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Como ser mais rápido na resolução de provas de concursos

By 23 de janeiro de 2019 One Comment

Uma habilidade cobrada em todas as provas de concurso e raramente ensinada é a agilidade para resolver as questões no tempo disponível. Por vezes deparamo-nos com candidatos bem preparados que são reprovados porque deixaram em branco diversas questões fáceis por falta de gerenciamento de tempo. Isto ocorre porque não possuem o conhecimento sobre como “saber fazer prova”.

Se subtrair o tempo para o preenchimento do gabarito, dispomos para a resolução de provas objetivas de concurso de aproximadamente dois minutos e meio por questão. Sendo assim, a primeira atitude a se tomar para aumentar a velocidade em provas é sempre treinar para resolver os exercícios limitando-se ao período máximo de três minutos, numa constante simulação de prova. Se não conseguir concluir a questão neste prazo, escolha alguma alternativa como resposta e, só então, continue a resolução ou cheque o gabarito. Isto traz os seguintes benefícios: criar o hábito adequado que será manifestado durante a prova real; adestrar na técnica do chute; induzir à pressão psicológica que o aproximará da tensão da prova real, o que facilita a evocação dos conhecimentos pela memória.

Outro elemento que influencia na velocidade é a foco da atenção. O vencedor do prêmio Nobel de economia Daniel Kahneman, autor do livro “Rápido e Devagar: duas formas de pensar”, descobriu em seus experimentos científicos que, embora tenhamos um só cérebro, possuímos na verdade duas mentes ou sistemas mentais semi-independentes e amplamente separados. Uma mente, apelidada de sistema automático, intuitivo ou ascendente, se comporta de forma automatizada e rápida, mas está mais suscetível a cometer erros. Outra, a forma onerosa, deliberada ou descendente, é analítica e sujeita a menos equívocos, embora seja de processamento lento.

O segredo para a rapidez do pensamento é obter a fluência na resolução de exercícios pelo treino. A repetição dos exercícios promove uma transferência neural nas partes do cérebro responsáveis pela execução das questões de concurso, fazendo com que a mente ascendente assuma o controle. Deste modo necessitamos prestar cada vez menos atenção à atividade. Se não praticamos o suficiente, haverá a necessidade de um foco deliberado para a execução dos exercícios. A especialização nas tarefas também apresenta o benefício de exigir cada vez menos energia e menos regiões cerebrais são envolvidas. Estudos com ratos demonstram que a atividade intelectual é enorme durante a fase de aprendizagem de como escapar de um labirinto, e diminui à medida em que esses animais se tornam mais rápidos na realização do experimento.

No entanto, uma vez alcançada a proficiência adequada para resolver as questões de determinado assunto, resista à tentação de checar conscientemente cada uma das etapas do processo de resolução. Isto o traria de volta à mente onerosa. A atenção é um recurso limitado, e utilizá-la em uma atividade provoca um tipo de “cegueira” a outros estímulos. Relembre a clássica experiência do “gorila invisível”, em que cerca de 50% dos participantes não foram capazes de reconhecer um gorila exposto em um vídeo porque estavam concentrados em contar os passes entre jogadores de basquete. O domínio das habilidades na execução dos exercícios dispensará o esforço cognitivo e liberará a atenção para outros aspectos da prova. Se conseguir relaxar e confiar no sistema automático, a mente ficará liberada para ser ágil.

Um exemplo desta influência da atenção sobre a execução de exercícios é colhido no livro “Foco” de Daniel Goleman. Nas Olimpíadas de 2008, Lolo Jones liderava a corrida de obstáculos de 100 metros quando passou a se concentrar na necessidade de “não relaxar a técnica”, esforço que redundou em um aumento de tensão e na queda no nono obstáculo, o que a fez concluir a prova em sétimo lugar. O autor adverte que a receita certa para o fracasso consiste em um atleta começar a pensar na técnica durante o desempenho, porque com isto o cérebro entrega parte do controle a circuitos que só sabem se preocupar. A sobrecarga cognitiva e da atenção prejudica o controle mental.

Outra estratégia que pode poupar tempo nas provas de concurso é a seleção de questões a serem resolvidas. Há exercícios que consumiriam um tempo exagerado para a serem resolvidos, de modo que merecem ser abandonados. Ou existem questões para as quais necessitaríamos de uma reflexão maior, e a própria dúvida quando à certeza da resposta pode ocasionar o atraso. Portanto a sugestão é, antes de efetivamente fazer cada questão, realizar uma leitura dinâmica dela com a finalidade de identificar as principais palavras chaves, as quais podem ser grifadas. O objetivo é tão somente se familiarizar com o tema do exercício. Se suspeitar que exigiria muito tempo para a resolução, assinale por meio de um círculo o número do exercício para que retorne a ele após ter resolvido o restante da prova. Se após responder uma questão ainda restar dúvidas quanto à certeza da resposta, recomendo adotar o mesmo procedimento. Evitar perder tempo “brigando” com a questão proporcionará mais tranquilidade para responder às mais fáceis, como um guerreiro que escolhe os rivais com os quais irá travar combate, atentando-se aos movimentos do adversário e confiando na destreza da própria espada ao desferir os golpes certeiros para o abate do inimigo.

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Dorisvanda Sampaio Carlos
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Dorisvanda Sampaio Carlos

Adorei o conteúdo e bem produtivo