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Engenharia

Discursivas de Fiscalização de Obras

By 24 de junho de 2019 No Comments
fiscalizacao de obras

Fiscalização de Obras

Fiscalização de Obras é uma disciplina muito importante em concurso público para engenharia civil. Neste artigo, trazemos questões discursivas de concursos anteriores para diversos assuntos. Assim, você pode aprofundá-los e revisá-los.

Discursivas

Marcar certo ou errado, ou fazer uma prova de múltipla escolha requer cuidado e atenção. No entanto, para fazer uma boa prova discursiva é preciso algo mais, pois ao contrário dos outros formatos, os “chutes” não são possíveis.

O segredo para uma boa prova discursiva, na verdade, não é um segredo. São dicas que, combinadas com bastante treino, podem transformar a maneira como encara uma prova discursiva.

Na sequência, apresentamos questões de Fiscalização. Você encontra questões objetivas e discursivas gratuitamente, filtrada por disciplina e assunto  no https://engcivil.maquinadeaprovacao.com.br/

Fiscalização

TCM-BA

Ano: 2018

Banca: CESPE

Pergunta

Um engenheiro, recém-empossado em órgão público, assumiu a fiscalização técnica do contrato de construção de uma edificação pública. Para se inteirar dos acontecimentos anteriores, buscou informações no diário de obras. Estudando o contrato, seus anexos e demais documentos, verificou que a medição coincidia com a data-base de reajustamento. Além disso, verificou que os profissionais indicados na proposta apresentada na licitação para executar a obra não eram os mesmos que estavam presentes no canteiro de obras.

Tendo como referência a situação hipotética apresentada, redija um texto dissertativo acerca dos seguintes itens de fiscalização de obra pública em andamento:

  • diário de obras: finalidade, obrigatoriedade, periodicidade, encaminhamentos e informações que devam estar nele contidas;
  • data-base: definição e procedimentos para pagamento de reajuste contratual;
  • controle dos profissionais responsáveis técnicos pela obra e pelas substituições, se for o caso.

Resposta

O diário de obras é um documento oficial, obrigatório em obras de engenharia. Ele deve ser emitido diariamente em três vias, sendo uma da fiscalização, uma do contratado e outra disponível na obra, para a fiscalização do CREA, e deve conter, entre outras, as seguintes informações: dados do empreendimento; datas de início e de previsão da conclusão da obra ou serviço; posição física do empreendimento no dia de cada visita técnica; orientação de execução, mediante a determinação de providências relevantes para o cumprimento dos projetos e especificações; nomes de empreiteiras ou subempreiteiras, caracterizando as atividades e seus encargos, com as datas de início e conclusão, e números das ARTs respectivas; acidentes e danos materiais ocorridos durante os trabalhos; os períodos de interrupção dos trabalhos e seus motivos; e outros fatos e observações julgados relevantes.

Tendo em vista a Resolução Confea 1.094/2017, será aceita a resposta que estiver alinhada também com as condições específicas da referida resolução: Art. 2º O Livro de Ordem constituirá a memória escrita de todas as atividades relacionadas com a obra ou serviço e servirá de subsídio para:

I – comprovar autoria de trabalhos;
II – garantir o cumprimento das instruções, tanto técnicas como administrativas;
III – dirimir dúvidas sobre a orientação técnica relativa à obra;
IV – avaliar motivos de eventuais falhas técnicas, gastos imprevistos e acidentes de trabalho; e
V – eventual fonte de dados para trabalhos estatísticos.

Art. 3º O Livro de Ordem tem ainda por objetivo confirmar, juntamente com a ART, a efetiva participação do profissional na execução dos trabalhos da obra ou serviço, de modo a permitir a verificação da medida dessa participação, inclusive para a expedição de CAT.

Art. 4° O Livro de Ordem deverá conter o registro, a cargo do responsável técnico, de todas as ocorrências relevantes do empreendimento.
§ 1° Serão registradas no Livro de Ordem informações tais como:
I – dados do empreendimento, de seu proprietário, do responsável técnico e da respectiva ART;
II – as datas de início e de previsão da conclusão da obra ou serviço;
III – as datas de início e de conclusão de cada etapa programada;
IV – os relatos de visitas do responsável técnico;
V – o atual estágio de desenvolvimento do empreendimento no dia de cada visita técnica;
VI – orientação de execução, mediante a determinação de providências relevantes para o cumprimento dos projetos e especificações;
VII – acidentes e danos materiais ocorridos durante os trabalhos;
VIII – nomes de empresas e prestadores de serviço contratados ou subcontratados, caracterizando seus encargos e as atividades, com as datas de início e conclusão, e números das ARTs respectivas;
IX – os períodos de interrupção dos trabalhos e seus motivos, quer de caráter financeiro ou meteorológico, quer por falhas em serviços de terceiros não sujeitas à ingerência do responsável técnico; e
X – outros fatos e observações que, a juízo ou conveniência do responsável técnico pelo empreendimento, devam ser registrados.
O reajuste de contratos públicos é anual, com data a ser contada a partir da data limite para a apresentação da proposta ou do orçamento a que esta se referir. Serviços atrasados sem justificativa não têm direito a reajuste, assim como aqueles antecipados para antes da data-base, sendo necessário um cuidado da fiscalização na quantificação do valor a ser pago. O pagamento de reajuste não necessita de aditivo, podendo o seu registro ser feito por apostilamento.

Os profissionais indicados pelo licitante para fins de comprovação da capacitação técnico-operacional técnico-profissional deverão participar da obra ou do serviço objeto da licitação, admitindo-se a substituição por profissionais de experiência equivalente ou superior, desde que aprovada pela administração.

PC-PE

Ano: 2016

Banca: CESPE

Pergunta

Durante a vistoria da construção de um edifício público, a fiscalização verificou que

  1. a obra estava atrasada em relação ao cronograma contratual;
  2. as soleiras das portas haviam sido executadas em mármore, em substituição ao granito especificado no projeto básico, fato constatado na realização da medição;
  3. a construtora tinha subcontratado 70% dos serviços previstos, percentual muito superior aos 40% estabelecidos em edital;
  4. as bancadas dos lavatórios haviam sido executadas a 90 cm do piso, contrariando os 80 cm previstos nas normas de acessibilidade, constantes no projeto original.

A construtora apresentou as seguintes justificativas e propostas de solução para as irregularidades apontadas.

Conforme a construtora, o atraso decorreu de dificuldades em encontrar fornecedores de insumos por falta de conhecimento das condições locais. Comprometeu-se a cumprir o prazo de execução por meio de um planejamento para compensar o atraso da obra.

  1. Conforme a construtora, há equivalência técnica entre os dois tipos de soleira. Solicitou ressarcimento pelos custos com retrabalho, caso fosse determinada a troca de soleiras, uma vez que o problema foi constatado pela fiscalização apenas na realização da medição.
  2. Alegou liberdade para subcontratar até 100% do contrato, independentemente do que prevê o edital, tendo se comprometido a assumir responsabilidades perante a administração pública pelos serviços executados por terceiros.
  3. Alegou que executou as bancadas conforme pedido de servidores públicos que, ao visitarem a obra, sem conhecimento da fiscalização, solicitaram o aumento da altura para melhor conforto dos usuários. Solicitou ressarcimento, por meio de termo aditivo contratual, caso fosse determinada a correção da altura das bancadas.

Considerando o caso hipotético apresentado e a legislação vigente relativa a licitações e contratos de obras públicas, redija um texto dissertativo analisando os argumentos emitidos pela construtora para justificar as irregularidades da obra e indicando e explicando as medidas legais que deverão ser determinadas pela fiscalização

Resposta

Quanto à análise dos argumentos emitidos pela construtora, deve-se considerar que:

  1. a contratada, durante a licitação, declara, em sua proposta, que tomou conhecimento de todas as informações e das condições locais para o cumprimento das obrigações objeto da licitação, não podendo alegar falta de conhecimento para justificar o atraso no prazo de execução;
  2. o granito e o mármore, embora sejam similares, não possuem equivalência técnica, pois o granito é mais resistente ao trânsito do que o mármore, de modo que a contratada deve trocar as soleiras, sem ônus para a administração pública;
  3. a contratada errou ao subcontratar além dos 40% previstos no edital, mesmo assumindo a responsabilidade, que sempre será dela, pelo trabalho das subcontratadas;
  4. a contratada só pode alterar o projeto mediante autorização da fiscalização; no caso específico, o projeto não poderia ser modificado, pois afetaria legislação vigente de acessibilidade.

Com relação à indicação e à explicação das medidas legais que deverão ser determinadas pela fiscalização:

(a) a fiscalização deverá notificar e iniciar o processo de penalização, que é aplicada pela autoridade que assina o contrato — a compensação do atraso é obrigação da contratada, pois, caso persista no mês seguinte, isso caracteriza um novo atraso e, consequentemente, um novo processo de penalização;

(b) a fiscalização deve determinar a troca das soleiras, mas não deve ressarcir a contratada, já que possíveis omissões da fiscalização não justificam as falhas de execução da contratada;

(c) a fiscalização não deve aceitar a subcontratação além do permitido no edital para não ferir o princípio da vinculação ao instrumento convocatório ao exigir a declaração da contratada;

TCE-PR

Ano: 2016

Banca: CESPE

Pergunta

Auditoria realizada em uma obra pública registrou os seguintes fatos:

I – Quanto à documentação técnica do processo licitatório – Apesar de a documentação do edital ter, em anexo, um orçamento de referência analítico do projeto básico, foi encontrado no processo apenas o orçamento sintético das propostas. Os membros da comissão de licitações da época informaram que, a despeito de o edital impor tal requisito, eles consideraram desnecessário cobrar das licitantes os orçamentos analíticos. Ao se comparar a composição das bonificações e despesas indiretas (BDI) do orçamento de referência com o BDI da proposta vencedora, constataram-se divergências na composição e no percentual. A diferença estava no item riscos e eventuais e nos encargos financeiros, em que os percentuais da proposta estavam maiores que os do orçamento de referência.

II – Quanto à documentação técnica da obra – O fiscal não cobrava da empresa o diário de obras atualizado diariamente, sendo este preenchido apenas ao final do mês, em apenas uma via, que era arquivada na sede da empresa contratada. Ao ser questionado sobre o motivo, o fiscal alegou a não obrigatoriedade legal do diário de obras, esclareceu que não havia local adequado no canteiro para a guarda desse documento e que, ao final da obra, solicitaria cópias autenticadas. Além do diário de obras, foi constatada a falta das anotações de responsabilidade técnica (ARTs) dos responsáveis pela execução da obra. O fiscal alegou que, como a obra ainda não estava concluída, as ARTs poderiam ser apresentadas no momento do recebimento provisório e informou que teria dificuldades em conseguir tais ARTs no momento da auditoria, pois o dono da construtora, responsável técnico pela obra, encontrava-se em viagem ao exterior e só retornaria no final da obra. Questionado sobre quem da construtora estava conduzindo os trabalhos, informou que eram um mestre de obras e um estagiário de engenharia.

III – Quanto aos critérios de medição e reajustamento – O fiscal da obra foi favorável a um aditivo contratual de reequilíbrio econômico-financeiro quando estavam faltando seis meses para o reajustamento, o que gerou um acréscimo de valores dos serviços a serem medidos. Entretanto, manteve a data base de reajuste, aplicando o percentual de correção dos valores nos serviço  com preços já reequilibrados. Além disso, mudou o critério de medição da administração local, sem alterar o seu valor global: inicialmente, a parcela medida era proporcional aos serviços executados e passou a ser um valor fixo mensal, gerando uma antecipação de valores pagos no cronograma de pagamento. Acerca da situação hipotética acima descrita, redija um parecer técnico que contemple os seguintes pontos:

1- procedimentos considerados regulares e irregulares e os respectivos embasamentos técnicos e legais; 

2- procedimentos que deveriam ter sido adotados; 

3- consequências dos procedimentos considerados irregulares. 

Resposta

Quanto aos procedimentos considerados regulares e irregulares e os respectivos embasamentos técnicos e legais, entende-se que as exigências do edital devem ser atendidas pelos licitantes. O não atendimento desse quesito fere o princípio da vinculação ao instrumento convocatório. Além disso, para análise das propostas dos licitantes, inclusive quanto a possíveis valores inexequíveis, tais documentos são necessários.

Entretanto, não há obrigatoriedade de que o BDI das propostas seja igual ao BDI do orçamento de referência, inclusive nos itens que foram apresentados: riscos e eventuais encargos financeiros, que realmente são diferentes de empresa para empresa, não caracterizando por si só erro de proposta. Caso o não atendimento desse item seja juridicamente considerado uma falha grave, isso poderá tornar nulo o processo licitatório e, consequentemente, o contrato.

Já em relação aos procedimentos que deveriam ter sido adotados, o diário de obras, ao contrário do afirmado pela fiscalização, é um documento obrigatório em obras de engenharia, conforme resolução do CONFEA. O seu registro deve ser diário, em três vias, assinado pela fiscalização e pelo contratado. A fiscalização do CREA cobrará o diário de obras no canteiro, além das ARTs e da presença do responsável pela execução da obra.

A ausência de ART é uma falta grave, que poderá levar à paralisação da obra, além de caracterizar outra irregularidade, pois, se, na fase de licitações, foi apresentado o dono da empresa como responsável pela execução, ele só poderia se afastar da obra com autorização da fiscalização, mediante justificativa e troca do responsável por outro que atenda às mesmas exigências de habilitação do edital. A consequência para a empresa contratada, além das sanções apresentadas pelo CREA, são as previstas em contrato: advertência e multa, podendo inclusive haver suspensão de participar de licitação e rescisão contratual.

Finalmente, quanto às consequências dos procedimentos considerados irregulares, tem-se que, a partir do momento em que é concedido contratualmente um reequilíbrio econômico financeiro, deve-se mudar a data base de reajuste para a data do referido aditivo contratual, sendo considerado irregular o pagamento do reajuste antes de um ano dessa nova data base. Para contratos públicos, o período de reajuste é anual, a contar da data de entrega da proposta ou data de referência do orçamento do edital.

Por isso, ao se proceder ao reequilíbrio do contrato mediante termo aditivo, o contratado passaria a ter direito ao reajuste somente após doze meses dessa data. Para sanar a irregularidade, deve-se suspender o pagamento do reajuste e glosar o valor pago a maior, pois esse pagamento indevido caracteriza superfaturamento. Outra irregularidade encontrada é a mudança do critério de medição da administração local. Se o edital prevê pagamento proporcional ao executado, o custo da defasagem entre receitas e despesas da forma de pagamento da administração local está considerado no BDI, no campo encargos financeiros.

Caso se mude o critério de medição e pagamento para valores fixos, a contratada passa a ter um ganho adicional, que caracteriza superfaturamento. Tal procedimento só seria possível se os valores de encargos financeiros fossem abatidos do pagamento. Para sanar esse problema, a fiscalização deve retornar ao critério de medição anterior e glosar o pagamento indevido nas futuras medições.

Orçamento

TCM-BA

Ano: 2018

Banca: CESPE

Pergunta

O Decreto n.º 7.983/2013 estabeleceu regras e critérios para a elaboração do orçamento de referência de obras e serviços de engenharia, contratados e executados com recursos dos orçamentos da União. O art. 3.° do referido decreto estabelece: Art. 3.º – O custo global de referência de obras e serviços de engenharia, exceto os serviços e obras de infraestrutura de transporte, será obtido a partir das composições dos custos unitários previstas no projeto que integra o edital de licitação, menores ou iguais à mediana de seus correspondentes nos custos unitários de referência do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI), excetuados os itens caracterizados como montagem industrial ou que não possam ser considerados como de construção civil. Parágrafo único – O SINAPI deverá ser mantido pela Caixa Econômica Federal (CAIXA), segundo definições técnicas de engenharia da CAIXA e de pesquisa de preço realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Tendo como referência o texto precedente, redija um texto dissertativo acerca das parcelas — relativas a custos diretos e custos indiretos, despesas indiretas e lucro ou margem — que compõem a estrutura de custos adotada no SINAPI para a formação de preços. Em seu texto, apresente:

  1. a definição de cada parcela; 
  2. exemplos de itens que compõem as parcelas; 
  3. a forma de incidência de cada parcela no orçamento.

Resposta

As parcelas que compõem a estrutura de custos do SINAPI são os custos (diretos e indiretos), as despesas (indiretas) e o lucro ou margem.

Os custos diretos são a soma de todos os custos dos serviços necessários para a execução física das atividades previstas na obra. Nesses custos estão os materiais, equipamentos e mão de obra (incluindo os encargos sociais), e os encargos complementares (EPI’s transporte, alimentação, ferramentas, exames médicos obrigatórios e seguros de vida em grupo). Os custos diretos incidem diretamente nas fichas de composição unitárias dos serviços.

Os custos indiretos são os da logística, infraestrutura e gestão necessária para a realização da obra. Correspondem aos serviços auxiliares e de apoio à obra que possibilitem sua execução. Englobam os custos previstos para a administração local; mobilização e desmobilização; construção do canteiro e do acampamento. Constituem exemplos desses custos: remuneração da equipe de administração e gestão técnica da obra (engenheiros, mestres de obra, encarregados, almoxarifes, apontadores, secretárias etc.); equipamentos não considerados nas composições de custos de serviços específicos (gruas, cremalheiras etc.); custos com a manutenção do canteiro (água, energia, Internet, suprimentos de informática, papelaria etc.); mobilização e desmobilização de ativos considerando seus locais de origem e a localização da obra; entre outros. Os custos indiretos são de difícil mensuração dentro de cada serviço, por isso incidem de forma agregada como serviços nas planilhas orçamentárias.

As despesas indiretas são as decorrentes da atividade empresarial que incidem de forma percentual sobre os custos da obra. Trata-se de recursos destinados ao pagamento de tributos incidentes sobre o preço do serviço, excluídos aqueles de natureza direta e personalística que oneram o contratado; ao rateio dos custos da administração central; à remuneração ao construtor pela assunção de riscos do empreendimento (taxa de risco, seguro e garantias); e à compensação de despesas financeiras ocasionadas pelo intervalo decorrido entre gasto, medição e recebimento. Diferem dos custos indiretos na forma que incidem no orçamento. As despesas indiretas, devido a sua natureza, incidem na forma de taxa ou percentual, aplicada sobre os custos diretos.

A parcela de lucro ou bonificação é aquela destinada à remuneração da empresa pelo desenvolvimento de sua atividade econômica. Em conjunto com as despesas indiretas, formam o BDI (bonificação e despesas indiretas, também chamado de LDI – lucro e despesas indiretas). Também incidem na forma de percentual ou taxa, aplicada sobre os custos diretos.

TCE-PR

Ano: 2016

Banca: CESPE

Pergunta

Os custos de mão de obra respondem por parcela representativa do custo direto e do valor total de orçamentos de construção civil. O Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI) considera que tais custos podem ser divididos em três tipos distintos: remuneração da mão de obra, encargos sociais e encargos complementares. Considerando que o fragmento de texto acima tem caráter unicamente motivador, redija um texto dissertativo acerca dos encargos complementares considerados pelo SINAPI. Ao elaborar seu texto, aborde os seguintes tópicos:

  1. parcelas que compõem os encargos complementares; 
  2. diferença entre encargos sociais e encargos complementares; 
  3. forma como os encargos complementares incidem sobre os custos de mão de obra nas composições do SINAPI.

Resposta

Os encargos complementares são custos associados à mão de obra e compreendem as seguintes parcelas: alimentação, transporte, equipamentos de proteção individual, ferramentas, exames médicos obrigatórios e seguros de vida, cuja obrigação de pagamento decorre das convenções coletivas de trabalho e de normas que regulamentam a prática profissional na construção civil.

Enquanto os encargos sociais, que se originam de imposições da CLT, são custos que variam conforme os salários recebidos e incidem de forma percentual sobre os valores dos salários informados pelo IBGE; os encargos complementares são originados de convenções coletivas de trabalho e de normas que regulamentam a prática profissional na construção civil e não variam proporcionalmente aos salários.

Estabeleceu-se, para todos os custos considerados nos encargos complementares, a incidência proporcional a uma hora de trabalho. Foi criada uma composição de custo no SINAPI para cada categoria de mão de obra. Os itens alimentação, transporte, exames e seguros participam da composição como insumos e são atualizados anualmente. Os itens EPI e ferramentas participam como composições auxiliares, formadas por insumos já listados no SINAPI, atualizados mensalmente.

Telebrás

Ano: 2015

Banca: CESPE

Pergunta

O Decreto n.º 7.983/2013 estabelece regras e critérios a serem seguidos por órgãos e entidades da administração pública federal para a elaboração do orçamento de referência de obras e serviços de engenharia, contratados e executados com recursos dos orçamentos da União.

Além disso, esse decreto define orçamento de referência como detalhamento do preço global de referência que expresse a descrição, as quantidades e os custos unitários de todos os serviços — incluídas as respectivas composições de custos unitários —, necessários à execução da obra e compatíveis com o projeto que integra o edital de licitação. Considere que ao se analisar um orçamento de referência elaborado para a licitação da construção de uma nova edificação, tenha sido identificada a seguinte estrutura de custos:

ESTRUTURA DE CUSTOS

  • CUSTOS DIRETOS (custos diretos dos serviços, mobilização e desmobilização, instalação de canteiro, administração local)
  • CUSTOS INDIRETOS (administração central, eventuais, margem, impostos). Com base nas informações acima apresentadas, redija um texto acerca de aspectos relevantes das parcelas que compõem o custo indireto da estrutura de custos e que devem ser adotadas em orçamentos de referência de edificações. Considere a aderência às boas práticas da engenharia de custos, ao cumprimento da legislação vigente e à jurisprudência dos órgãos de controle externo. Ao elaborar seu texto, faça, necessariamente, o que se pede a seguir:

1- defina custos diretos e indiretos; 

2- descreva cada uma das parcelas que compõem os custos indiretos; 

3- discuta a correção da estrutura de custos observada no orçamento da edificação em tela.

Resposta

No orçamento de referência para obras de engenharia especial, atenção deve ser dada à estrutura de custos, ou seja, à definição de quais parcelas devem ser consideradas e qual a sua classificação entre custos diretos e indiretos.

Classificam-se como custos diretos aqueles relacionados aos recursos necessários à execução do projeto (mão de obra, materiais, equipamentos, serviços, insumos etc.) e que são facilmente mensuráveis na unidade de medição e pagamento dos serviços. Eles são divididos nas seguintes categorias: custos diretos dos serviços, mobilização e desmobilização, instalação do canteiro e administração local (ou manutenção de canteiro).

Os custos indiretos são despesas gerais e gastos incorridos em benefício de mais de um projeto. Normalmente são custos relativos à manutenção do negócio. O referido decreto estipula como parcelas mínimas a taxa de rateio da administração central, os tributos incidentes sobre o preço do serviço, a taxa de risco e a taxa de lucro. Também podem ser considerados custos indiretos os seguros e as garantias, além dos custos financeiros.

Convém esclarecer o entendimento sobre cada uma das parcelas dos custos indiretos (BDI) que devem constar da estrutura de custos de orçamentos de referência. A taxa de rateio da administração central consiste em uma estimativa média de gastos que não são facilmente identificados e mensurados em relação a uma obra específica, mas que são indispensáveis para manter em operação a estrutura central das empresas e preservar em andamento os seus contratos de obras. Margem, remuneração ou lucro são a remuneração do empresário pelo desenvolvimento de uma atividade econômica. Tributos ou impostos são os custos tributários incidentes sobre a atividade pertinente à execução da prestação contratual, excluídos aqueles de natureza direta e personalística que oneram o contratado. Os tributos que geralmente incidem sobre a receita bruta de uma obra pública e que são inseridos no BDI compreendem o imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS); o Programa de Integração Social (PIS); e a Contribuição Social para Financiamento da Seguridade Social (COFINS). Riscos correspondem a percentual aplicado ao custo para cobertura de despesas não previstas e inerentes às atividades de construção. Cobrem eventuais acréscimos de custos da obra não recuperáveis contratualmente.

Custo financeiro representa a recomposição monetária do capital da empresa aplicado no contrato. Seguros e garantias são estipulados pela Lei n.º 8.666/1993 e servem para garantir o fiel cumprimento das obrigações da empresa contratada por meio de caução em dinheiro, seguro garantia ou fiança bancária. 

Do exposto, conclui-se que a estrutura observada atende às parcelas mínimas apresentadas no referido decreto. Sugere-se ainda a possibilidade de se adotarem, conforme a conveniência e particularidades de cada orçamento, outras parcelas, tais como seguros e garantias, e custos financeiros.

Planejamento e Gerenciamento

TRE-AC

no: 2015

Banca: AOCP

Pergunta

O planejamento de uma obra segue passos bem definidos. Em cada passo, agrega-se algo aos elementos dos passos anteriores, ou seja, observa-se uma progressão lógica nas atividades desenvolvidas. Os passos que compõem o roteiro do planejamento são: identificação das atividades; definição das durações; definição da precedência; montagem do diagrama de rede; identificação do caminho crítico; geração do cronograma e cálculo das folgas.

Solicita-se que, para a construção de uma casa térrea de área inferior a 100m², IDENTIFIQUEM-SE AS ATIVIDADES por meio da elaboração da Estrutura Analítica do Projeto (EAP) na configuração analítica (ou sintética) e DEFINA-SE A PRECEDÊNCIA entre as atividades.

Para elaboração da resposta, é obrigatório adotar fundação rasa e vedações verticais em alvenaria de blocos cerâmicos. As outras tecnologias empregadas na construção são estabelecidas pelo respondente. Não é necessário descrever as atividades em detalhes.

Resposta

IDENTIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES/ATIVIDADE PREDECESSORA

  1. Fundação – 1
  2. Escavação – 2
  3. Sapatas – Escavação – Estrutura – 3
  4. Alvenaria – Sapatas – 4
  5. Telhado – Alvenaria – 5
  6. Instalações – Sapatas – Acabamento – 6
  7. Esquadrias – Alvenaria – 7
  8. Revestimento – Telhado, instalações – 8
  9. Pintura – Esquadrias, revestimento.

Dúvidas?

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Bons estudos.

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