepção e entendimento, não se torna necessário, ao condutor, desviar sua atenção do leito da via, vantagem potencializada quando do aumento dos volumes de tráfego nas vias.

 

a) Tacha e Tachão

São elementos complementares da sinalização horizontal constituídos de superfícies refletoras mono ou bidirecionais nas cores branca ou amarela, aplicadas em suportes de pequenas dimensões, principalmente quanto a altura, na cor amarela, de forma circular ou retangular, de alta resistência/absorção aos impactos, fixadas no pavimento por meio de pinos e/ou cola.

As tachas e os tachões diferenciam-se nas dimensões e efeitos desejados.

Fundamentais para uma boa visibilidade noturna do alinhamento da rodovia, especialmente sob condições adversas de chuva e neblina, as tachas refletivas são um investimento de alto retorno em termos de segurança e confiança para o usuário. É durante a noite que o usuário mais precisa da sinalização horizontal,pois desaparecem praticamente todas as informações externas do alinhamento da rodovia.

As tachas refletivas são uma garantia de que o delineamento da rodovia é mantido visível mesmo sob condições climáticas adversas.

Também empregadas para imprimir resistência aos deslocamentos que impliquem sua transposição, proporcionando um relativo desconforto ao fazê-lo.

b) Marcas Longitudinais

As marcas longitudinais mais comumente encontradas nas rodovias têm a função de definir os limites da pista de rolamento, de orientar a trajetória dos veículos, ordenando-os por faixas de tráfego, de regulamentar as possíveis manobras de mudança de faixa ou de ultrapassagem. Além dessas funções, podem regulamentar as faixas de uso exclusivo ou preferencial de espécie de veículos (ônibus ou bicicleta) e faixas reversíveis. De acordo com sua função, as Marcas Longitudinais classificam-se em:

  • Linhas de divisão de fluxos opostos (LFO);
  • Linhas de divisão de fluxos de mesmo sentido (LMS);
  • Linhas de borda (LBO);
  • Linhas de continuidade (LCO);
  • Marcas longitudinais específicas.

 

      • Linhas de Divisão de Fluxos Opostos (LFO)

As Linhas de fluxos opostos (LFO) separam os fluxos de tráfego em sentidos opostos, regulamentam a proibição ou permissão de ultrapassagem e são sempre na cor amarela. Os tipos de LFO comumente utilizadas nas rodovias são:

  • Linha simples contínua (LFO-1);
  • Linha simples tracejada (LFO-2);
  • Linha dupla contínua (LFO-3);
  • Linha dupla contínua/tracejada (LFO-4).

 

      • Condições básicas das linhas de proibição de ultrapassagem

As linhas de proibição de ultrapassagem são implantadas em rodovias de pista simples, nos segmentos onde a manobra de ultrapassagem venha a representar risco de acidentes, em função de: 1) insuficiência de visibilidade em relação ao sentido oposto de tráfego, o que não garante ao usuário a possibilidade de executar aquela manobra de forma segura; 2) ocorrência de fatores adicionais de risco num determinado segmento, como a existência de pontes estreitas e travessias de interseções, especialmente em nível, tornando a manobra de ultrapassagem ainda mais perigosa.

As linhas de proibição de ultrapassagem devem vir acompanhadas pelo sinal de regulamentação – “proibido ultrapassar”, colocado no início do trecho, que deve ser repetido em trechos muito extensos e após entroncamentos.

Pode ainda ser complementada por dispositivo auxiliar do tipo tacha bidirecional amarela, com elementos retrorrefletivos, para os trechos sujeitos a neblina. O comprimento mínimo a ser adotado para as Linhas de Divisão de Fluxos em Sentidos Opostos é de 152 metros.

Caso o comprimento da zona de proibição de ultrapassagem seja inferior a esse valor, a pintura da Linha de Proibição de Ultrapassagem deve ser iniciada antes, de maneira a completar os 152 metros.

A distância mínima entre duas Linhas de Divisão de Fluxos em Sentidos Opostos, relativas a um mesmo sentido de tráfego, é de 120 metros, considerando-se um tempo mínimo para percepção e tomada de decisão para efetuar a ultrapassagem, devendo-se unir duas Linhas de Proibição de Ultrapassagem, quando a distância entre elas for inferior a esse valor.

É permitida a interrupção de uma Linha de Divisão de Fluxos em Sentidos Opostos em trechos pequenos (da ordem de 10 metros), em locais onde ocorra situação de cruzamento de pista.

 

      • Critérios para a definição de zonas de proibição de ultrapassagem

Os limites de proibição de ultrapassagem em curvas horizontais ou verticais são definidos em função da distância de visibilidade, tendo seus extremos estabelecidos onde ela for menor que a distância mínima de visibilidade necessária para a ultrapassagem com segurança, considerando-se os seguintes fatores:

  • Distância de visibilidade mínima, correspondente à distância dupla de visibilidade de parada, variável em função da velocidade de operação.
  • Altura de visada do observador em relação à superfície do pavimento, de 1,2 metros;
  • Altura do veículo em sentido oposto em relação à superfície do pavimento, também de 1,2 metros.

Dessa forma, os limites de visibilidade mínima em curvas verticais (definidores das zonas de proibição de ultrapassagem) correspondem aos pontos a partir dos quais a linha imaginária com extensão correspondente à distância de visibilidade mínima, que une os pontos situados a 1,2 metros da superfície do pavimento, tangencia a curva vertical.

De maneira análoga, os limites de visibilidade mínima em curvas horizontais (definidores das zonas de proibição de ultrapassagem) correspondem aos pontos a partir dos quais a linha imaginária com extensão correspondente à distância de visibilidade mínima, unindo pontos situados no eixo da pista, tangencia obstáculos com altura maior que 1,2 metros.

O começo de uma zona de ultrapassagem proibida, para um determinado sentido de tráfego, é o ponto a partir do qual a distância de visibilidade passa a ser menor que aquela especificada. O fim dessa zona é o ponto a partir do qual a distância de visibilidade passa a ser maior que aquela já especificada.

 

      • Método gráfico para a determinação das zonas de proibição de ultrapassagem

a) Curvas Verticais

Desenha-se uma régua, em papel transparente, nas mesmas escalas do projeto geométrico em perfil, horizontal e vertical, com o comprimento da distância de visibilidade e, nas duas extremidades, segmentos verticais de 1,20 m (altura do olho do observador);

Aplica-se a régua ao perfil, fazendo-a deslizar ao longo do estaqueamento;

Enquanto a barra horizontal, referente à distância mínima de visibilidade, estiver acima do perfil da rodovia, a visibilidade está garantida;

Onde a barra horizontal tangenciar o perfil, caracteriza a ausência das condições de visibilidade, com o início do trecho de proibição de ultrapassagem, no sentido do estaqueamento, e o fim do trecho de proibição de ultrapassagem, no sentido oposto;

Prossegue-se deslizando a régua sobre o perfil, até que volte a tangenciar o perfil, definindo o fim do trecho de proibição de ultrapassagem, no sentido do estaqueamento, e o início do trecho de proibição de ultrapassagem, no sentido oposto.

b) Curvas horizontais

Desenha-se uma régua, em papel transparente, na mesma escala do projeto geométrico em planta, com o comprimento da distância de visibilidade;

Aplica-se a régua sobre a planta, fazendo-a deslizar sobre o eixo da rodovia, ao longo do estaqueamento;

Enquanto a barra horizontal, referente à distância mínima de visibilidade, não encontrar obstáculo físico nas margens da rodovia, a visibilidade está garantida;

Onde a barra horizontal tangenciar um obstáculo físico, caracteriza a ausência das condições de visibilidade, com o início do trecho de proibição de ultrapassagem, no sentido do estaqueamento, e o fim do trecho de proibição de ultrapassagem, no sentido oposto;

Prossegue-se deslizando a régua sobre o eixo, até que volte a tangenciar o obstáculo físico, definindo o fim do trecho de proibição de ultrapassagem, no sentido do estaqueamento, e o início do trecho de proibição de ultrapassagem, no sentido oposto.

c) Compatibilização dos procedimentos aplicados nas curvas verticais e horizontais

Concluídos os procedimentos descritos, deve-se analisar as estacas indicadas como início e fim dos trechos de proibição de ultrapassagem, em cada uma das análises e em cada sentido de circulação, a fim de selecionar os limites que garantam as melhores condições de segurança para a rodovia.

 

      • Linha Simples Contínua (LFO-1)

É a linha de divisão de fluxos opostos aplicada sobre o eixo da pista de rolamento com o objetivo de delimitar o espaço reservado para a circulação de cada um dos fluxos de veículos e regulamentar a proibição de ultrapassagem, nos dois sentidos de circulação. É utilizada em rodovias de pista simples, com largura inferior a 7,00 m. A largura mínima recomendada para a LFO-1 é de 10 cm.

 

      • Linha Simples Tracejada (LFO-2)

É a linha de divisão de fluxos opostos aplicada sobre o eixo da pista de rolamento para delimitar o espaço reservado para a circulação de cada um dos fluxos de veículos e para regulamentar a permissão de ultrapassagem, nos dois sentidos de circulação, independentemente da largura da pista.

 

      • Linha Dupla Contínua (LFO-3)

É a linha de divisão de fluxos opostos aplicada sobre o eixo da pista de rolamento com o objetivo de delimitar o espaço reservado para a circulação de cada um dos fluxos de veículos e regulamentar a proibição de ultrapassagem, nos dois sentidos de circulação. É utilizada em rodovias de pista simples, com largura igual ou superior a 7,00 m. A largura de cada uma das linhas pode variar entre 10 cm e 15 cm, assim como a distância entre elas.

 

      • Linha Dupla Contínua / Tracejada (LFO-4)

É a linha de divisão de fluxos opostos aplicada sobre o eixo da pista de rolamento, com o objetivo de delimitar o espaço reservado para a circulação de cada um dos fluxos de veículos e regulamentar a proibição de ultrapassagem em um dos sentidos de circulação e a permissão no sentido contrário. A largura de cada uma das linhas pode variar entre 10 cm e 15 cm, assim como a distância entre elas.

 

      • Linhas de Divisão de Fluxos de Mesmo Sentido (LMS)

As linhas de divisão de fluxos de mesmo sentido separam os fluxos de tráfego de mesmo sentido e regulamenta a mudança de faixa. São sempre na cor branca e podem vir acompanhadas de tachas monodirecionais com elemento retrorrefletivo branco. Os tipos de LMS utilizadas nas rodovias são:

  • LMS-1: linha simples contínua (regulamenta proibição de mudança de faixa e ultrapassagem);
  • LMS-2: linha simples tracejada (regulamenta permissão de mudança de faixa e ultrapassagem).

 

      • Linhas de Borda de Pista (LBO)

As linhas de borda de pista delimitam para o usuário a parte da pista destinada ao tráfego, separando-a dos acostamentos, das faixas de segurança ou simplesmente do limite da superfície pavimentada (quando a pista não for dotada de acostamento ou faixa de segurança).

Sua maior importância reside no fato de fornecer de forma nítida aos usuários o trajeto a ser seguido pela definição contínua da pista de rolamento, principalmente à noite ou em condições atmosféricas adversas, como neblina ou fortes chuvas.

As LBO são sempre contínuas, não se admitindo que sejam tracejadas, ainda que por motivos de economia, devido ao risco de serem confundidas com linhas de mesmo sentido (LMS-2), o que representaria sérios riscos de acidentes, especialmente à noite e sob condições severas de visibilidade.

 

      • Linhas de Continuidade (LCO)

É a linha que dá continuidade à LBO, nas entradas e saídas de pista, delimitando faixas de aceleração ou desaceleração, quando existem. É sempre tracejada, nas cores branca ou amarela, deve ter a largura da linha que a antecede, pode vir acompanhada de tachas monodirecionais com elementos retrorrefletivos na cor da linha.

      • Outras Marcas Longitudinais

O Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito (CONTRAN, 2007) prevê ainda 4 (quatro) outras marcas longitudinais, menos utilizadas em rodovias com as características das rodovias federais com a circunscrição do DNIT:

  • Marca de faixa exclusiva (MFE);
  • Marca de faixa preferencial (MFP);
  • Marca de faixa reversível no contrafluxo (MFR);
  • Marca de ciclofaixa ao longo da via (MCI).

 

c) Marcas Transversais

As marcas transversais ordenam os deslocamentos de veículos (frontais) e de pedestres, induzem à redução de velocidade e indicam posições de parada em interseções e travessias de pedestres. As marcas transversais mais comumente utilizadas são:

  • Linhas de retenção (LRE);
  • Linhas de dê a preferência (LDP);
  • Linhas de estímulo à redução de velocidade (LRV);
  • Faixa de travessia de pedestres (FTP).

 

      • Linhas de Retenção (LRE)

A linha de retenção é a marca transversal contínua, na cor branca, aplicada sobre a faixa de rolamento, com o objetivo de indicar ao condutor o local limite que deve parar o veículo.

Idealmente, deve vir acompanhada da placa de sinalização vertical de regulamentação R-1 – PARE e pode ainda ser acompanhada da inscrição no pavimento com a legenda PARE.

Deve ser utilizada em todas as aproximações de interseções semaforizadas, junto a faixas de travessias de pedestres, em cruzamentos rodoferroviários e cruzamentos rodocicloviários e em locais onde houver necessidade, por questões de segurança.

      • Linhas de Dê a Preferência (LDP)

A Linha de dê a preferência é a marca transversal tracejada, na cor branca, aplicada sobre a superfície da faixa de rolamento, com o objetivo de indicar ao condutor o local em que deve parar o veículo, caso julgue necessário, antes de ingressar numa via preferencial.

A LDP deve ser aplicada na cadência de 1:1, com traço e espaçamento medindo 50 centímetros e com largura mínima de 30 centímetros.

Deve vir acompanhada da placa de sinalização vertical R-2 – Dê a Preferência e do símbolo SIP – Símbolo Indicativo de Interseção com Via Preferencial em todos os entroncamentos com via preferencial onde as condições geométricas e de visibilidade do acesso permitam a inserção do fluxo da via secundária no fluxo da via preferencial.

      • Linhas de Estímulo à Redução de Velocidade (LRV)

As linhas de estímulo à redução de velocidade são marcações compostas por um conjunto de linhas contínuas, na cor branca, posicionadas transversalmente ao fluxo de veículos, com espaçamento entre si variável e decrescente no sentido do tráfego, de forma a transmitir aos condutores a sensação de aumento de velocidade.

O condutor estará sujeito a sentir esta sensação, sempre que a velocidade não for reduzida segundo uma desaceleração maior ou igual àquela pré-estabelecida, para que se venha a atingir, ao final das linhas, a velocidade desejável.

      • Faixa de Travessia de Pedestres (FTP)

As faixas de travessia de pedestres são marcas dispostas transversalmente ao eixo da via, para definir a área destinada à travessia de pedestres e regulamentar a prioridade de passagem dos pedestres em relação aos veículos.

A FTP-1, tipo zebrada, mais comumente utilizada em rodovias, é composta por linhas contínuas de cor branca, paralelas entre si e ao eixo da via, com largura e espaçamento entre elas de 40 centímetros, e comprimento de 4 metros, distando, pelo menos, 1,20 metro das Linhas de Retenção (LRE) e se estendendo pelo acostamento, quando este for pavimentado. Admitem-se variações em relação às dimensões apresentadas, em função de peculiaridades locais.

5. Sinalização Mista

Entende-se por sinalização mista a forma de sinalização não enquadrada perfeitamente nas sinalizações horizontal e vertical, mesmo possuindo algumas de suas características. Trata-se de uma sinalização bastante diversificada, com objetivos especiais para atender as necessidades próprias não atendidas pelas formas já abordadas.

a) Barreiras de Canalização

 

São obstáculos reais na direção normal do deslocamento do fluxo do trânsito para delinear uma canalização, devendo ser precedido por pré-sinalização de advertência e sinais luminosos; são empregados para bloquear parcialmente ou totalmente um trecho da rodovia. Esses dispositivos não transmitem uma mensagem específica além de direcionar ou bloquear o tráfego, embora possa ter sinais de trânsito montados sobre si. São imprescindíveis para a segurança dos trabalhadores em serviços nos trechos onde estão sendo executadas obras na rodovia.

As barreiras podem ter comprimentos variáveis conforme a necessidade, podendo ser agrupadas da maneira mais conveniente.

Quando utilizadas a noite, as barreiras devem ser refletorizadas ou diretamente iluminadas com luzes fixas ou intermitentes. As barreiras fixas são empregadas somente em construções de grande vulto, terrenos acidentados ou acostamentos inclinados, sendo montadas e estabilizadas in loco. As móveis são apropriadas para obras de pequena duração, em serviços executados em etapas ou onde a eventual passagem de equipamentos deve ocorrer, normalmente construída na forma de cavalete visando facilitar o transporte e fixação.

b) Cones, Balizadores e Marcadores Tubulares

 

São dispositivos temporários empregados para canalizar/encaminhar o fluxo de trânsito para a faixa apropriada ou isolar/contornar obstruções; a quantidade de sinais é condicionada à velocidade regulamentada e a largura da faixa de rolamento, devendo ser uniformemente distribuído.

Os cones são dispositivos constituídos de borracha ou plástico, na forma cônica, zebrado horizontalmente, normalmente nas cores amarela e preta, ou laranja e branca, devendo ser refletorizado para uso noturno; bastante utilizado por sua praticidade.

Os balizadores são empregados semelhantemente aos cones, só que com formato cilíndrico ou retangular, zebrado transversalmente nas cores amarela e preta, ou laranja e branca, normalmente de madeira ou chapa metálica.

Os marcadores tubulares são constituídos de tambores de aço ou plástico, com grandes dimensões, zebrado horizontal ou transversalmente nas cores amarela e preta, ou laranja e branca; proporcionam boa visibilidade a distância em função de suas dimensões.

 

c) Dispositivos Luminosos

Durante a noite a iluminação artificial é necessária nos dispositivos de sinalização de obras. O reconhecimento de barreiras refletorizadas e aviso de canalização ocorrerão a uma distância limitada e dependerão da suficiência da iluminação, assim, devem ser empregadas fontes de luzes independentes e capazes de serem vistas a longa distância. São de emprego generalizado dispositivos de iluminação tais como lanternas, pisca-piscas, lâmpadas elétricas e mangueiras luminosas.

Os dispositivos luminosos podem ser portáteis ou fixos, de alta ou baixa intensidade, relacionado com o espaçamento entre pontos que é variável de 5,00 a 10,00m; podem ser nas cores vermelha (perigo) ou amarela (advertência).

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