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Engenharia

Ponte da Marginal Tietê: por que foi interditada?

By 13 de fevereiro de 2019 No Comments

          A ponte na marginal Tietê que dá acesso à Dutra foi interditada após receber um relatório de inspeção no dia 3 de janeiro pela SPObras, empresa ligada à Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb). Só para ilustrar, ela recebe uma movimentação em torno de 50 mil carros por dia. Em suma, nos feriados, são mais de 200 mil veículos transitando, segundo a Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR).

O que aconteceu com a ponte da marginal Tietê?

          Logo após receber o relatório, 20 dias antes do bloqueio, a estrutura estava com comprometimentos e necessitava ser fechada para reparações. Por falta de manutenção estrutural, havia vigas de apoio trincadas, perda de material, armadura corroída, infiltrações e um risco iminente de um colapso. Seguem fotos:

          Na imagem acima mostra que há infiltrações na junta de dilatação sobre pilar e as vigas de apoio sobre o pilar com armadura exposta e trincada. Isso compromete a estabilidade estrutural. 

           O pilar 6 mostra a junta de dilatação com evidente deslocamento, infiltrações, junta aberta com restos de concreto e ferragem exposta.

         Na imagem acima mostra a junta de dilatação coberta com asfalto e uma vegetação crescendo, evidenciando assim, a umidade, isso tudo compromete as armaduras e a estrutura da ponte. 

Resultado

         Em síntese, a ponte está bloqueada desde o dia 23 de janeiro e, em nota, ainda não é possível avaliar o custo e prazo para entregar a reforma do viaduto, mas, por se tratar de uma obra emergencial, os trabalhos devem ser concluídos em no máximo seis meses. Segundo a Prefeitura, ainda não tem data para ser reaberta.

 

Entenda as patologias causadas na ponte

         Patologia de edificações é o ramo da engenharia que estuda sintomas, mecanismos, causas e consequências das deficiências das edificações. Ou seja, significa o não atendimento a um desempenho desejado.

         Atuação de sobrecargas pode produzir fissurações de componentes estruturais, tais como pilares, vigas e paredes. Essas sobrecargas podem ser originadas de uma má utilização do edifício, ou de erros no cálculo estrutural ou na execução da obra. No entanto, elas também podem causar em peças de concreto armado, sem que isso signifique necessariamente ruptura ou instabilidade dos componentes.

         A ocorrência de fissuras num componente de concreto armado provoca uma redistribuição de tensões ao longo da peça fissurada e nos componentes adjacentes, dessa forma, a solicitação acaba sendo absorvida de forma globalizada por toda a estrutura ou por uma parte dela. Veja a imagem abaixo: 

Erros de utilização da estrutura da edificação

  • Demolição e abertura de vãos em alvenarias estruturais;
  • Ultrapassagem da carga em pontes;
  • Mudança de uso da estrutura.

 

Causas

          Portanto, listam-se diversos agentes causadores de problemas patológicos em edificações:

  • Carregamentos;
  • Variações de umidade;
  • Variações térmicas intrínsecas e extrínsecas no concreto;
  • Agentes biológicos, físicos e químicos;
  • Incompatibilidade de materiais.

 

Vejo o conceito de concreto usado em ponte na visão da engenharia civil

         A princípio, diferente do concreto armado, o concreto protendido pode ser classificado como um estágio superior, onde é introduzido um estado prévio de tensões na estrutura. Ou seja, é um concreto que trabalha a compressão, o que faz com que ele tenha maior capacidade de resistência aos esforços de tração, já que ele fica previamente comprimido antes de receber as cargas as quais vai ser submetido.

          A sua aplicação permite a construção de pavimentos e pontes com vãos mais extensos do que aqueles obtidos com o uso do concreto armado, possibilitando ainda o desenho de elementos estruturais com seções transversais de menor dimensão.

          A utilização de aços de elevada resistência, como armaduras de concreto armado, fica limitada pela fissuração do concreto. Como os diferentes tipos de aço têm aproximadamente o mesmo módulo de elasticidade, o emprego de aços com tensões de tração elevadas implica grande alongamento dos mesmos, o que por sua vez, ocasiona fissuras muito abertas. A abertura exagerada das fissuras reduz a proteção das armaduras contra corrosão, além de indesejável esteticamente. 

 

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