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Engenharia

Discursivas de Edificações

By 21 de junho de 2019 No Comments
edificações

Edificações

Edificações é uma disciplina muito importante em concurso público para engenharia civil. Neste artigo, trazemos questões discursivas de concursos anteriores para diversos assuntos. Assim, você pode aprofundá-los e revisá-los.

Discursivas

Marcar certo ou errado, ou fazer uma prova de múltipla escolha requer cuidado e atenção. No entanto, para fazer uma boa prova discursiva é preciso algo mais, pois ao contrário dos outros formatos, os “chutes” não são possíveis.

O segredo para uma boa prova discursiva, na verdade, não é um segredo. São dicas que, combinadas com bastante treino, podem transformar a maneira como encara uma prova discursiva.

Na sequência, apresentamos questões de Edificações. Você encontra questões objetivas e discursivas gratuitamente, filtrada por disciplina e assunto  no https://engcivil.maquinadeaprovacao.com.br/

Alvenaria

Ministério Público do Estado do Paraná

Ano: 2014

Banca: ESSP

Pergunta

A alvenaria é um sistema construtivo que utiliza peças industrializadas de dimensões e peso que as fazem manuseáveis, ligadas por argamassa, tornando o conjunto monolítico.

Discorra sobre algumas vantagens na utilização da alvenaria estrutural.

Resposta

As maiores vantagens da alvenaria estrutural em relação aos processos tradicionais são: redução de custo (economia no uso de madeira para formas; redução no uso de concreto e ferragens; redução na mão-de-obra em carpintaria e ferraria); facilidade de treinar mão-de-obra qualificada; projetos são mais fáceis de detalhar; maior rapidez e facilidade de construção; menor número de equipes ou subcontratados de trabalho; ótima resistência ao fogo; ótimas características de isolamento termo acústico; flexibilidade arquitetônica pelas pequenas dimensões do bloco.

Cobertura

Ministério Público do Estado do Paraná

Ano: 2014

Banca: ESSP

Pergunta

Os sistemas de coberturas (SC) exercem funções importantes nas edificações habitacionais. Descreva as principais funções de um sistema de cobertura.

Resposta

Sistema de cobertura são um conjunto de elementos, dispostos no topo da construção, com as funções de assegurar estanqueidade às águas pluviais e salubridade, proteger demais sistemas da edificação habitacional ou elementos e componentes da deterioração por agentes naturais, e contribuir positivamente para o conforto termoacústico da edificação habitacional.

Os sistemas de cobertura exercem funções importantes nas edificações habitacionais, desde a contribuição para preservação da saúde dos usuários até a própria proteção do corpo da construção, interferindo diretamente na durabilidade dos demais elementos que a compõem. Os sistemas de coberturas impedem a infiltração de umidade oriunda das intempéries para os ambientes habitáveis e previnem a proliferação de microorganismos patogênicos e de diversificados processos de degradação dos materiais de construção, incluindo apodrecimento, corrosão, fissuras de origem higrotérmica e outros.

Casa de Rui Barbosa

Ano: 2013

Banca: AOCP

Pergunta

Descreva o processo de assentamento de soalho de tábua corrida.

Resposta

Usa-se um tarugamento de caibros trapezoidais formando quadrados com dimensões de 50 cm x 50 cm, apoiados na laje ou no contra piso, fixados e nivelados com argamassa de cimento e areia na proporção de 1:4 não muito plástica, tendo o cuidado de dar um abaulamento em sua superfície para evitar o contato direto dessa argamassa com a outra face da tábua do soalho, evitando assim o apodrecimento da tábua, devido à penetração da água ou mesmo condensação de ar retido.

A fixação das tábuas se faz em um único lado, e sempre na fêmea ou rebaixo com prego sem cabeça e rebaixado para que possa encaixar a tábua seguinte. As tábuas são sempre pregadas em tarugos trapezoidais pintados com tinta à base de asfalto; para melhor fixação desses tarugos passa-se ferro de 4 ou 6 mm de 50 em 50 cm, na parte superior, que é cortada para que o ferro não fique saliente, e mergulha-se as extremidades na referida argamassa de cimento e areia.

Revestimento

TRT – 1a Região

no: 2018

Banca: AOCP

Pergunta

Foi realizada uma vistoria, em um edifício do Tribunal Regional do Trabalho, com o objetivo de verificar as causas do descolamento de pastilhas cerâmicas da fachada da edificação. Na vistoria, verificou-se que:

(a) as pastilhas cerâmicas se descolavam em grandes placas;

(b) as áreas onde aconteceram os descolamentos situavam-se nas fachadas onde ocorre a ação mais intensa da insolação direta ou nas regiões contíguas às juntas de dilatação;

(c) outras áreas, além daquelas onde ocorreu o descolamento, apresentavam som cavo à percussão;

(d) as pastilhas foram assentadas com papel perfurado colado à face interna das pastilhas, e a área perfurada do papel corresponde a 50% da área total.

A partir da anamnese do caso, relatou-se que:

(i) o edifício foi construído cerca de dez anos antes da vistoria; aproximadamente seis meses antes da vistoria todo o revestimento da fachada foi refeito; um mês antes da vistoria, começaram a ocorrer os descolamentos;

(ii) no manual do fabricante das pastilhas, encontra-se recomendação do uso de argamassa adesiva quando a base é em emboço desempenado, situação constatada na edificação em análise.

Exames “in loco” de arrancamento de pastilhas demonstraram que, mesmo nos locais que apresentavam som cavo, a força de arrancamento necessária foi relativamente grande devido ao fenômeno de encunhamento das juntas.

Exames realizados em laboratório de caracterização de amostras de argamassa adesiva similar à usada na obra e das pastilhas cerâmicas usadas demonstraram que elas eram de boa qualidade e que as pastilhas apresentaram uma película de cola de amido sobre a superfície dos furos do papel perfurado colado à face interna das pastilhas.

Ensaios de aderência, realizados em laboratório, a partir de materiais, componentes e técnica de assentamento similares aos empregados na obra, utilizando-se a mesma base e empregando pastilhas com e sem papel perfurado no verso, demonstraram ser adequada a aderência da argamassa adesiva empregada. O mesmo não pode ser dito quanto à existência do papel perfurado entre a pastilha e a argamassa, ocorrendo, no caso da existência do papel perfurado e da película de cola de amido, uma sensível diminuição da aderência.

Com base na situação descrita, solicita-se a apresentação do diagnóstico e a indicação da conduta recomendada.

Resposta

A partir da vistoria, das constatações obtidas por meio da anamnese e dos resultados dos ensaios “in loco” e em laboratório, pode-se concluir que o descolamento das pastilhas ocorreu nos locais nos quais, concomitantemente, existiam uma aderência deficiente e esforços solicitantes de maior intensidade.

Os esforços solicitantes maiores ocorrem nas fachadas submetidas à insolação direta, fato este que pode provocar dilatações e retrações dos materiais de acordo com a incidência solar, e nas áreas contígua às juntas de dilatação da estrutura.

A aderência deficiente pode ser debitada a própria tecnologia de produção e assentamento das pastilhas. Dois fatores podem ser ressaltados como básicos: (1) a diminuição da área máxima de contato para 50% da área possível, devido à presença do papel perfurado; (2) a existência de uma película de cola de amido sobre a pastilha na região dos furos, película esta que dificulta a aderência.

Conduta recomendada: indica-se a recuperação da fachada por meio do assentamento das pastilhas tanto nas áreas nas quais houve o descolamento das pastilhas como nas áreas nas quais, por meio do resultado de ensaio de percussão, concluiu-se pela existência de um grande potencial de descolamento.

Pode-se descartar a necessidade do reassentamento das pastilhas em todas as fachadas, apesar da possível aderência inadequada, pela existência do efeito do encunhamento das pastilhas, o que dificulta o seu descolamento. No processo de reassentamento das pastilhas, fica proibida a utilização de papel perfurado na face de aderência. Caso haja a presença de película de cola de amido na face de aderência das pastilhas, deve-se realizar a limpeza para não dificultar a aderência das pastilhas ao substrato.

Câmara de Belo Horizonte – MG

Ano: 2018

Banca: Consulplan

Pergunta

As paredes de gesso acartonado são feitas com placas de gesso revestido com lâminas de cartão duplex. Essas placas são presas com parafusos a estruturas de aço galvanizado. Esse tipo de parede é indicado somente para o uso interno, pois o gesso não resiste à água. Depois de pronta, pode-se revestir com qualquer tipo de acabamento final. Elabore um texto explicando como é a execução das paredes de gesso acartonado.

Resposta

Com trena lápis e metro, marque no piso alguns pontos de referência para fixar as guias que segurarão os perfis.

Depois, com um cordão de marcação a espessura da parede. Com uma furadeira, faça furos na guia metálica até atravessar o piso. Os furos deverão receber bucha e parafuso.

Fixe as guias usando os parafusos compatíveis com as buchas escolhidas. Confira se a marcação e o tamanho da guia estão corretos. Uma tesoura pode ser necessária para cortar os perfis e ajustar as medidas.

Marque na guia (do piso e do teto) os pontos para fixação dos montantes que serão fixados na vertical. Deve haver um montante a cada 600 mm, no máximo.

Os montantes devem ter a altura do pé-direito, com 8 a 10 mm de folga. Fixe os montantes nas guias do piso e do teto e trave com um puncionador.

Depois de montar a estrutura, é hora de colocar as placas. Use um levantador de placa para garantir a folga de 1 cm entre a placa e o piso. As placas deverão ser parafusadas no montante de forma vertical. A distância entre os parafusos deve ser de, no máximo, 30 cm. É necessário deixar 3 cm de folga nas extremidades e 1 cm na borda da placa.

Se a altura da placa for menor que o pé-direito, use outra placa para completar a parede. É importante que se faça a armação das placas mantendo as juntas alteradas.

O canto externo deve receber uma cantoneira perfurada como reforço. Aparafuse após a retirada das rebarbas das placas.

As caixas de luz devem ser colocadas. Para isso, marque com um nível magnético, faça duas aberturas com a serra-copo de 60 mm e insira a caixa elétrica.

Antes de instalar a outra face da parede, passe todas as instalações elétricas, hidráulicas e reforços.

Cubra a outra face com placas de gesso. Mantenha 1 cm de folga entre a placa e o piso, com o auxílio do levantador de placas.

Depois de fixar as placas na estrutura, passe uma camada de massa com o auxílio de uma espátula fina nas juntas horizontais.

No caso das juntas verticais, as camadas de massa devem ter em torno de 50 cm. Após a aplicação da massa, coloque sobre a junta uma fita de papel microperfurado com o lado poroso voltado para a parede.

Com a espátula grossa, passe mais massa nas juntas horizontais. A camada deverá ser de 2 cm a 5 cm mais larga do que a anterior. Deve-se esperar 24 horas até a aplicação da segunda e última camada, que deverá ficar com a aparência de trabalho acabado.

Passe uma camada sobre a cabeça dos parafusos. Se necessário, aplique uma segunda camada após a secagem.

Nos ângulos internos, aplique a massa em cada uma das faces. Antes de ser aplicada, a fita necessita ser dobrada (já há um vinco que facilita o processo).

Nos cantos externos, aplique a massa sobre a cantoneira metálica. No dia seguinte, use a espátula para nivelar a superfície.

Piso

TRF – 2a Região

Ano: 2017

Banca: Consulplan

Pergunta

Indicado para  áreas externas , sobretudo  calçadas , parques, praças e calçadões, o piso de concreto estampado tem sido bastante utilizado por sua durabilidade, mesmo em áreas de tráfego intenso.

Outra característica é o reduzido custo de manutenção e a ampla variedade de padrões e cores, tanto pelo uso de moldes que podem simular pedras naturais, quanto pelo uso de endurecedores coloridos de superfície e selantes, que garantem múltiplas possibilidades de acabamento.

Além disso, dispensa contrapiso, o que possibilita maior velocidade de execução. Tais vantagens, contudo, dependem de uma correta aplicação, produtos específicos e para a execução e ferramentas especiais, como desempenadeiras de magnésio.

Também são determinantes para o bom resultado a correta previsão e execução das juntas e a qualidade do concreto utilizado. Tanto que se recomenda a utilização de concreto usinado e submetido a rígido controle  tecnológico.

Disserte a respeito do assunto citado explicando as seguintes etapas de execução: preparo antes da execução, lançamento do concreto, rebaixamento do agregado, desempeno, execução do endurecedor colorido, estampagem e rejunte.

Resposta

Preparo antes da execução: antes de iniciar a execução, a superfície deve estar nivelada, compactada e devidamente coberta com lastro de brita e em alguns casos utilizar telas de aço para evitar a retração nos locais de tráfego de veículo. Lançamento do concreto: o concreto lançado deve ter resistência mínima de 20 MPA, ser uniformemente distribuído e nivelar com o auxílio do sarrafo.

Rebaixamento do agregado: é feito com o rolo rebaixador, cuja finalidade é garantir maior adensamento do concreto e trazer a argamassa para a superfície, evitando o afloramento dos agregados e aumentando a resistência superficial do concreto.

Desempeno: feito com desempenadeiras de magnésio, alumínio ou madeira. Seu objetivo é permitir a homogeneização e abertura dos poros do concreto antes da aplicação do endurecedor de superfície, pó que garante maior resistência superficial ao piso e a coloração do concreto.

Execução do endurecedor colorido: é lançado manualmente de maneira a cobrir uniformemente toda a superfície, após disso, executa-se a queima e o desmoldante.

Estampagem: é feita com moldes flexíveis e semiflexíveis.

Rejunte: deve ser feito após 24 horas do serviço concluído. Executar as juntas para reduzir fissuras e para separar os panos de trabalho.

Concreto Armado

Prefeitura de São Luis – MA

Ano: 2017

Banca: Cespe

Pergunta

A umidade costuma ser considerada inimiga da durabilidade das estruturas de concreto armado, ao longo de sua vida útil. No entanto, nos primeiros dias após o lançamento do concreto sobre as fôrmas onde estão as armaduras, a manutenção da umidade alta é muito importante. Tendo como referência o texto apresentado, redija um texto dissertativo a respeito da umidade do concreto nos primeiros dias após o seu lançamento na fôrma, abordando os seguintes aspectos:

  1. procedimento para a manutenção da alta umidade do concreto; 
  2. importância e consequências da manutenção da alta umidade do concreto.

Resposta

A superfície do concreto tende a perder sua umidade com a ação do calor. Como essa perda é prejudicial, deve-se proteger o concreto nos primeiros dias com o procedimento chamado de cura. É importante que a cura seja iniciada logo após a pega e tenha duração adequada, geralmente entre sete e quatorze dias. Entre os diversos métodos de cura, podem-se citar: manutenção das fôrmas com molhagem frequente; revestimento integral das superfícies expostas com água, areia, serragem, plástico ou outro material; aspersão com água a intervalos frequentes; aplicação de membranas de cura; e utilização de cura acelerada por aumento de temperatura ou de pressão. Quanto maior for o tempo de cura, ou seja, quanto mais se impedir a saída de água do concreto, melhores serão as características como a tensão de ruptura, a impermeabilidade e a resistência ao desgaste e aos ataques químicos.

De acordo com a NBR 14931:2004, enquanto não atingir endurecimento satisfatório, o concreto deve ser curado e protegido contra agentes prejudiciais para: evitar a perda de água pela superfície exposta; assegurar uma superfície com resistência adequada; e assegurar a formação de uma capa superficial durável. A cura aumenta a resistência do concreto porque as deformações e as fissuras (especialmente por retração) tendem a diminuir, aumentando a vida útil da estrutura.

PC-PE

Ano: 2016

Banca: Cespe

Pergunta

Fissuras, devido a sua recorrência e a sua criticidade, figuram como as mais preocupantes patologias apresentadas pelas estruturas de concreto armado. As tensões que atuam sobre o concreto e que resultam no aparecimento das fissuras podem ser classificadas como originadas da distribuição das cargas ou dos esforços espontâneos. Sob essa perspectiva, o trabalho do engenheiro civil perito consiste na capacidade de identificar o tipo de fissura e, a partir daí, inferir sobre prováveis causas das rachaduras e sugerir adequadas ações preventivas e corretivas.

Tendo o texto acima como referência inicial, elabore um texto dissertativo acerca das fissuras em concreto armado. Em seu texto, aborde os seguintes aspectos:

  1. fatores que causam o aparecimento de fissuras; 
  2. causas e características dos tipos de fissuras existentes em estruturas de concreto armado provocadas por distribuição de cargas; 
  3. esforços espontâneos.

Resposta

As fissuras mais comuns são originadas por falhas de projeto — por exemplo: recobrimento inadequado da armadura, taxa excessiva de armadura, ausência ou localização de juntas de dilatação, recalques diferenciais de fundação, sobrecargas não previstas etc. — ; por qualidade inadequada dos materiais; ou, ainda, por falhas de execução da obra — tais como: retardamento do corte, falta de homogeneização do concreto, falhas no adensamento, retração por secagem devido à ausência ou à má execução de cura etc. As fissuras em concreto armado são provocadas pela distribuição de cargas superiores à resistência do concreto ou pelos chamados esforços espontâneos, que provocam variação nas dimensões dos elementos. Entre as fissuras provocadas pela distribuição de cargas, destacam-se as seguintes:

(1) as provocadas por esforços de compressão: são fissuras paralelas à direção do esforço;

(2) as provocadas por esforços de tração: são fissuras perpendiculares à direção do esforço;

(3) as provocadas por esforços de flexão: possuem traçado vertical e são mais frequentes na parte inferior de vigas; também podem ser combinadas a esforços cortantes e ser encontradas próximas aos apoios com ângulo de 45°;

(4) as provocadas por esforços cortantes: são fissuras de formato inclinado;

(5) as provocadas por esforços de torção: são fissuras que se desenvolvem em sentidos opostos a uma direção da peça, ao longo do perímetro desta.

Com relação às fissuras provocadas por esforços espontâneos, destacam-se as seguintes:

  • as que podem ser provocadas por retração hidráulica são consequência da evaporação da água; e podem ser anteriores à pega (as podem ser distribuídas aleatoriamente em peças sem direções preferenciais ou paralelamente a uma direção preferencial) ou posteriores à pega (quando o movimento da peça está impedido)
  • as provocadas por variação térmica: são fissuras derivadas da contração ou da dilatação da peça;
  • as provocadas por expansão: são provenientes do excesso de expansor adicionado ao concreto ou da oxidação da armadura (fissuras paralelas à armadura).

TRE-MG

Ano: 2015

Banca: Consulplan

Pergunta

Composta por barras  de aço, a armadura de uma estrutura de concreto deve ser bem executada para garantir a segurança da edificação e evitar problemas e patologias como corrosão, fissuras, manchas e deformações. A armadura de um pilar é feita de estribos presos a vergalhões com arames recozidos duplos. Tudo deve ser feito de acordo com o projeto estrutural, que determina o tipo de aço, as bitolas, o dimensionamento e o posicionamento das barras.

Com base nas informações  do passo‐a‐passo para a preparação  da armadura, dos estribos e da montagem do pilar para concretagem, considerando as ferramentas que devem ser utilizadas nesse processo.

Resposta

As principais ferramentas utilizadas na confecção da armadura de um pilar são uma bancada de madeira, dois cavaletes, tesoura para cortar aço, chave de dobrar aço, cavalete (para montar a armadura), mesa (para dobrar o estribo), torquês, manivela, esquadro, lápis, giz, métro, chave para desamassar aço e arame recozido.

Primeiramente, as barras de aço evem ser cortadas nos comprimentos indicados no projeto de armadura. Utiliza‐se uma tesoura para cortar barra com  até 12,5 mm de diâmetro e uma guilhotina (ou serra policorte) para barras com diâmetros maiores. Para fazer o arame que vai prender os estribos, se estica e se torce o arame recozido com uma manivela (ou com uma furadeira elétrica) até que se torne duplo.

Para a confecção dos estribos, com ajuda de uma chave para dobrar aço faz-se um gancho de 45° na extremidade da barra. Os pinos da mesa servem de apoio para essa operação. Com auxílio de lápis e métro marcam-se na superfície  de madeira a largura e o comprimento dos estribos. Esse gabarito ajuda a criar uma linha de montagem que aumenta a velocidade de produção das peças. Sempre de acordo com as marcas de lápis na mesa ,a dobra-se a largura e depois o comprimento do estribo em 90°.

Terminada a operação de dobra, verificam-se as dimensões de comprimento e largura do estribo estão de acordo com as do projeto.

Finalmente, na montagem do pilar posicionam-se as barras de aço cortadas no cavalete. Com métro e giz, marcam-se no vergalhão os pontos onde serão amarrados  os estribos. Os rolos de arame recozido servem para amarrar os estribos às barras com auxílio de uma torquês, corta-se a sobra do arame. Para garantir que a ferragem vai ficar centralizada na fôrma, colocam-se espaçadores de plástico em estribos alternados. Não devem ser utilizados espaçadores de ferro, pois podem provocar corrosão na armadura. Com cuidado, posiciona-se a armadura do pilar na fôrma. O conjunto está preparado para concretagem.

MPE-BA

Ano: 2014

Banca: AOCP

Pergunta

Para uma estrutura de concreto armado, descreva os conceitos para dimensionamento de seções retangulares sob flexão pura, abordando exclusivamente os seguintes itens:

  • Hipóteses básicas;
  • Distribuição de tensões no concreto (Diagrama retangular de tensões);
  • Domínios de deformação possíveis na flexão e a sua forma de ruína.  

Resposta

Para dimensionamento de seções retangulares sob flexão pura, admite-se como hipóteses básicas que: 

  1. as seções transversais da seção permanecem planas até o estado limite último e as deformações são proporcionais à distância da linha neutra da seção;
  2. existe perfeita aderência entre o concreto e as armaduras;
  3. a resistência à tração do concreto é desprezada.

A distribuição de tensões no concreto é baseada no diagrama tensão x deformação do concreto, e admite-se que a distribuição de tensões do concreto seja determinada de acordo com o diagrama retangular, onde a largura é fixada em função da tensão máxima do concreto como 0,85.fcd, e altura como 0,80 vezes a profundidade da linha neutra.Na flexão, a posição da linha neutra deve estar entre 0 e a altura útil da seção (d) e os Domínios de deformações possíveis são o 2, 3 e o 4.

No Domínio 2, a ruína se dá por deformação plástica excessiva do aço, com alongamento de 1%, e o concreto não alcança a ruptura.

No Domínio 3, a ruína se dá por ruptura do concreto, com encurtamento de 0,35%, e o aço está em escoamento. Essa situação caracteriza uma seção subarmada.

No Domínio 4 a ruína se dá por ruptura do concreto, com encurtamento de 0,35%, e o aço não atingiu o escoamento. Essa situação caracteriza uma seção superarmada.

Concreto

Polícia Federal

Ano: 2013

Banca: Cespe

Pergunta

Em obras de edificações, é comum a utilização de argamassa de concreto para a execução de peças/elementos estabelecidas no projeto estrutural. Considerando a importância dos procedimentos na execução dos serviços de concretagem, redija um texto dissertativo acerca dos cuidados a serem observados não apenas antes do lançamento do concreto, mas também durante o lançamento. Ao elaborar o seu texto, aborde, necessariamente, os seguintes aspectos:

  1. especificações necessárias à compra do concreto usinado; 
  2. controle realizado no momento do recebimento na obra;
  3. condições das fôrmas e armaduras para início dos serviços; 
  4. altura da queda no lançamento do concreto.

Resposta

O lançamento do concreto deverá sempre obedecer a um plano de concretagem. As especificações necessárias à compra do concreto usinado são: valor mínimo da resistência à compressão (fck), tipo e diâmetro máximo dos agregados a serem empregados e consistência (abatimento).

O controle no recebimento do concreto deve ser feito observando-se os seguintes aspectos: horário da chegada do caminhão ao local da obra; conferência, no início da descarga, do abatimento do tronco de cone (slump-test) para fins de liberação do concreto; e a moldagem dos corpos de prova para o teste de resistência.

Para o início dos serviços, as fôrmas precisam estar totalmente executadas e escoradas, limpas, com desmoldante aplicado e conferidas. A armadura precisa estar limpa, posicionada e conferida, e a tubulação elétrica instalada.

O lançamento do concreto não deve ser feito de alturas excessivas, para evitar a segregação dos materiais. Aberturas de janelas nas fôrmas permitem a diminuição da altura de lançamento e facilitam o adensamento do concreto.

Concreto Protendido

TCE-PA

Ano: 2013

Banca: AOCP

Pergunta

Descreva, sucintamente, os cuidados que você tomaria na execução protensão em estrutura de concreto protendido sem aderência, considerando as prescrições da norma ABNT NBR 14931 (Execução de estruturas de concreto – Procedimento), abordando, necessariamente, os seguintes aspectos:

  • Cuidados antes, durante e após a concretagem.
  • Cuidados durante a operação de protensão.

Resposta

Antes da concretagem, inspecionar todos os cabos e seus suportes para se detectar eventuais defeitos. Durante a concretagem: o concreto deve possuir trabalhabilidade e diâmetro máximo do agregado compatíveis com o espaçamento dos cabos, ancoragens er maduras passivas. A equipe deve ter conhecimento das posições onde devem ser introduzidos os vibradores, para que estes não danifiquem os cabos. O diâmetro dos vibradores deve ser compatível com os espaçamentos entre cabos e a fôrma.

Após a concretagem, proteger as extremidades dos cabos para evitar sua deterioração, não permitir dobramentos com curvaturas excessivas e pontos angulosos. Durante a operação de protensão: Verificar se a sequência de protensão dos cabos está de acordo com o previsto no plano de protensão. Instalar os macacos de protensão, perfeitamente ajustados na superfície de apoio da ancoragem, a fim de evitar o tensionamento desigual dos elementos componentes do cabo. Marcar todas as cordoalhas junto às ancoragens ativas e passivas, a fim de detectar eventuais deslizamentos diferenciais. A pressão nos equipamentos deve ter aplicação progressiva, sem a necessidade de paradas.

Patologia das Edificações

Hemominas

Ano: 2014

Banca: IBFC

Pergunta

As obras de construção civil  continuam sendo apropriadas para as utilizações e exigências para que foram projetadas. O suporte das cargas imposta no projeto devem ser sempre avaliados, pois a construção pode, ao longo do tempo, apresentar sérios problemas de manutenção. Inspecionar, avaliar e diagnosticar as patologias da construção são tarefas que devem ser realizadas sistematicamente e periodicamente, de modo que os resultados e as ações de manutenções devem cumprir efetivamente a reabilitação da construção, sempre que  for necessária “ sendo assim descreva o que é “patologia”, “sintoma”, e “diagnóstico”.

Resposta

Patologia: É a ciência que estuda a origem, os sintomas e a natureza das doenças. No caso do concreto, a patologia significa o estudo das anomalias relacionadas à deterioração do concreto na estrutura.

Sintoma: É a manifestação patológica detectável por uma série de métodos e análises. Falha: É um descuido ou erro, uma atividade imprevista ou acidental que se traduz em um defeito ou dano.

Diagnóstico: É o entendimento do problema (sintoma, mecanismo, causa e origem).

Pintura

MPE-PR

Ano: 2014

Banca: ESSP

Pergunta

A correta  preparação da superfície melhora a adesão do sistema ao substrato e prolonga a vida útil da pintura.

Conceitue “preparação de superfície” e cite algumas formas de execução.

Resposta

Exigências a serem observadas no projeto durante a vida útil do edifício: preservar a potabilidade da água; garantir o fornecimento de água de forma contínua, em quantidade adequada e com pressões e velocidades compatíveis com o perfeito funcionamento dos aparelhos sanitários, peças de utilização e demais componentes; promover economia de água e de energia; possibilitar manutenção fácil e econômica; evitar níveis de ruído inadequados à ocupação do ambiente; proporcionar conforto aos usuários, prevendo peças de utilização adequadamente localizadas, de fácil operação, com vazões satisfatórias e atendendo as demais exigências do usuário. Evitar ou minimizar problemas de corrosão ou degradação

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