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Diplomacia

A efeméride iraniana que pode cair no CACD 2019

By 3 de abril de 2019 No Comments

Em 2019, a Revolução Iraniana completou 40 anos da sua eclosão, conforme a matéria de destaque do jornal Estadão. Algumas das celebrações rememoram, por exemplo, o retorno do líder islâmico Ruhollah Khomeini ao país, no dia 1º de fevereiro de 1979, após 15 anos de exílio; e a realização do referendo, no dia 1º de abril, que confirmou o fim do regime monárquico e o início da república.

O Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) demonstrou aproveitar-se de efemérides em provas, sobretudo quando relacionadas a temas já frequentes nas provas. No CACD 2019, isso pode ocorrer novamente, tendo como referência as celebrações iranianas.

Em 2018, por exemplo, em que se contava 210 anos da transferência da corte portuguesa ao Brasil, apareceu na prova de 1ª fase questões sobre esse tema, que já foi lembrado muitas outras vezes no CACD.

Questão 46, itens 1 e 3 (História do Brasil)

Em 1808, ocorreu a fundação da Escola Médico-Cirúrgica, na Bahia, bem como a fundação da Academia Real Militar e da Academia Real da Marinha, no Rio de Janeiro. (C ou E)

Elevou-se o status colonial do Brasil em relação a Portugal com a revogação dos atos que proibiam o estabelecimento de indústrias e manufaturas na América portuguesa e com a criação de tribunais semelhantes aos sediados em Lisboa. (C ou E)

O Presidente da República Islâmica do Irã, em 2009, Mahmoud Ahmadinejad, chega ao Palácio Itamaraty em visita oficial ao Brasil (foto: Ricardo Stuckert/PR/MRE/Flickr)

Por sua vez, o Irã já foi tema de diversas perguntas em muitas edições do CACD. Algumas das questões mencionaram especificamente a revolução, como estas das provas de 1ª fase de 2016, 2015 e 2011:

Questão 22, item 3; Questão 73, item 4; Questão 24, item 1

O caráter religioso do regime iniciado com a Revolução Iraniana de 1979 foi referendado pela maioria da população, que optou pelo modelo da República Islâmica em detrimento da monarquia. (C ou E)

Os problemas econômicos enfrentados no governo de João Figueiredo não estavam ligados à crise que vivia a economia internacional da época, como os decorrentes da Revolução Islâmica ocorrida no Irã em 1979, mesmo porque os países exportadores de matérias-primas e alimentos, como o Brasil, viviam um período de aumento de receitas; esses problemas estavam associados à incapacidade de absorção do capital excedente não absorvido pela economia norte-americana. (C ou E)

Em fins do século passado, uma inovação surgiu no campo de ação do terrorismo, o homem-bomba, cuja origem pode ser entendida como derivação da revolução iraniana de 1979 e que foi utilizada pela primeira vez com a finalidade de alcançar efeitos significativos em 1983, pelo Hezbollah, no Líbano, contra alvos norte-americanos. (C ou E)

A primeira e a última (2016 e 2011), apareceram na parte de Política Internacional. A questão do meio (2015), foi elaborada na parte de Economia. Logo, percebe-se a possibilidade do tema ser explorado em mais de uma disciplina. Por exemplo, uma questão sobre o assunto poderia muito bem ser explorada na parte de História Mundial, no contexto temático da Guerra Fria.

Além disso, é importante estudar a situação recente da política externa iraniana, pois a efeméride pode ser motivo para uma questão, ainda que o evento relacionado (no caso, a Revolução Iraniana) não seja citado. Nesse objetivo,a sabatina realizada no Senado Federal, do último embaixador do Brasil para o Irã, pode oferecer um bom panorama. Há o vídeo da sessão e a informação ostensiva.

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