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Diplomacia

Incidência em Economia

By 3 de maio de 2019 No Comments

Cédulas de 10.000 cruzeiros e 10 cruzados, com a figura de Rui Barbosa (Bancen/Site).

Contexto da disciplina de Economia no CACD

A disciplina de Economia (ECO), no conteúdo programático do edital, está com o título de “NOÇÕES DE ECONOMIA”. Embora o nome possa sugerir que a abordagem seja superficial, o conteúdo é bastante detalhado e tem abrangência semelhante ao do último concurso do Banco Central do Brasil, em 2013.

Inicialmente, o conteúdo está dividido em 4 tópicos: Microeconomia, Macroeconomia, Economia Internacional e Histórica Econômica Brasileira (HEB). No entanto, há uma grande subdivisão de quase 180 subtópicos.

Vale lembrar que os tópicos de Economia Internacional e HEB têm assuntos intercambiáveis com as disciplinas de PI e HB.

Nas 18 edições do CACD de colaboração entre o IRBr e o Cebraspe, entre os anos de 2002 e 2018, o conteúdo de ECO passou por algumas mudanças. A estrutura atual, mais detalhada que as anteriores, foi adotada a partir de 2016.

Incidência de temas em ECO

O site do Cebraspe disponibiliza 16 provas de TPS, faltando apenas as provas das duas primeiras edições. Nas provas disponíveis, ocorreram 277 itens de ECO, distribuídos da seguinte maneira: 

Percebe-se que historicamente a distribuição das questões é equilibrada. No entanto, em cada edição a distribuição pode ser diferente.

Incidência nos últimos 5 anos

Veja o recorte das últimas 5 provas. Ressalta-se que, a partir de 2017, o TPS passou a contar com mais questões de ECO em relação aos anos anteriores, de 6 questões aumentou para 8, conforme apontado no post Como é o Formato e quais são as disciplinas do TPS?

O programa verticalizado de ECO

Por fim, cabe expor o conteúdo programático de ECO no edital, de forma verticalizada. Esse modo de visualização auxilia na sistematização dos estudos.

NOÇÕES DE ECONOMIA (Primeira e Terceira Fases):

1 Microeconomia.

1.1 Demanda do Consumidor.

1.1.1 Preferências.
1.1.2 Equilíbrio do consumidor.
1.1.3 Curva de demanda.
1.1.4 Elasticidade-preço e elasticidade-renda.

1.2. Oferta do Produtor.

1.2.1 Fatores de produção.
1.2.2 Função de produção.
1.2.3 Elasticidade-preço da oferta.
1.2.4 Rendimentos de fator.
1.2.5 Rendimentos de escala.
1.2.6 Custos de produção.

1.3 Tipos de Mercados e de bens.

1.3.1 Concorrência perfeita, monopólio e oligopólio.
1.3.2 Comportamento das empresas.
1.3.3 Determinação de preços e quantidades de equilíbrio.
1.3.4 Tipos de bens.
1.3.5 Bens públicos.
1.3.6 Bens rivais.
1.3.7 Recursos comuns e Bens comuns.
1.3.8 Externalidades.

1.4 Introdução à análise de custo-benefício.

2 Macroeconomia.

2.1 Contabilidade Nacional.

2.1.1 Os conceitos de renda e produto.
2.1.2 Determinação da renda, do produto e dos preços.
2.1.3 Oferta e demanda agregadas.
2.1.4 Contas Nacionais do Brasil.
2.1.5 Conceito de deflator implícito da renda.
2.1.6 Indicadores econômicos.

2.2 Contas Externas.

2.2.1 Os conceitos de déficit e superávit nas contas externas.
2.2.2 Balanço de pagamentos: a conta de transações correntes, a conta de capital e financeira.
2.2.3 Atualizações Metodológicas do Balanço de Pagamentos.
2.2.4 Indicadores de Liquidez Externa.
2.2.5 Indicadores de Solvência Externa.

2.3 Economia do Setor Público e Política Fiscal.

2.3.1 Gastos e receitas do governo.
2.3.2 Política orçamentária e equilíbrio orçamentário.
2.3.3 Conceitos de superávit e déficit público.
2.3.4 Abordagem Ricardiana da Dívida Pública.
2.3.5 Endividamento e responsabilidade fiscal.
2.3.6 Papel do Governo.
2.3.7 Objetivos e instrumentos de política fiscal.
2.3.8 Efeitos fiscais sobre a política monetária.
2.3.9 Consumo, investimento, poupança e gasto do governo.

2.4 O modelo IS-LM-BP.

2.5 Teoria e Política monetária.

2.5.1 Funções da moeda.
2.5.2 Criação e distribuição de moeda.
2.5.3 Oferta da moeda e mecanismos de controle.
2.5.4 Procura da moeda.
2.5.5 Tipos de Inflação.
2.5.6 Moeda e preços no longo prazo.
2.5.7 Teoria Quantitativa da Moeda.

2.6 Política Monetária.

2.6.1 Papel do Banco Central.
2.6.2 Objetivos e instrumentos de política monetária.
2.6.3 Inflação e Taxa de Juros.
2.6.4 Política Monetária Não-Convencional.
2.6.5 Conceitos Básicos da Regulação e Supervisão do Sistema bancário, financeiro e do Mercado de Capitais.

2.7 Crescimento e Desenvolvimento Econômico.

2.7.1 Teorias de Crescimento Econômico.
2.7.2 O papel da inovação no crescimento econômico: os modelos Solow e Schumpeteriano.
2.7.3 Fundamentos teóricos do desenvolvimento econômico sustentável.
2.7.4 A armadilha da renda média.
2.7.5 Experiências bem-sucedidas de desenvolvimento socioeconômico no pós-Segunda Guerra Mundial.
2.7.6 Experiências bem-sucedidas de política industrial e de inovação no pós-Segunda Guerra Mundial.
2.7.7 Princípios de economia institucional.
2.7.8 Arranjos institucionais e desenvolvimento econômico. 2.7.9 Crenças, Contratos e Instituições.

2.8 Teorema de Coase.

2.9 Emprego e renda.

2.9.1 Conceito de Desemprego.
2.9.2 Tipos de Desemprego.
2.9.3 Determinação do nível de emprego.
2.9.4 Indicadores do mercado de trabalho.
2.9.5 Lei de Okun.
2.9.6 Distribuição de renda no Brasil.
2.9.7 Causas da distribuição de renda no Brasil.

3 Economia internacional.

3.1 Teorias de Comércio.

3.1.1 Teorias clássicas, Neoclássicas e contemporâneas do comércio internacional.
3.1.2 Teorias explicativas do comércio de bens industrializados.
3.1.3 O comércio intrafirma e intrassetorial.
3.1.4 O papel das economias de escala e da concorrência imperfeita para o comércio internacional.
3.1.5 Cadeias Globais de Valor.
3.1.6 A crítica de Prebisch e da Cepal.
3.1.7 Deterioração dos termos de troca.

3.2 Macroeconomia aberta.

3.2.1 Os fluxos internacionais de bens, capitais e serviços.
3.2.2 Regimes de câmbio.
3.2.3 Taxa de câmbio nominal e real.
3.2.4 Determinantes da Política Cambial.
3.2.5 A relação câmbio-exportações no curto e no longo prazo.
3.2.6 A Curva “J”.
3.2.7 A relação poupança externa-crescimento econômico.
3.2.8 A relação câmbio-juros-inflação.
3.2.9 A Trindade Impossível de Mundell-Fleming.

3.3 Comércio e Investimentos Internacionais.

3.3.1 Política Comercial e de Investimentos.
3.3.2 Efeitos de tarifas, quotas, subsídios e outros instrumentos de política comercial.
3.3.3 A utilização de medidas não tarifárias como barreiras ao comércio internacional.
3.3.4 O papel dos acordos de investimentos na atração de investimentos diretos no país (IDP).
3.3.5 Modelos de acordos de investimentos.
3.3.6 O ambiente de negócios e a atração de investimentos diretos no país (IDP).
3.3.7 A importância da internacionalização das empresas brasileiras para a economia do Brasil.
3.3.8 As agências e órgãos governamentais brasileiros responsáveis pela formulação, coordenação e implementação das políticas de comércio exterior.

3.4 O Sistema de Comércio Internacional.

3.4.1 Sistema multilateral de comércio: origem e evolução.
3.4.2 As rodadas negociadoras do GATT e da OMC.
3.4.3 A Rodada Uruguai.
3.4.4 A Rodada Doha.
3.4.5 Os mega acordos regionais e os novos temas das negociações comerciais multilaterais.
3.4.6 Os acordos bilaterais e plurilaterais OMC-Plus e OMC-Extra.
3.4.7 O Brasil e as negociações comerciais internacionais.
3.4.8 Integração econômica e comercial na América do Sul.

3.5 Sistema financeiro internacional.

3.5.1 Padrão-ouro.
3.5.2 Padrão dólar-ouro.
3.5.3 Principais elementos da arquitetura financeira de Bretton Woods.
3.5.4 Fim da conversibilidade do dólar.
3.5.5 A nova arquitetura financeira e monetária internacional.
3.5.6 Crises econômico-financeiras nos últimos 20 anos.
3.5.7 As inovações financeiras, a grande crise de 2008 e as reformas regulatórias.
3.5.8 Os Acordos de Basileia.
3.5.9 A nova Governança do Sistema Financeiro Internacional.

3.6 O Papel do G20 como principal foro de cooperação financeira global.

3.6.1 Arranjo Contingente de Reservas dos BRICS.
3.6.2. O papel dos novos bancos regionais e multilaterais no financiamento ao desenvolvimento.
3.6.3 O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura.

4 História econômica brasileira.

4.1 A economia brasileira no Século XIX.

4.1.1 A economia cafeeira.

4.2 Primeira República.

4.2.1 Políticas econômicas e evolução da economia brasileira.
4.2.2 Crescimento industrial.
4.2.3 Políticas de valorização do café.

4.3 A Industrialização Brasileira no Período 1930-1945.

4.3.1 O Modelo de Industrialização por Substituição de Importações (ISI)
4.3.2 Falhas e Críticas ao Modelo de Industrialização por Substituição de Importações (ISI).

4.4 A década de 1950.

4.4.1 O Plano SALTE.
4.4.2 O Plano de Metas.
4.4.3 O pós-guerra e a Nova Fase de Industrialização.
4.5 O Período 1962-1967.
4.5.1 A desaceleração no crescimento.
4.5.2 O Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social.
4.5.3 Reformas do Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG).
4.5.4 A Importância das reformas do PAEG para a retomada do crescimento em 1968.

4.6 A retomada do crescimento 1968-1973.

4.6.1 Causas do “Milagre Econômico”.
4.6.2 O Primeiro Plano Nacional de Desenvolvimento (I PND).

4.7 Desaceleração econômica e o segundo Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND).

4.8 A crise dos anos oitenta.

4.8.1 A interrupção do financiamento externo e as políticas de ajuste. 4.8.2 Aceleração inflacionária e os planos de combate à inflação.
4.8.3 O debate sobre a natureza da inflação no Brasil.

4.9 Economia Brasileira nos anos noventa.

4.9.1 Abertura (comercial e financeira) parcial da economia brasileira.
4.9.2 O Plano Real.
4.9.3 Os Benefícios da estabilidade econômica.
4.9.4 As reformas institucionais do Governo Fernando Henrique Cardoso.

4.10 A economia brasileira na primeira década do século XXI.

4.10.1 As diferenças na política econômica entre o primeiro e o segundo mandato do Governo Lula.
4.10.2 Os efeitos positivos das políticas distributivas de renda.

4.11 Tópicos atuais de discussão.

4.11.1 A situação das contas públicas e seus impactos sobre a economia brasileira.
4.11.2 A Nova Matriz Econômica.
4.11.3 A baixa produtividade da economia brasileira.
4.11.4 A relação entre abertura comercial, produtividade e inovação.
4.11.5 A economia política da política comercial brasileira.
4.11.6 A redução relativa e precoce do setor industrial no PIB brasileiro.
4.11.7 Resiliência do processo inflacionário.
4.11.8 Os desafios da implementação de reformas estruturais na previdência social, nas regras trabalhistas e no sistema tributário.
4.11.9 O desenvolvimento de mecanismos de financiamento privado para o financiamento do investimento em infraestrutura.

A série de posts sobre TPS e disciplinas

Confira as demais publicações da série:

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