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Diplomacia

As 5 áreas de estudos do CACD

By 29 de março de 2019 No Comments

A organização do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) demonstra uma tendência à regularidade, até mesmo no que diz respeito ao programa de disciplinas cobradas nas provas.

Desde que começaram as seleções do Instituto Rio Branco, em 1946, passando pelo surgimento do CACD, em 1996, e pelo início da cooperação com o Cespe, em 2002, o núcleo central de áreas do conhecimento exigido permanece sendo o mesmo.  Falamos um pouco disso em momento anterior, no post Quem pode ser candidato à carreira de diplomata?.

Se espremermos um pouco em conceitos classificatórios mais amplos, vamos perceber que são praticamente apenas 5 áreas do conhecimento:  linguística, geopolítica, história, economia e direito.

É verdade, no entanto, que esses conceitos compreendem muitos assuntos. O mais amplo e mais exigido, no contexto do CACD, é o que chamamos modestamente de linguística. Na realidade, há exigência de domínio da escrita em português e em inglês e noções aproximadas do nível B2 (conforme o QCER/CEFR) de espanhol e de francês.

Uma curiosidade: nos anos de 1975 e 2008 previu-se a realização de provas de idiomas estrangeiros que não fossem inglês, espanhol ou francês. Na primeira experiência, previa-se uma prova de idioma estrangeiro eletivo: espanhol, francês ou alemão. Na segunda experiência, em formato semelhante, era oferecida a oportunidade de escolher entre 7 idiomas: espanhol, francês, alemão, árabe, mandarim, japonês ou russo.

Os outros quatro conceitos apareceram nos editais recentes, até mesmo no de 2018, basicamente da seguinte maneira.

O que chamamos de geopolítica inclui política internacional (com amplo programa de assuntos, apesar de certa relevância de questões da atualidade) e geografia, que está dividida em 7 blocos: história da geografia, geografia da população, geografia econômica, geografia agrária, geografia urbana, geografia política e gestão ambiental.

Na parte de história, há a divisão em duas áreas: história do Brasil (a partir do descobrimento, até anos recentes) e história mundial (a partir da Revolução Gloriosa, até algumas questões contemporâneas).

Economia é dividida em quatro blocos: microeconomia, macroeconomia, economia internacional e história econômica brasileira.

Direito, por fim, é explorado com abrangência bem menor se comparado a outros concursos. É dividido em duas áreas: direito constitucional e direito internacional público (DIP). O primeiro compreende basicamente alguns capítulos da Constituição e alguns poucos conceitos de direito civil e de direito administrativo. O segundo é dividido em 8 blocos: caráter jurídico do DIP, fontes, sujeitos, solução pacífica de controvérsias, direito internacional dos direitos humanos, integração, comércio internacional e cooperação jurídica internacional em matéria penal.

Uma leitura aprofundada do edital de 2018 irá revelar que o programa de estudos é bem mais detalhado. Nossa intenção, em fazer uma descrição simplificada, é encorajar pessoas duvidosas a encarar o desafio do CACD.

A Máquina da Aprovação nasceu com este objetivo: facilitar a caminhada da aprovação para candidatos compromissados e pessoas que, de outro modo, desistiriam pelo caminho.

A partir do tempo de estudos disponível e do resultado nos simulados, a inteligência artificial, desenvolvida pelo engenheiro Victor Maia, irá indicar um plano de estudos personalizado e pragmático.

 

Imagem em destaque: Violinista da Orquestra Filarmônica de Goiás no Palácio do Itamaraty, em 2018 (foto: MRE/Flickr)

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