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Diplomacia

CACD em apenas 5 áreas de estudos

By 29 de março de 2019 No Comments

Violinista da Orquestra Filarmônica de Goiás no Palácio Itamaraty, em 2018 (MRE/Flickr).

Regularidade e previsibilidade do CACD

A organização do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) demonstra uma tendência à regularidade, até mesmo no que diz respeito ao programa de disciplinas cobradas nas provas.

O núcleo central de áreas do conhecimento exigido permanece sendo o mesmo desde que começaram as seleções de diplomata organizadas pelo Instituto Rio Branco (IRBr), em 1946, passando pela primeira edição do CACD, em 1996, e pelo início da cooperação do IRBR com o Cespe, em 2002.

“É bem verdade que não mais constam relacionadas na portaria em vigência […] as matérias previstas no primeiro regulamento do IRBr […]. Não obstante, todas elas, sob novas denominações e as adaptações que o tempo exigiu, hoje enriquecem o CACD.

E, durante o Curso de Formação, disciplinas em áreas como História do Brasil, Política Internacional, Direito Internacional e Economia são revisitadas pelo jovem diplomata (a essas são acrescidas […] Relações Públicas e Diplomacia). Assim, é possível afirmar que o CACD e o Curso de Formação mantêm, juntos, o mesmo núcleo central de áreas do conhecimento desde 1946.”

(Anuário 2015 do IRBr)

As 5 áreas de estudos do CACD

Se espremermos um pouco em conceitos classificatórios mais amplos, vamos perceber que são praticamente apenas 5 áreas do conhecimento no CACD. São elas: linguística, geopolítica, história, economia e direito.

Linguística

É verdade, no entanto, que esses conceitos compreendem muitos assuntos. O mais amplo e mais exigido, no contexto do CACD, é o que chamamos modestamente de linguística. Na realidade, há exigência de domínio da escrita em português e em inglês e noções aproximadas do nível B2 (conforme o QCER/CEFR) de espanhol e de francês.

Uma curiosidade: nos anos de 1975 e 2008 previu-se a realização de provas de idiomas estrangeiros que não fossem inglês, espanhol ou francês. Na primeira experiência, previa-se uma prova de idioma estrangeiro eletivo: espanhol, francês ou alemão. Na segunda experiência, em formato semelhante, era oferecida a oportunidade de escolher entre 7 idiomas: espanhol, francês, alemão, árabe, mandarim, japonês ou russo.

Os outros quatro conceitos apareceram nos editais recentes, até mesmo no de 2018, basicamente da seguinte maneira.

Geopolítica

O que chamamos de geopolítica inclui política internacional (com amplo programa de assuntos, apesar de certa relevância de questões da atualidade) e geografia, que está dividida em 7 blocos: história da geografia, geografia da população, geografia econômica, geografia agrária, geografia urbana, geografia política e gestão ambiental.

História

Na parte de história, há a divisão em duas áreas: história do Brasil (a partir do descobrimento, até anos recentes) e história mundial (a partir da Revolução Gloriosa, até algumas questões contemporâneas).

Economia

Economia é dividida em quatro blocos: microeconomia, macroeconomia, economia internacional e história econômica brasileira.

Direito

Por fim, direito é explorado com abrangência bem menor se comparado a outros concursos. É dividido em duas áreas: direito constitucional e direito internacional público (DIP).

O primeiro compreende basicamente alguns capítulos da Constituição e alguns poucos conceitos de direito civil e de direito administrativo. O segundo é dividido em 8 blocos: caráter jurídico do DIP, fontes, sujeitos, solução pacífica de controvérsias, direito internacional dos direitos humanos, integração, comércio internacional e cooperação jurídica internacional em matéria penal.

Mudanças no TPS de 2017

A primeira fase (TPS), de provas objetivas, teve uma nova divisão de pontos por disciplinas em 2017, que se manteve em 2018 e deve permanecer na próxima edição.

Até aquele ano, Português e Inglês (o core da linguística no CACD) somavam quase 40% dos pontos no TPS. Caíram para quase 25%. Na mudança, História do Brasil foi a mais valorizada, pois quase dobrou: saltou de 8% para 15% dos pontos.

Para mais, confira a série de posts sobre as disciplinas do CACD que começa com O que é o TPS.

Diplomacia na Máquina de Aprovação

Uma leitura aprofundada do edital de 2018  irá revelar que o programa de estudos das disciplinas é bem mais detalhado. Nossa intenção, em fazer uma descrição simplificada, é encorajar pessoas duvidosas a encarar o desafio do CACD.

A Máquina da Aprovação nasceu com este objetivo: facilitar a caminhada da aprovação para candidatos compromissados e pessoas que, de outro modo, desistiriam pelo caminho.

A partir do tempo de estudos disponível e do resultado nos simulados, a inteligência artificial, desenvolvida pelo engenheiro Victor Maia, irá indicar um plano de estudos personalizado e pragmático.

 

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